Trabalhos de amarração

Trabalhos de amarração 

A partir do século XVI, foram publicados vários grimórios de magia negra com notável reputação. Um dos mais famosos é o Enchiridion Leonis Papae Serenissimo Imperatori Carolo Magno, o Grimório do Papa Honório ( Roma, 1525), onde consta uma colecção de escritos ocultos muito raros. Já em 1517, Alibeck o Egípcio publicava o seu Grimorium Verum, as verdadeiras Chaves de Salomão, onde estavam inscritos ocultos saberes para a invocação de espíritos. Em 1575, na Basileia é publicado o De Magia Veterum de Arbatal, por alguns atribuído ao medico e ocultista Paracelso ( 1493 – 1541). Todos estes e muitos outros precisos grimórios, contem as mais ocultas fórmulas invocatórias de magia negra, que permitem celebrar os mais imbatíveis e infalíveis trabalhos de magia negra, tais como os verdadeiros trabalhos de amarração.

Sobre os verdadeiros e poderosos trabalhos de amarração, podemos encontrar boas notas na obra do célebre Jean Bodin. Jean Bodin ( 1520-96), foi um jurista e filosofo francês que se debruçou sobre o estudo da bruxaria. A publicação da obra «De lá Demonomanie des Sorcieres» em 1580 foi uma obra de referência no estudo do fenómeno da magia negra. Foi um dos primeiros autores da falar do termo «amarrações», ás quais chamou «ligatures», através das quais as bruxas podiam constranger as pessoas espiritualmente, levando-as a – sob a influencia de castigos espirituais infligidos espiritualmente á alma da pessoa embruxada – agir de certa forma desejada pelo bruxedo. E a verdade é que nesses casos, a pessoa embruxada por um trabalho de amarração acaba sempre por ceder, e acaba sempre com quem o bruxedo decretou que acabasse. E há incontáveis exemplos historicamente documentados sobre estes poderosos trabalhos de amarração.

Na Baviera do século XVIII, foram celebrados fortes trabalhos de amarração por uma das mais reputadas bruxas germânicas daquele tempo. Tratava-se da bruxa Anna Maria Schwagel (1775) que foi uma notória bruxa da Baviera. Por volta dos seus trinta anos, Anna Maria Schwagel foi abordada por um cocheiro bem parecido, bem-falante e bem-apresentado. Vestido sempre de negro e conduzindo um sumptuoso coche negro puxado por belos cavalos negros, o cocheiro foi fazendo as suas misteriosas aparições, e foi-se insinuando até seduzir a mulher. O cocheiro prometeu casar com ela, na condição de Anna Maria renunciar á fé cristã, e passar a adorar apenas ao Diabo. Anna Maria Schwagel renunciou á fé cristã, celebrou pacto com o Diabo, e teve relações carnais com ele. O prometido «casamento» estava assim selado, uma vez que todas as bruxas são amantes e concubinas do Diabo, e assim é o casamento do demónio. Tendo isto acontecido, o cocheiro desapareceu tão misteriosamente como tinha aparecido. Desapareceu, porem havendo-a transformado numa bruxa, pois que a mulher havia sido levada a celebrar Pacto com demónio. Anna Maria foi depois misteriosamente levada a conhecer um frei Augustino, que também já tinha profanado os seus votos, tornando-se um padre satânico. Foi com ele que Anna Maria Schwagel recebeu os conhecimentos das artes da magia negra, e começou a celebrar trabalhos de magia negra que a tornaram célebre. Como a promessa que o Diabo lhe tinha feito fora de uma promessa de casamento, a bruxa passou então a celebrar trabalhos de amarração relacionados com casamentos, fosse para os promover, fosse para os acabar, fosse para o adultério. Os seus trabalhos de amarração eram os mais poderosas, e tornaram-se lendários.

Jacques Collin de Plancy ( 1793 – 1881) célebre ocultista e demonologista Francês, autor do influente «Dictionnaire Infernal», um tratado de demonologia publicado em 1818, dá nota de uma famosa bruxa que viveu no século XVI. Tratava-se da bruxa Antide Colas  Por volta dos anos de 1599, a bruxa entregou-se carnalmente ao demónio, tendo assim celebrado pacto com o Diabo. Na sua juventude, Antide foi seduzida por um demónio cujo o nome era Lizabot. Foi esse o demónio que a tendo fascinado com os poderes que os saberes ocultos providenciam, então fez a jovem aceitar Satanás como seu Senhor, a tomou lasvicamente, e dai em diante ensinou-lhe as artes da magia negra. Embora sendo casada, o marido aceitou que Antide fosse bruxa, uma vez que ela lhe deixou bem claro que apenas casaria com um homem, caso esse aceitasse que ela era bruxa, e que continuaria a ser bruxa até ao dia da sua morte. Assim, certas noites o marido ausentava-se dos aposentos do casal, e o demónio vinha deitar-se com ela, tomando-a voluptuosamente, sendo que desse modo lhe deu a marca do Diabo, que se situava abaixo do seu umbigo. A profanação dos votos e do sacramento do santo matrimónio perpetrada descaradamente pela bruxa e o demónio sob o tecto de um lar de família, era uma heresia apreciada pelo Diabo, que assistia com regozijo ao devasso sacrilégio. Por isso mesmo, a bruxa Antide recebeu conhecimentos de magia negra particularmente eficazes em assuntos amorosos e de luxuria, com os quais celebrava fortes trabalhos de amarração. Estes eventos foram testemunhados por um medico de nome Nicolas Milliére, que deles deixou notas escritas que comprovam a ocorrência destes factos. Conforme a bruxa Antide se entregava aos deleites da luxuria com o seu demónio, com ele perpetrando as mais heréticas profanidades, e fazendo-o com o ímpio consentimento do seu marido, também a bruxa providenciava a concretização de todo o tipo de desejos amorosos e caprichos de luxúria aos incontáveis clientes que procuravam pelos seus préstimos de bruxaria. Por isso, os seus trabalhos de amarração eram tão famosos, que chegaram aos quatro cantos do reino.

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