Amarrações das varas de magia negra

Amarrações das varas de magia negra

Ludovico Maria Sinistrari, ( 1622 – 1701), foi um erudito padre franciscano e um notório demonologista italiano do século XVII/XVIII. Na sua obra «De Deomonialitate», Ludovico dá nota de como o Demónio marca bruxas e bruxos na carne com a marca do Diabo, e de como essa marca sinaliza o pacto entre a bruxa e Satanás. È através desse pacto que a bruxa recebe os conhecimentos ocultos sobre a magia negra, que lhe permitem celebrar os mais fortes bruxedos. Essa marca era feita pelo Diabo durante a celebração de um Sabbat no qual se fazia a admissão de uma nova bruxa. Reginald Scot. (1538- 1599) , foi um notório demonologista Inglês, autor do reconhecido grimório «Discoverie of Withcraft» (1584). Na sua obra, Scot dá nota da existência das celebres bruxas de Lille, que por volta dos anos de 1661 eram famosas pelos seus célebres trabalhos de magia negra. As bruxas de Lilee haviam sido marcadas por um ferro durante a celebração de um Sabbat, e daí em diante eram visitadas pelo Diabo que lhe facultava conhecimentos ocultos sobre as sabedorias da magia negra. Logo após o momento de serem convertidas em bruxas, o diabo tinha oferecido ás bruxas de Lille bastões ou varas magicas com as quais era realizados fortes trabalhos de magia negra. Os bastões eram tratados como se de seres vivos se tratassem, pois neles incorporava o espírito de uma fada, ou de uma bruxa morta. Esse espírito era chamado através da água, e e era ele que encaminhava os bruxedos a quem eles fossem dirigidos. Desse modo, as bruxas de Lille realizam poderosos trabalhos de magia negra

Quase sempre o Diabo oferece ás suas bruxas varas magicas e pós mágicos para que ela celebrem os seus bruxedos. No caso das bruxas de  North Berwick, ocorreu um episódio no qual uma vara magica ficou célebre. Por volta de 1590, o caso das bruxas de North Berwick foi de tal forma notório, que chegou á atenção do rei James I, que observou e testemunhou pessoalmente os acontecimentos deste caso. O caso tornou-se conhecido quando o vice-oficial de justiça de nome David Seaton, começou a estranhar as frequentes andanças nocturnas de uma das suas jovens empregadas, de nome Gilly Ducan. Foi então que Seaton ficou a saber que Gilly Ducan era uma bruxa, que tinha pacto estabelecido com Satanás. Mais soube Seaton, que a jovem bruxa pertencia a uma colmeia de bruxas estabelecida nos arredores de Edimburgo. Sabia-se que a bruxa Agnes Sampson tinha a marca da bruxa na sua área genital, e que se tinha entregue á luxuria com o demónio, com ele celebrando Pacto. A bruxa tinha também recebido um espírito demoníaco familiar de nome Elva, e que incorporava num cão. A bruxa tinha participado em vários Sabbat satânicos, sendo que num deles que foi realizado num certo Halloween, o Diabo fez manifestar pessoalmente, incorporando num homem. Essa célebre Sabbat foi realizado numa Igreja de North Berwick, e iluminado apenas por velas negras. O diabo fez manifestar por possessão demoníaca num homem vestido com uma toga negra, e as bruxas presentes juraram-lhe fidelidade, e prestaram-lhe devoção de formas impuras e ímpias.

Quando o Diabo se materializou diante da bruxa, ele trazia uma vara branca na sua mão. No final do Sabbat, quando o Diabo quebrou a vara, desapareceu e esfumou-se diante dos olhos de todos os presentes. Essa vara ficou célebre, e assim se ficou a ver como a vara de uma bruxa é importante para invocar aos demónios, e é por isso um instrumento mágico precioso.

Lewis Spence ( 1874 – 1955), o notório ocultista Escocês, no seu compêndio «Encyclopaedia of the Occult» (1920), dá nota que a existência das varas magicas é desde sempre conhecida na prática da bruxaria, e que prova do seu poder são aqueles galhos de árvore ou varas que usadas nas mãos de certas pessoas, indicam por meio de movimentos espasmódicos de intensidade variável a presença de água ou minerais no subsolo. Certas pessoas com certos dons especiais, conseguem com as varas encontrar água ou até metais precisos escondidos debaixo do subsolo, onde os mais dispendiosos estudos científicos e avançados métodos tecnológicos não conseguem quaisquer resultados. Esse facto evidencia que as varas são capazes de canalizar e manipular energias de uma forma que escapa á compreensão da ciência. E conforme assim sucede nos dias de hoje, pois já as artes ocultas á seculos e seculos que sabem que pelas varas magicas se conseguem realizar os mais fortes bruxedos. Dizia o jurista e filosofo Romano Cícero ( 106 – 43 a.C), assim como o notório historiador Romano Tácito ( 56 – 120 d.C), que as varas magicas eram poderosos meios espirituais, sendo que nesses tempos havia um bastão com especiais poderes ocultos chamado de «Virguia Divina». Por volta do século XVI, o uso de varas magicas era altamente proibido pela lei, pois sabia-se do seu poder quando se tratava de incutir contaminações de magia negra e bruxedos nas pessoas ás quais essas era dirigidas por uma bruxa. Na Alemanha Medieval, havia uma conhecida «Wunschstock» ou «vara dos desejos», capaz de auxiliar na comunicação com espíritos e permitir a celebração de fortes trabalhos de magia negra que abriam caminho aos desejos de quem procurasse o bruxo que empunhasse aquela vara. Nesses casos, muitas foram as amarrações de magia negra celebradas com tal tipo de varas, e essas amarrações eram sempre infalíveis. A pessoa embruxada por uma amarração de magia negra realizada através de uma destas varas ou bastões mágicos acabava sempre se ir entregar arrebatadamente apaixonada a quem a tivesse mandado amarrar. Por isso mesmo, tais amarrações tornaram-se famosas.

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