Trabalhos de amarração

Trabalhos de amarração

O notório padre e ocultista Montagne Summers (1880- 1948),  ao debruçar-se sobre o influente Malleus Maleficarum (1486), faz nota que em 1441, no tempo do reinado do Henrique VII ( 1421-1471), existiu uma célebre bruxa de nome Margery Jourdemain. A bruxa Margery Jourdemain era famosa por ser uma reputada invocadora de demónios e feitora de temíveis trabalhos de magia negra. Na verdade, muitos dos seus trabalhos eram trabalhos de  amarração.

Matthew Hoppkins ( n. 1620), era um jurista e demonologista que investigou centenas de casos de bruxas, bruxaria e magia negra, sendo que as suas experiências acabaram por leva á publicação da obra «The discovery of Witches» publicado em Londres, em 1647. Dizem que de tanto se aprofundar nos meandros da bruxaria e do satanismo, no final o próprio Matthew Hoppkins acabou por se unir a um culto satanista. Em 1644,  quando investigando a existência de uma seita de bruxas em Towne, Essex, Hoppkins encontrou a bruxa a bruxa Elizabeth Clarke.  A bruxa realizava oferendas solenes a Satanás perto da sua casa, e invocava vários demónios. Já a sua mãe tinha sido uma bruxa e praticante de magia negra que também prestava culto satanista. À idade dos sete anos, o demónio apareceu a Elizabeth, passando dai em diante a visitar mãe e filha. Chegada á idade de donzela, o Diabo desflorou e copulou carnalmente com Elizabeth, havendo ela depois formalizado pacto com o demónio. Três noites por semana, o Diabo aparecia-lhe incorporado por possessão demoníaca no corpo de um distinto e fidalgo cavalheiro, e dizia-lhe «Bessie, desejo deitar-me consigo.» E a bruxa aceitava-o sempre. A bruxa Elizabeth Clarke tinha cinco espíritos demoníacos familiares,  um coelho negro chamado Sack-and-Sugar, um spaniel chamado Jarmara, um galgo chamado Vinegar Tom, uma doninha chamada Newes, um gato chamado Holt. Dizia-se que conforme até o Diabo procurava a bruxa para com ela se deitar á noite, então todo o bruxedo que ela lançasse a um homem, também o faria ir deitar-se com a mulher que se queria. Os seus trabalhos de amarração tornaram-se por isso famosos e abundantemente procurados, assim como igualmente respeitados e temidos, pois que havendo nalguns casos providenciado desfechos amorosos favoráveis ás suas clientes, porem noutros levaram a desfechos tortuosos para aqueles que teimavam em resistir ao bruxedo. È que uma vez infestada por um trabalho de amarração de magia negra, a vitima ou cede aos intentos da bruxaria, ou então permanece a ser castigada, assombrada e fustigada pela magia negra até ao ponto da sua desgraça. Por isso, só há duas alternativas: ou a vitima cede, ou então ela permanece castigada e amaldiçoada. De qualquer das forma, a vitima nunca mais se livra do bruxedo, nem da pessoa que a mandou embruxar. Não há escapatória. Nenhuma. Nunca.

Em 1525 havia pelo menos vinte bruxos famosos em Inglaterra por usarem destes trabalhos de amarração celebrados através do infernal poder da magia negra, muitos deles usando de bonecos de cera, ou de efígies, outros de velas, e outros de nós do Diabo. Em 1560, dois padres ingleses eram celebres por realizarem fortes trabalhos de amarração e outros bruxedos através de bonecos representativos das suas vítimas. O poder destes trabalhos de magia negra era tal, que em 1563 a rainha Elisabeth I assinou a lei «Witchcraft and Witches Act», uma lei que condenava quem lançasse magia negra com a finalidade de causar a morte. Em 1612, as bruxas de Pendle eram famosas não apenas em Lancashire, como por toda a Inglaterra. Uma dessas famosas bruxas, era uma mulher de nome Elizabeth Southern. No ano de 1560, o Diabo tinha aparecido a Elizabeth Southern, incorporado na forma de um jovem rapaz. Henri Boguet ( 1550-1619), foi um notório demonologista Francês que em 1602 publicou a obra «Discours Exécrable des Sorciers». Boguet observa que Satanás quando incorpora num corpo humano para se fazer manifestar neste mundo, tem o gosto de fazer vestir em roupas pretas. O preto é a sua cor preferida, um símbolo dos sinistros poderes e do seu reino de temíveis forças ocultas. Por vezes o Diabo manifesta-se numa pessoa jovem, ou até uma criança; outras vezes numa pessoa idosa; outras vezes numa mulher; mas frequentemente num homem, e por vezes um homem com algum tipo de problema físico. Algumas vezes dignas de nota, o Diabo já apareceu incorporado num padre, ou numa freira. Porem, ele também pode incorporar num animal, conforme várias vezes o faz no Sabbat satânico das bruxas, ou até pessoalmente e diante da bruxa por ele desejada. Mas o mais intrigante, é que o Diabo pode também fazer-se manifestar na forma da Virgem Maria, ou de um anjo de luz, ou até como o próprio Jesus. Boguet observa que já houve vários casos em que Satanás se manifestou a freiras em visões, na forma de Jesus, semi-nú como na cruz, e tentando eróticamente as freiras, algumas vezes conseguindo até insinuar-se ao ponto de lhes inspirar um irresistível desejo carnal, e nesse momento conseguir copular com elas na forma de Jesus, assim possuindo-as através desse sinistro engodo. O demonologista abriu assim as portas á compreensão de um Diabo repleto de recursos, até os mais impensáveis, para conseguir chegar a quem ele deseja chegar.

No caso da bruxa Elizabeth Southern, o Diabo apareceu-lhe na forma de um jovem rapaz, e insinuou-se-lhe até a fazer cair pelos caminhos da magia negra. Depois de conseguir converter Elizabeth Southern em bruxa, o misterioso rapaz desapareceu, esfumando-se misteriosamente sem deixar rasto. Cinco anos mais tarde, o mesmo rapaz reapareceu a uma amiga da bruxa Southern, uma mulher de nome Ann Withlle, convencendo-a a juntar-se á bruxa, e converter-se á magia negra, depois incitando-as a praticarem os pecaminosos actos da magia negra. As bruxas assim o fizeram, e tornaram-se famosas, pois os seus trabalhos de magia negra tinham efeitos espantosos. Anos mais tarde, o demonio reapareceu e insinuou junto da neta da bruxa Elizabeth Southern, uma jovem de nome Alison Device, a quem o Diabo seduziu, levando-a a celebrar Pacto com o demónio, depois possuindo-a em pecaminosa lascívia, conforme já o tinha feito com a sua avó Southern, e a amiga Withlle. O mesmo sucedeu com a jovem filha da bruxa Ann Withlle, uma donzela de nome Anne Redfearne, que também se converteu a bruxa pelos mesmos devassos e infernais meios satanistas. Os bruxedos das quatro bruxas tornaram-se temidos, pois após um certo trabalho de magia negra celebrado na floresta de Pendle e dirigido a um rapaz de nome Robert Nutter de Greenhead, o rapaz sofreu o acidente que o deixou marcado e coxo para toda a vida. A bruxa Anne Redfearne, filha de Ann Withlle, lançou um trabalho de amarração a Robert, que pela sua beleza e elegância era um partido muito desejado por todas as jovens das redondezas. Porem, o jovem Nutter teimou em resistir á bruxaria de tal forma, que acabou com o seu corpo deformado, o mesmo corpo que todas as donzelas tanto desejavam. Assim operam os bruxedos de magia negra: ou a vítima cede aos desejos do bruxedo, ou teimando em resistir, então sofrerá padecimento sobre padecimento sem cessar, até ao ponto da sua desgraça. Seja como for, nunca mais a vítima se livra do bruxedo, nem de quem a mandou embruxar. Nunca mais.

No seu «Dictionnaire Infernal», um tratado de demonologia publicado em 1818, Jacques Collin de Plancy ( 1793 – 1881) – um célebre ocultista e demonologista Francês – fala de uma bruxa italiana de Milão chamada Marguerite, que tinha um espírito demoníaco familiar que a acompanhava a todos os momentos, e por todo o lado. A bruxa invocava o espírito demoníaco familiar através dos seus encantamentos, e o demónio subitamente aparecia-lhe e respondia-lhe. Porem a voz do espírito não se ouvia a partir da bruxa, mas sim como se vinda de um local muito distante, como uma voz vinda das profundezas de um poço, ou escutada através de um buraco numa parede. Muitos presenciaram esta a aparição deste espírito e a sua voz, ficando atemorizados e rapidamente retirando-se da presença da bruxa. O espírito não apenas respondia ás perguntas da bruxa, como a ajudava na feitura de trabalhos de magia negra. Por isso mesmo, a bruxa era procurada por inúmeras pessoas que lhe requeriam os seus préstimos ocultos. Um desses casos foi o de uma nobre senhora que habitava num palácio em Milão, cujo o marido a desprezava quando chegava a hora das suas obrigações matrimoniais. Invocando ao espírito familiar que a acompanhava, a bruxa infestou o senhor do palácio, sendo que algum tempo depois o homem já se entregava fervorosamente á satisfação da sua esposa no leito matrimonial. A bruxa alcançou por isso grande reputação, e a sua fama espalhou-se.

Também na sua obra, o notório demonologista Collin de Plancy  revela sobre um célebre caso de possessão demoníaca ocorrido na Inglaterra do século XVII, havendo o caso ocorrido por consequência da pratica de trabalhos de magia negra. O caso ocorreu em 1626, num convento Ursulino em Londres. Por volta desse ano, o convento começou a ser assombrado por espíritos e entidades demoniacas. Os casos de aparições demoníacas foram-se intensificando até 1630, altura em que já não era possível ignorar as aparições nem de descarta-las enquanto ilusões ou alucinações, pois algumas freiras do convento começaram a manifestar graves sinais de possessão demoníaca após terem participado em ritos de magia negra celebrados por um célebre padre de nome Urbain Grandier. As freiras começaram a falar em línguas que desconheciam com temíveis vozes masculinas que mais pareciam animalescas, exibindo faces demoníacas, e os seus corpos contorciam-se de maneiras impossíveis, andando elas com pés e mãos simultaneamente, porem de costas voltadas para o chão e as cabeças invertidas no seu pescoço, numa contorção fisicamente impossível a uma pessoa viva. A verdade é que o padre Grandier tinha cedido aos chamamentos do Diabo, havendo profanado os seus votos e celebrado pacto com o Demónio, tornando-se assim um padre satânico. O seu pacto é famoso, e envolveu a participação de Satanás, Beelzebub, Asmodeus, Astaroth e Leviatã. Assim se atestavam que os trabalhos de magia negra causavam fortes infestações demoníacas. Nas possessões demoníacas, os demónios infestam, assombram e atormentam espiritualmente a sua vítima, noite após noite, num purgatório de aflições espirituais. O notório padre e ocultista Montagne Summers (1880- 1948),  ao debruçar-se sobre o assunto das possessões espirituais, faz nota que muitos foram os exemplos de santos que foram infestados de possessões espirituais. São Jerónimo (347- 420) descreveu que São Hilario (310 – 368) era nocturnamente visitado por demónios que se lhe manifestavam na forma de mulheres nuas para despertar a tentação; Santo António, o grande (251 – 356) era visitado pelo demónio na forma de um donzela, para o afligir com tentações; Santa Margarida de Cortona (1247 – 1297) andava para trás e para frente na sua humilde cela, enquanto o Diabo a seguia murmurando-lhe e cantando-lhe musicas obscenas e indecentes versos, acompanhados que eram pelas lágrimas da santa que orava a Deus, rogando-lhe protecção. De nada serviu á santa, que foi infestada de assombrações até á hora da sua morte. Vários são os exemplos historicamente documentados destes casos de possessões demoníacas, e é justamente desta forma que actuam as possessões demoníacas e assombrações causadas por um trabalho de magia negra, especialmente nos trabalhos de amarração. Nos trabalhos de amarração, os demónios infestam a vítima da bruxaria, para depois a assombrarem noite após noite com flagelos e padecimentos infligidos á sua alma, e esses flagelos não cessarão senão quando a pessoa ceder ao objectivo do bruxedo. Cedendo, os tormentos cessam. Porem: teimando em resistir ao bruxedo, então os padecimentos persistem sem cessar, sempre aumentando paulatinamente. Seja como for, a vítima do bruxedo nunca mais se livra da bruxaria, nem da pessoa que a mandou embruxar. Nunca mais.

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