Amarrações definitivas

Amarrações definitivas

Existe um famoso grimório Francês de magia negra do século XVIII chamado Petit Albert. ou Petit Albertus. O grimório teve um enorme sucesso nos círculos do oculto em França, especialmente entre bruxas veneradoras de Satanás, e os efeitos dos seus bruxedos são tão certeiros que se tornaram lendários. Especialmente as amarrações. O seu autor foi o notório frade dominicano, Bispo e ocultista Germânico Albertus Magnus, ( 1205 – 1280), motivo pelo qual a obra se chama «Pequeno Albertus», pois que muitas bruxas olhavam para este grimório como um pequeno mestre que as acompanha, e que era do célebre Bispo Alberto. O grimório foi sendo passado de mão em mão em versões manuscritas, até que foi publicado em Lyon, no ano de 1602. No Petit Albert consta uma amarração na qual um se deve entoar o encantamento «Esa, seu masmo caldi male am es». Sendo este encantamento proferido ao mesmo tempo que se celebrando o ritual adequado, e sendo ambos usados por um bruxo verdadeiro com pacto outorgado como Diabo conforme o fez s. Cipriano, o bruxo (f.258 d.C), então este trabalho de magia negra fazia qualquer pessoa cair hipnóticamente enamorada por quem a tivesse mandado amarrar, e seguisse cegamente essa pessoa ate aos confins do mundo, como se não houvesse mais ninguém á face da terra.

Apomyios é o nome menos conhecido do Deus pagão Zeus, o Deus Pai dos Deus, e Deus Criador. O sobrenome de Zeus é na verdade Apomyios, e que está relacionado com as «moscas», o que levou certos demonologistas a relacionar Zeus com Beelzebub, cujo o cognome é o «senhor das moscas», assim como veio dar razão á tese da maioria dos demonologistas que defendem que os Deuses pagãos da Antiguidade eram na verdade demónios fazendo-se passar por Deuses, a fim de angariarem a devoção dos homens. Por isso mesmo, desde a Antiguidade que as bruxas sabiam destes segredos, e sabiam que a fronteira que separava Deuses de Demónios era muito ténue. E sabendo-o, nas suas amarrações as bruxas invocavam  estes Deuses e demónios, pois que o seu poder era imparável quando se tratava de alterar os afectos de homens e mulheres.

As Erinyes eram espíritos femininos de punição, almas que foram vítimas de injustiça, e que vagueavam neste mundo procurando por justiça. O sábio e dramaturgo Grego Èsquilo ( 525 – 455 d.C), chamava-lhes «filhas da noite», e eram na verdade tres deusas, Alecto, Tisiphone e Megaera, significando Implacável, Vingança de Sangue e Disputa. Os Romanos chamavam-lhes as Furiae, e a demonologia popular chamou-as de Fúrias. Desde a Antiguidade que as bruxas sabiam destes segredos, e sabiam que há espíritos, Deuses Pagãos e demónios que podem ser invocados para todo o tipo de finalidades, e que sendo bem invocados através do meios certos, respondem com grande eficácia. E tal conforme certos espíritos podem causar desunião e fúria entre as pessoas, já outros podem fazê-las enamorar-se perdidamente, e era apelando a tais entidades espirituais que as bruxas faziam as mais fortes amarrações definitivas.

No célebre grimório «compendium maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570), dá-se nota de como por volta dos anos de 1586, uma notória bruxa de nome Seneael de Amentiéres, conseguia afectar tanto o corpo como a alma das pessoas que embruxava. Num desses célebres bruxedos, a bruxa fazendo uma incisão na coluna de um peixe ao mesmo tempo que entoando um encantamento oculto, causou um imenso tormento ao homem que embruxou. E tal conforme conseguia incutir tormentos, pois estes bruxedos também conseguiam induzir alterações nos estados de alma e afectos dos homens. Dessa forma, a bruxa era avidamente procurada por inúmeras pessoas, a fim de celebrar amarrações definitivas, com as quais se transformava indiferença em amor, distancia em paixão, e frieza em amoroso desejo. Esses eram os efeitos das famosas amarrações definitivas.

são Tomás de Aquino, ( 1225-74), deixou um legado de escritos nos quais se descreveu sobre as bruxas, e sobre a forma como os demónios Incubbus as procuravam para com elas realizarem actos lascivos, e através da luxuria firmarem com elas Pactos demoníacos, depois auxiliando-as na feitura dos mais fortes trabalhos de magia negra, especialmente aqueles ligados ao erotismo e á luxuria, conforme as amarrações. O Malleus Maleficarum ( 1486), dos demonologistas Jacob Sprenger ( 1438 – 1495), e Heinrich Kramer,  ( 1430 – 1505),descreve como as bruxas celebravam Sabbat e missas negras nas quais copulam com demónios Incubbus que incorporavam em corpos humanos através de possessão demoníaca. Na maioria das vezes os demónios que se manifestavam nas missas negras com a finalidade de copularem com as bruxas e bruxos, eram demónios Incubbus e Sucubbus, que incorporando em corpos através de possessão demoníaca, satisfaziam os seus próprios apetites carnais através do pecado e da luxuria. No caso dos bruxos eles seriam procurados por demónios Succubus,  e o mesmo sucederia. Henri Boguet ( 1550-1619), foi um notório demonologista Francês que em 1602 publicou a obra «Discours Exécrable des Sorciers», fruto das suas investigações e observações pessoais de casos reais de magia negra, bruxas e bruxaria.  Boguet, no seu Discours des Sorciérs faz nota que nas missas negras e Sabbat, as bruxas entregavam-se á mais promiscua devassidão e luxuria com demónios Incubbus incorporados em corpos de homens através de possessão demoníaca, não havendo obscenidade nem heresia que não fosse perseguida naquelas profanas Eucaristias satânicas, pois que ao fazê-lo estava-se a oferendar sacrilégios que são uma deleitosa iguaria para o Diabo, assim lançando-se um poderosíssimo chamariz aos demónios.

O demonologista renascentista Girolamo Menghi , aderiu á ordem dos franciscanos 1552. Foram varias as obras que escreveu, tais como Flagellum Daemonum ( 1557), Fustis Daemonun ( 1588), e o Compendium ( 1576). Foi também o autor do Compendium of the Arts of Exorcism , onde a firmava que infinitas eram as formas que os demónios podiam assumir para se aproximar e perverter ou corromper o homem e a mulher. E porque isso é verdade, então não havia amarração que estas bruxas celebrassem que não fosse irresistível, pois esses bruxedos faziam apelo a demónios da luxuria que lançavam as mais irresistíveis tentações eróticas e amorosas, fosse sobre homem ou mulher. Desse modo, qualquer pessoa embruxada por uma amarração assim, acabava sempre rendida e enamorada por quem a tivesse mandado amarrar. E estas amarrações eram tão poderosas como definitivas.

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