Amarrações definitivas

Amarrações definitivas

Flibbertigibet é um demónio mencionado pelo imortal Shakespeare ( 1564 – 1616), no episódio ‘poor Tom’ da obra King Lear. Este demónio era capaz de causar todo o tipo de padecimentos físicos aos olhos, tais como estrabismo e cataratas. O demónio faz parte dos Foul Fiends, que são quatro demónios , (Flibbertigibet, Frateretto, Hoberdidance e Tocobatto), a quem lhes agradava dançar juntos, e causar vários tipos de moléstias a quem fossem infestar. Estes demónios acabam também retratados na obra Goblins ( 1638) do poeta John Suckling ( 1609 – 1641). Desde sempre que os poetas mencionam demónios, assim como demónios inspiram poetas. Alguns poetas foram mesmo bruxos, como foi o caso do célebre poeta Romano Virgílio ( 70-19 a.C), que dominou os segredos da magia negra, com os quais lançou uma forte amarração sobre a filha de um sultão, seduzindo assim a jovem para os seus braços. A donzela entregou-se-lhe completamente apaixonada, e casou-se com ele. Tal eram os efeitos das suas amarrações, que Virgílio acabou por ser o fundador de uma notória, mas secreta escola de magia em Nápoles. Sobre a origem dos seus trabalhos de magia negra e a fonte do seu poder, sabe-se que provem de um ancestral grimório que obteve por meios misteriosos, os mesmos pelos quais s. Cipriano, o bruxo, (f. 258 d.C), obteve os seus tratados de magia negra. O advogado, clérigo e escritor inglês Gervase de Tilbury, ( 1150 – 1228), que esteve ao serviço do Rei Henrique II de Inglaterra ( 1133 – 1189), deixou escritos nos quais descreve como um inglês fora a Nápoles fazer escavações ao túmulo de Virgílio, e para seu grande espanto encontrou o corpo do bruxo e poeta completamente preservado. Junto ao seu corpo, encontravam-se vários livros de poesia, assim como vários grimórios de magia negra. Um deles, era o reputado Ars Notoria, ( mais tarde traduzido e publicado em 1657), um livro de necromancia de Salomão, e em especial o livro de Zabulon, um Príncipe Grego de origens Bíblicas que era conhecedor dos mais antigos e poderosos segredos da magia negra.

Nicolas Remy( 1530 – 1612), foi um demonologista Francês que presenciou pessoalmente vários casos verídicos de bruxas, bruxaria e trabalhos de magia negra.  Com as conclusões que retirou das suas experiências e observações, Nicolas Remy escreveu a obra «Demonolatreiae», publicado em 1595. No seu grimório, Remy dá nota uma bruxa que existiu por volta dos anos de 1590, de nome Agathe. A bruxa Agathe fazia invocações de espíritos por volta da hora da meia-noite, ás quais respondiam espíritos de mortos e demónios, seguindo-se depois todo o tipo de terrores diabólicos. Estas invocações nocturnas de espíritos foram conhecidas e testemunhadas até pelos grande sábios da Antiguidade. O célebre filosofo Grego Sòcrates ( f. 399 a.C), e o nobre Aristomenes ( sec. VII.a.C), deram testemunho de como as famosas bruxas Morë e Panthia geravam assombrações que eram causadas em invocações de espíritos celebradas á meia-noite, ou ás três da madrugada, a chamada hora das bruxas. E era nestas horas e através destas invocações, que a bruxa Morë e a bruxa Panthia geravam os mais fortes trabalhos de magia negra. Tais trabalhos eram de tal forma prodigiosos, que acabaram testemunhados e registados para a história. E alguns desses trabalhos de magia negra, eram as famosas amarrações definitivas. Não havia escapatória a estas amarrações, e por isso a pessoa embruxada acabava sempre por ir  entregar-se irresistivelmente enamorada por quem a tivesse mandado embruxar.

O padre Francês Joseph-Antoine Boullan ( 1824 – 1893), tomou conhecimento das artes da magia negra através de velhos grimórios que foi lendo e adquirindo, até ao ponto que de tal modo fascinado pelos poderes que os saberes de magia negra podiam alcançar, e sequioso de mais conhecimento pelo oculto, acabou por invocar um demónio, tendo profanado os seus votos sacerdotais celebrando uma missa negra, e havendo então feito pacto com Satanás, tornando-se assim um bruxo e padre satânico. Boullan correspondia-se com o notório escritor Joris-Karl Huysmans ( 1848 -1907), inspirando-o na escrita da sua famosa obra Lá-Bas (1891), nas quais se romanceiam certos aspectos do culto ao Diabo, e das missas negras. Bollan chegou a escrever a 10 de Fevereiro 1890, numa missiva pessoal a Huysmans, que «entre os padres, abades e monges, o Satanismo é mais amplamente praticado nos dias de hoje [ no século XIX] que na Idade Média, especialmente em Roma e até no Vaticano». Na verdade, Boullan era um de muitos padres que, ou abertamente, ou dissimuladamente, praticavam magia negra, fosse celebrando missas negras, fosse fazendo bruxaria, e em todos os casos mantendo profundo vínculo com demónios e espíritos de mortos. Os seus trabalhos de magia negra eram prodigiosos, entre eles estavam as amarrações definitivas. Homem ou mulher que fossem embruxados por uma dessas amarrações, acabariam sempre por ir entregar-se arrebatadoramente apaixonados e ardentemente enamorados por quem os tivesse mandado amarrar, e dispostos a seguir essa pessoa até ao fim do mundo, como se não houvesse mais ninguém á face da terra. Os efeitos destas amarrações definitivas eram por isso uma famosa preciosidade,  e estes bruxedos eram abundantemente procurados.

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