Amarrações de são Cipriano

Amarrações de são Cipriano

No célebre grimório Demonology (1597) do Rei James I de Inglaterra (1566 –1625), dá-se nota da existência de espíritos que aparecem na forma de assombrações, capazes de alterar a sua forma para aspectos assustadores, e que também produzem barulhos. Os Antigos Romanos chamavam-lhes Lemures ou espectros, que são aparições. Quando esses espíritos aparecem na forma de alguém familiar ou amigo já falecido, chamavam-se-lhes umbrae mortuorum, ou sombras dos mortos São espíritos que habitam em locais desabitados, em ruínas ou desertos, e que as Escrituras se referem, mencionando os locais habitados pelas corujas. Entre tais espíritos, encontra-se a demoniza Lilith, a quem s. Cipriano, o bruxo (f. 258 d.C), faz menção dos seus escritos, quando referindo-se a uma entidade muito poderosa na feitura de amarrações amorosas. Lilith aparece identificada enquanto um dos demónios regentes do Inferno, no notório Livro de Raziel, também chamado o Livro de Adão, que é um livro apócrifo derivado de conhecimentos mágicos que forma dados a Adão antes da expulsão do Paraíso. O livro de Raziel foi traduzido em Sevilha, Espanha, por volta do século XIII, durante o reinado de Afonso X ( 1252 – 1284), o Rei de Castilha e Leão. O livro contém um guia para nomes de anjos e demónios, e é usado para fazer conjurações de espíritos. No Livro de Raziel, os demónios Lilith, Asmodeus, Mahalat e Agaron são descritos como os líderes dos demónios.  S. Cipriano conhecia bem os demónios Lilith e Asmodeus, apontando-os como das entidades mais poderosas na feitura das mais poderosas amarrações.

Um dos primeiros livros sobre magia negra e bruxaria, foi o Formicarius do reputado teólogo Alemão Johannes Nider,(1380 – 1438),  que escreveu o grimório em 1435, e publicando-o em 1475. Na sua obra, Nider faz menção a uma notória bruxa que existiu em Berna. Tratava-se da bruxa Scavius, que tinha um espírito demoníaco familiar que incorporava num ratinho, e que lhe ensinava os mais ocultos segredos da magia negra, com os quais a bruxa Scavius espantava a sua clientela com prodigiosos resultados. Sempre foi frequente as bruxas receberem conhecimentos ou até grimórios de demónios, ou até do Diabo. Um dos casos mais lendários sobre a forma com os escritos de são Cipriano são entregues por demónios a bruxos, encontra-se documentado num grimório Espanhol do século XIX, onde se relata como no ano 1001 d.C um monge Alemão de nome Jonas Sufurino, bibliotecário do mosteiro de Brooken, invocou o Diabo no topo de uma montanha, e recebeu uma cópia do grimório de magia negra de são Cipriano como recompensa.

O notório padre e teólogo Jesuíta Martin-Antoine del Rio ( 1551 – 1608), fez apuradas investigações sobre o sobrenatural, a magia negra e a bruxaria, publicando depois as suas conclusões na sua obra de três volumes Disquisitiones Magicae, de 1599,  nela dando testemunha da veracidade desses fenómenos. Na sua obra, Del Rio deixa saber como por volta dos nos de 1572 havia em certo estudante de Direito chamado Quirino, que tomou conhecimento de segredos de bruxaria através de ancestrais grimórios de magia negra. A sua sede de conhecimento foi tão notável, que um demónio manifestou-se-lhe, ao que o estudante fascinado pelos poderes que os saberes ocultos podiam desvendar, acabou por entregar-se em pacto com o Diabo. Tornando-se num bruxo, o jovem conseguiu realizar trabalhos de magia negra que resultavam em verdadeiras proezas. Alguns desses trabalhos de magia negra foram celebrados com saberes de são Cipriano, o bruxo.

No capitulo I do II Livro do célebre grimório «compendium maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570), dá-se nota de como as bruxas conseguem produzir efeitos nas pessoas através das suas poções. As fórmulas podiam envolver ervas como a mandágora, a papoula, e outras. Também assim o confirma o Nicolas Remy( 1530 – 1612), o notório demonologista Francês, autor do célebre «Demonolatreiae», publicado em 1595. E quando tais poções não podem ser administradas pessoalmente ao embruxado, então as bruxas preparavam bonecos que baptizavam pela autoridade do Diabo com o nome daqueles que se pretendia embruxar. Desse modo, tudo aquilo que fosse feito ao boneco, acabaria sucedendo á pessoa. E por isso, a poção sendo dada ao boneco, ela acabava por causar os efeitos desejados na pessoa. Por vezes a pessoa embruxada ficava algum tempo com o estômago muito inchado sem qualquer motivo, ou sentia náuseas inexplicáveis, e em certos casos vomitada líquidos da mesma cor da poção que o boneco da bruxa tinha recebido. E quando assim era feito, então a pessoa estava embruxada, e acabava sempre por fazer aquilo que a bruxaria queria, sendo que no caso das amarrações ela entregava-se enamoradamente a quem a tinha mandado amarrar. Este processo de baptismo de bonecos de bruxaria podia também ser realizado com grande sucesso por padres, que tem a autoridade espiritual para dar o sacramento do baptismo. Dessa forma muitas bruxas seduziram padres para que as ajudassem nessa tarefa de baptizar os seus bonecos de magia negra. Da mesma forma, muitos padres fascinados pelo oculto acabaram por tornarem-se bruxos, celebrando pacto com o Diabo, e assim celebrando por sí mesmos estes fortes trabalhos de magia negra.

No século XVIII, exemplo disso foi a célebre bruxa Virginie, e um padre idoso que prestava culto na catedral de são Caprisius ( 303. D.C), em França. O velho padre tinha em casa um altar dedicado ao Diabo, e ali celebrava ritos de magia negra. Por volta dos anos de 1790, bruxa Virginie tinha-se entregado aos caminhos da bruxaria através do padre, que lhe proporcionou a celebração de pacto com o Diabo, no qual Virginie deixando-se tomar carnalmente pelo demónio, em troca foi feita bruxa. Ambos celebravam heréticas missas negras num altar de igreja, ali cometendo-se ímpios sacrilégios que eram uma heresia de grande agrado a Satanás, e á qual os demónios ocorriam quando invocados. Essas missas negras eram celebradas conforme ensinamentos de s. Cipriano, o bruxo, e desse modo, os trabalhos de magia negra ali celebrados tinham efeitos espantosos. As amarrações ali feitas conforme os ensinamentos de s. Cipriano, o bruxo, tinham efeitos prodigiosos, e homem ou mulher embruxados acabavam sempre por entregar-se amorosamente a quem os tinha mandado amarrar. As pessoas embruxadas acabavam sempre por cair num estado de arrebatada paixão, ficando irresistivelmente enamoradas.

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