Trabalhos de magia de amarração

Trabalhos de magia de amarração

Nas tradições da Antiguidade, o corvo era um mensageiro dos Deuses e Deusas pagãos, e quando o cristianismo se afirmou na Europa, passou a ser visto com um mensageiro do Inferno, portador de bruxaria e arauto do Diabo. A alguns demónios agrada-lhes incorporar num corvo, como é o caso do demónio Andras, um marquês demoníaco que é um dos 72 Espíritos de Salomão. Outro demónio que gosta de se manifestar como um corvo e tende a aparecer incorporado nessa forma caso se lhe façam sacrifícios, é o demónio Malphas, que concede protecção. Lewis Spence ( 1874 – 1955), um notório ocultista Escocês, dá nota no seu compendio «Encyclopaedia of the Occult» (1920), de como o canto do corvo é anuncio da presença do mal, ou de demónios. Alguns grimórios quando tratando de poções mágicas, costumavam dar nota da expressão «cabeça do corvo», que na realidade significava que a poção tinha alcançado o seu estado de máximo negrume a que uma poção possa chegar, verificando-se assim que estava pronta para alcançar o seu propósito. Todos estes conhecimentos eram transmitidos ás bruxas e bruxos pelos seus espíritos demoníacos familiares, fosse directamente, fosse porque eles lhe faziam chegar ás mãos grimórios onde tais saberes ocultos estavam revelados. E havia momentos em que bruxas invocando a demónios, deles recebiam tais conhecimentos e até grimórios, e essas eram os momentos de celebração de Sabbat e missas negras.

O notório padre e ocultista Montagne Summers (1880- 1948), faz nota nos seus escritos de como na Finlândia, em tempos idos e em certas alturas do ano, haviam festivais de druidas nas montanhas, onde eles ofereciam sacrifícios nas montanhas sagradas em redor de fogos, e como essas tradições pagãs foram mantidas pelas bruxas da Idade Media. Nessa altura, não havia topo de colina na Finlândia onde não se soubesse que há meia-noite estivessem as bruxas e bruxos a fazer oferendas ao Diabo, e a invocar a demónios. Jean Bodin ( 1520-96), foi um jurista e filosofo francês, autor da notória obra «De lá Demonomanie des Sorcieres» , publica em Paris, no ano de 1580 . As obras deste celebre demonologista descreveram as suas observações pessoais sobre casos verídicos de bruxas, de bruxaria, de magia negra e de trabalhos de magia negra. Nos seus textos, Bodin relata como as bruxas se reuniam perto de cromeleques antigos e dolmens de granito, ou nas elevadas colinas de montanhas, e que grandes reuniões eram celebradas na Alemanha em Blocksburg ou Brocken, o pico mais alto das montanhas de Hartz, para onde acorriam em peregrinação bruxas vindas até da Lapónia e da Noruega. A zona Basca do Pirenéus, é uma área onde em 1609, através dos relatos históricos e documentados do célebre jurista eclesiástico e demonologista Francês Pierre de Lancre ( 1553 – 1631), soube-se que ocorriam a celebração de Sabbats de bruxas e Missas Negras. E era nessas reuniões de magia negra, que havendo invocado os demónios, as bruxas deles recebiam instrução nos saberes das artes da magia negra, com os quais depois executavam os mais fortes trabalhos de magia negra, incluindo os célebres trabalhos de magia de amarração.

O influente grimório «Compendium Maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre e demonologista Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570),faz nota que por volta dos anos de 1524 existiu da diocese de Sabina uma bruxa que usando das suas artes de magia negra encantava o seu marido, levando-a a fazer tudo aquilo que ela desejasse, até mesmo faze-lo ceder ás vontades do Diabo. O facto foi testemunhado por Paul Grilland de Castiglione, autor do famoso Tratactus de hereticis et sortilegis, publicado em 1525. Conforme a bruxa fazia isso ao seu marido, pois ela também o fazia aos maridos de quem procurasse pelos seus préstimos ocultos,  através de fortes trabalhos de magia de amarração, e esses maridos entregavam-se sempre arrebatadamente apaixonados e ardentemente enamorados pela mulher que os tivesse mandado embruxar.

O notório frade dominicano Italiano Bartolomeu Spina ( 1474 – 1546),  foi também testemunha de como uma jovem bruxa da localidade de Bergamo, conseguiu deitar-se com o seu cunhado. O caso ocorreu em Veneza, e a bruxa usou de um unguento magico feito conforme o demónio lhe tinha ensinado a preparar, e depois esfregou pelo seu corpo. Foi logo de seguida visitar o cunhado, e desnudando-se á frente dele no seu quarto de cama, o homem ficou de tal forma hipnotizado pelo magnetismo que aquele unguento causava, que perdeu noção da realidade, só via a bruxa diante dos olhos, foi acometido de um impulso irresistível de a tomar. Enamorou-se de tal forma, que nunca mais pensou na esposa. E conforme a bruxa fazia isto para sí mesma, pois ela também o fez para uma inúmera clientela que procurava pelos seus trabalhos de magia de amarração, pois todos aqueles tocados pela bruxaria, acabavam sempre arrebatadamente apaixonados porque os tinha mandado embruxar.

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