Amarrações definitivas

Amarrações definitivas

Há diversos relatos historicamente documentados, sobre pedras consideradas mágicas, uma vez que continham demónios que nelas habitavam. Aparentemente, esses demónios eram uma espécie de espíritos demoníacos familiares, que se deixam repousar voluntariamente numa certa pedra, gema ou cristal, de modo a acompanharem um bruxo ou bruxa a todo o momento, passando assim despercebidos. Na Idade Média, era por vezes com tais pedras mágicas que certos fortes bruxedos eram feitos, como certas amarrações definitivas.

O notório ocultista Agrippa von Nettesheim, (1486 – 1535), um contemporâneo de Faustus , o notório doutor que fez o lendário pacto com o demónio, é o autor do célebre grimório «De occulta Philosophia» (1531-33). Para a demonologia, o trabalho de Agrippa foi precioso enquanto um catalogador e estudioso das tradições de magia negra e bruxaria medievais. Nos seus estudos, são listados antigos símbolos e sigilos que foram fundamentais para o conhecimento da demonologia. Num dos seus estudos, Agrippa identifica os vários cristais e rochas que atraem os vários tipos de energias espirituais, e relacionando-as com a invocação de certos demónios.  Esses conhecimentos eram preciosos para a feitura dos mais fortes bruxedos.

Lewis Spence ( 1874 – 1955), um notório ocultista Escocês, no seu compêndio «Encyclopaedia of the Occult» (1920), dá nota da existência de uma gema chamada Diadochus, uma pedra semelhante ao berilo, e citada por Marbodaeus.  O famoso frade dominicano e Bispo alemão Albertus Magnus (1025 – 1280), e autor do célebre grimório Petit Albert. ou Petit Albertus, também menciona o Diadochus. Esta gema possui propriedades ocultas lendárias, uma vez que sendo usada da forma certa, e entoando-se-lhe o encantamento correcto, ela constitui um chamamento irrecusável a demónios, que satisfarão todas as demandas que lhes forem colocadas.  Algumas bruxas da Idade Media, sabendo de propriedades de rochas mágicas como do Diadochus, usavam-nas para invocar demónios que agiam em bruxedos de amarração, gerando assim poderosas amarrações definitivas.

Entre os grandes demonologistas da historia como Jean Bodin (1520-96),  um jurista e filosofo francês, autor da notória obra «De lá Demonomanie des Sorcieres», e Pierre de Lancre ( 1553 – 1631), autor de varias obras influentes, tais como Tableau de L’Inconstance de Mauvais Anges de 1613, L’Incredulité et Mescréance du Sortilége de 1622, e De Sortilége de 1627, encontra-se também o notório Pierre Le Loyer ( 1550 – 1634), autor do Discours Et Histoires Des Spectres publicado em 1605. Sobre tais pedras mágicas, Le Loyer afirma na sua obra que «no que diz respeito aos demónios que essas rochas aprisionam em anéis, através de encantos» havia grandes segredos que os bruxos da escola de Salamanca e Toledo dominavam, e que estavam inscritos no famosos grimório Picatrix. Através desse grimório, Le Loyer descreve como se podiam invocar demónios Mercurianos para bruxedos relacionados com riqueza, demónios Saturninos para bruxedos relacionados com maldiçoes e vinganças, demónios Marciais para bruxedos que vençam contendas, e bruxedos Venusianos para demónios afrodisíacos que eram capazes de despertar os amores vais arrebatadores em qualquer pessoa que se desejasse, alterando o temperamento e comportamento dos homens. Era dessa forma que muitas bruxas lançavam os mais fortes bruxedos, e algumas das mais prodigiosas amarrações definitivas.

O notório demonologista Le Loyer menciona também um famoso bruxo de Courtray, que possuía uma pedra que continha um demónio com o qual ele tinha de falar de cinco em cinco dias, e que lhe concedia todos os desejos que o bruxo enunciasse num trabalho de magia negra. Le Loyer dá também nota de um notório bruxo de nome Joalium de Cambrau, que tinha um anel com um cristal onde também habitava um demónio. O notório filosofo Grego Philostratus, ( f. 250 d.C), descrevia como o sábio Palotlonius Tayeneus ( 15 – 100 d.C), autor do famoso Grimório Nuctemeron, nunca se separava do seu anel, onde continha um demónio. No século XVI, um bruxo de nome Johannes Jodocus Rosa também possuía um anel no qual estava incrustada uma rocha em que habitava um demónio. Todas as sextas-feiras o bruxo isolava-se, e consultava a rocha do seu anel, através da qual obtinha preciosas formulas para alcançar todo o tipo de prodígios. Por volta dos anos de 1548, o bruxo era vastamente procurado pela população da cidade de Cortacencia, tais eram os efeitos espantosos dos seus bruxedos. E nesses bruxedos que se faziam com recurso ás pedras mágicas que invocavam demónios de natureza Venusiana, estavam as amarrações definitivas.  As pessoas uma vez embruxadas, acabavam sempre por se irem entregar arrebatadamente apaixonadas e irresistivelmente enamoradas por quem as tivesse mandado amarrar.

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