Limpezas espirituais

Limpezas espirituais

As limpezas espirituais de são Cipriano

São Cipriano, o bruxo (f. 258 d.C), foi o mais poderoso dos bruxos, e Cipriano é o santo patrono de todos aqueles que trabalham das artes do oculto, nos mistérios do espírito. As maiores bruxas e bruxos adoptaram são Cipriano como um santo a ser venerado, até porque Cipriano muito falou sobre a igreja visível que todos vêem, e da igreja invisível do mundo do oculto ao qual ele mesmo pertencia.

Sobre os santos que as bruxas veneram, na sua obra Demonolatreiae, publicado em 1595, do notório demonologista Francês Nicolas Remy( 1530 – 1612), no seu Capitulo IV, Remy faz nota que é comum bruxas e bruxas fazerem anunciar santos, e dizeram trabalhar em nome de santo, ou com santos. Na verdade, o demonologista refere que se trata apenas de um subterfúgio, pois que as bruxas dão nome de santos aos demónios, assim escondendo o seu sacrilégio sob a aparência de religião, e dessa forma praticando dissimuladamente as heresias da magia negra diante dos olhares insuspeitos de todos quantos as rodeiam.  Nesses casos, a bruxa trabalha no seu santuário, oferecendo presentes, orações, queimando incenso e oferendando sacrifícios aos santos, que na verdade são os demónios a que ela recorre para realizar trabalhos de magia negra. È aquilo a que as bruxas chamam de «oferecer ao Diabo em nome do santos». E era com essas técnicas místicas, que as bruxas ( usando dos conhecimentos que são Cipriano deixou no seu legado de saberes ocultos), faziam as mais poderosas e infalíveis limpezas espirituais.

Limpezas espirituais: usando de magia negra para combater a magia negra

Afirma o célebre demonologista Remy no capitulo VII do Livro III da sua obra, que Satanás por vezes apoiou muito astutamente a sua magia negra e bruxedos com a capa da religião; dessa forma, o Diabo pretendia que não se entendesse que as curas e prodígios que as bruxas realizavam, tinham origem nos seus demónios, e na magia negra de que ele é Senhor. Um exemplo histórico disso, podemos encontrar na bruxa Thenotte, uma bruxa famosa na localidade de Nancy, em França. A bruxa foi procurada, e o preço dos seus serviços foi estabelecido para que libertasse espiritualmente uma mulher de uma praga que lhe tinha sido lançada, e a mantinha paralisada numa cama.

A bruxa Thenotte mediu a mulher doente com pedaço de linho, depois dobrou-o um certo número de vezes, e colocou-o no peito da mulher acamada. Seguidamente, passou a noite toda ao seu lado, vigiando-a.

Ao raiar do dia, a bruxa partiu, afirmando que ia realizar a cura em nome de um certo santo. Dirigiu-se a uma igreja desse mesmo santo, entrou, murmurou uns encantamentos diante do altar da Igreja, e incendiou o pedaço de linho, que ficou a arder em cima do altar. Depois saiu da igreja, e andou três voltas em trono dela.

Mal o pedaço de linho acabou de ardeu e se consumiu, imediatamente a mulher acamada restabeleceu-se, e ergueu-se do seu leito como se nada fosse, e como se não tivesse estado durante semanas com a vida pendurada por um fio, e á beira dos portões da morte.

Porem, enquanto a bruxa dava tres voltas á volta da igreja, o padre testemunhou que a água benta começou a borbulhar como se estivesse a ferver, e as chamas das velas dentro da igreja ardiam em azul, com um fedor sulfuroso.

Tudo isso são manifestações do trabalho e da presença do demónio, e assim se verificou que a bruxa estava a retirar a praga apelando ao Diabo, e que tinha ido desfazer a maldição num altar de Deus entoando encantamentos de louvor a Satanás, pois dessa forma realizava um acto de forte heresia que é um deleite agradável ao Diabo, que lhe respondeu eliminando a praga.

Desse forma, a bruxa tinha feito uma poderosa limpeza espiritual.

E na verdade, assim se ficou a saber que as mais poderosas limpezas espirituais, são as limpezas espirituais que fazem uso de recursos de magia negra, pois conta a magia negra, apenas a magia negra consegue combater. A magia negra é como um fogo que não se apaga lançando-lhe agua, mas apenas se combate usando de fogo. Fogo contra fogo, é a única forma de solucionar um mal gerado por magia negra, bruxedo, forte praga e até amarga inveja. Contra tamanhos mal, apenas no próprio mal é que se encontra o remédio. È como o antídoto ou remédio para o veneno de uma serpente, o qual apenas consegue ser extraído do próprio veneno dessa mesma serpente. Andar a tentar combater magia negra apenas com orações, boas intenções e remédios fracos… é como andar a caçar elefantes com uma agulha, ou tentar chegar á lua com um avião de papel. Não resulta em nada.

No caso da bruxa Thenotte, ela agiu como agiam os feiticeiros dos Deuses Pagãos da Antiguidade, que entoavam abomináveis encantamentos e ofereciam tenebrosos sacrifícios diante de altares. Em suma: a cura milagrosa que a bruxa providenciou, embora ela a atribuísse a um santo, porem na verdade foi alcançada através do Diabo. Mais: o santo a que bruxa se referia, na verdade era o nome que ela atribuía a um demónio que conhecia, e que tinha especiais poderes sobre aquele tipo de enfermidade. Ou seja: como sempre, os santos são usados pelas bruxas para designar demónios, e para trabalharem com o Diabo de forma dissimulada. E este tipo de abordagem ao sobrenatural tem existido desde sempre. Exemplos históricos podem ser encontrados na Antiguidade. Sabe-se que foi usando desse subterfugio, que Apolónio ( 15 – 100 d.C), certa vez se defendeu diante do imperador Romano Domiciano ( 51 – 96 d.C ),  contra uma acusação de bruxaria, alegando que tinha feito os seus prodígios orando a Hércules, um semideus, uma entidade similar aos santos dos nossos dias no cristianismo.

Os pós mágicos de limpeza espiritual 

Diz o grimório Demonolatreiae que o Diabo uma vez recrutando uma bruxa, «não demora tempo a fornecer-lhe instrumentos e instrução na prática da magia negra». E para que o negócio das bruxas não se atrase com os seus clientes, o demónio fornece um fino, que infalivelmente atrai enfermidades e moléstias a todo aquele que for vitima de um bruxedo» Afirma o grimório Demonolatreiae que há três pós mágicos que o Diabo oferece á bruxa: o que causa a morte é preto, e o que causa doenças e enfermidades é cinzento. Porem, a bruxa também recebe um branco, que permite curar todos os males causados pela magia negra. È com esse lendário branco, que as bruxas realizam as mais fortes limpezas espirituais e exorcismos.

Os vários pós mágicos tem diferentes propriedades e finalidades, que são distinguíveis pela sua cor. Explica o grimório duas noções importantes sobre o de magia negra: primeiro, que o efeitos causados pelo não se devem ás propriedades químicas nem físicas das substancias que compõem o , mas sim ao Diabo. A potencia do não deve os seus efeitos ás propriedades do , mas sim ao Diabo, ou seja, e citando o notório demonologista Remy «os pós devem a sua potencia ao demónio, e não a propriedades próprias», significando isto que, o segredo do não reside na formula do , mas sim em que o seja feito de forma a atrair o demonio para causar um certo efeito numa certa criatura. Dai, que o grimório explique depois o segundo aspecto dos pós de magia negra, ou seja, as suas diferentes cores. As cores dos pós de magia negra não estão relacionadas com as suas propriedades físicas, mas antes servem para sinalizar ao demonio a finalidade a que estes se destinam, para que o demonio inflija na vítima aquilo que a bruxa sinalizar. È no fundo um sinal visível do pacto entre a bruxa e o Diabo, e que os demónios saberão identificar para depois agirem conforme um bruxedo deseja. Mais que isso, é também um sinal de fé da bruxa, que sabendo que aquele é inócuo sem a acção do Diabo, porem entrega o assunto ao pó magico conforme o demonio lhe ensinou, plenamente crente que através dele o Diabo vá operar os seus desígnios. E com esta prova de fé, o demonio agrada-se, e age. O célebre demonologista Nicolas Remy tomou conhecimento de várias bruxas famosas pelo uso de pós poderosos de bruxaria: o bruxo Claude Fellet de Maziéres que trabalhou nas artes ocultas por volta dos anos de  1584, assim como  a bruxa Jeanne le Ban de Masmunster que exerceu o seu oficio por volta dos anos de 1585, foram alguns dos célebres bruxos que usaram de pós de magia negra com grande eficácia, motivo pelo qual os seus trabalhos de magia negra se tornaram lendários. E alguns desses trabalhos, eram trabalhos de amarração. Esses trabalhos de amarração tornaram-se célebres, pois não haviam pessoa embruxada que não acabasse por se ir entregar ardentemente apaixonada e irresistivelmente enamorada por quem a tivesse mandado embruxar.

Uma bruxa de Yorskhire que viveu no século XVII, mencionada por pelo autor John Webster ( 1580 – 1634), era uma bruxa de grande reputação que contava como conheceu um outro homem que se tornou bruxo quando voltando para casa com grande tristeza por não ter meios para alimentar a sua família, certos espíritos de fadas, ( ou almas penadas de bruxas mortas), se apiedaram dele e deram-lhe um branco com o qual ele poderia ganhar a vida fazendo bruxaria que curava todo o tipo de enfermidades e males espirituais. E dai em diante, usando desse branco, o bruxo realizou todo o tipo de limpezas espirituais que causavam sempre curas, alívios e efeitos espantosos. Estas limpezas espirituais e curas tornaram-se famosas, e acabaram por ser ficar historicamente registadas devido ás notas pessoas de Webster.

Por volta do século X, havia muitas autoridades eclesiásticas a distinguir a bruxaria negra da bruxaria branca. A bruxaria branca era uma bruxaria benevolente, destinada a fins bons, e que realizava limpezas espirituais, curas espirituais, exorcismos e expurgas. Já em 1608, o clérigo e teólogo Inglês William Perkins ( 1558 – 1602), afirmava que a bruxaria branca que se destinava a limpezas espirituais não era condenável, desde que a bruxa não renunciasse a Deus. Nessa época, a população em geral tinha grande simpatia pelas bruxas que praticavam a magia branca e as limpezas espirituais, até porque elas eram ávidamente procuradas para ajudar em curas de enfermidades nos casos em que a medicina não oferecia solução satisfatória, e  muitos foram os prodígios que elas realizaram.

As fortes limpezas espirituais das bruxas, comprovadas ao longo da história

Em Florença, na Biblioteca Laurenzia que foi edificada de 1523 a 1512 com um projecto de Michelangelo ( 1475 – 1564), encontrou-se um escrito do célebre historiador Grego Plutarco ( 46. D.C), onde se fazia nota de um encantamento que as bruxas usavam em limpezas espirituais, e que era irremediavelmente infalível. O bruxedo de magia branca é medieval, e era usado por bruxas italianas. Tratava-se de uma limpeza espiritual, e era feita usando-se de pós mágicos, a que se adicionava uma leitura Sálmica prescrita.

Também na obra Middeleeuwse witte en zwarte magie de Brarkman, podemos encontrar ancestrais encantamentos da Idade Media sobre magia branca para invocação de espíritos, em particular para limpezas espirituais. São velhos pergaminhos que sobreviveram até aos dias de hoje, e contam sobre ancestrais fórmulas para as mais fortes limpezas espirituais, curas e expurgas que resolvem todo o tipo de males e maleitas.

Também em Florença, na Biblioteca Laurenzia, encontrou-se um escrito medieval do século XVI onde se fazia nota de um encantamento de magia branca que as bruxas usavam em limpezas espirituais, no qual se desenhava uma estrela de David com os nomes de Deus Eloy, Pater, assim como os nomes de anjos Afreyneil, Barnael e outros. Este bruxedo de limpeza espiritual era particularmente secreto, porque particularmente poderoso.

O notório padre e demonologista Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570), autor do influente grimório «Compendium Maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, afirmava abertamente a bruxaria de magia branca era boa, e que os seus benefícios vinham de Deus e não do Diabo. E de facto, as bruxas que praticavam a magia branca das limpezas espirituais, recorriam frequentemente a encantamentos nos quais invocavam o nome de Deus enquanto lançavam os seus bruxedos.

O notório demonologista Johanes Weyer ( 1515 – 1588), discípulo do célebre ocultista Cornelius Agripa ( 1486 – 1535), e autor do influente Pseudo Monarchia Daemonum , foi um dos autores que mais se esforçou para defender a distinção entre bruxaria negra e bruxaria branca, fazendo sublinhar os benificios da bruxaria branca e das limpezas espirituais. Na sua obra «Discoverie of Withcraft» (1584), do célebre demonologista Inglês Reginald Scot. ( 1538- 1599) , o notório autor defende a mesma distinção.

Já o célebre ocultista Francês Eliphas Levi ( 1810-75) deixou escritos de grande importância sobre magia branca e das limpezas espirituais, indicando que se os ritos são de Magia Branca então deveriam ser celebrados ao Domingo.

O célebre ocultista Henry Cornelius Agrippa von Nettesheim, ( 1486 – 1535), autor do influente «De occulta Philosophia» (1531-33), dizia na sua obra que a magia era «o verdadeiro caminho para comunhão com Deus», colocando assim a prática da magia no patamar na magia branca e benévola.

Uma bruxa de Yorskhire mencionada por pelo autor John Webster que viveu no século XVII, era uma bruxa de grande reputação apenas usando de magia branca nas suas limpezas espirituais. Ela mesma contava como conheceu um outro homem que se tornou bruxo de magia branca quando voltando para casa com grande tristeza por não ter meios para alimentar a sua família, certos espíritos se apiedaram dele e deram-lhe um branco com o qual ele poderia ganhar a vida curando doentes, ou ajudando quem sofria de tristezas por algum motivo. E dai em diante, usando desse branco, o bruxo não apenas curou enfermos, como ajudou imensas pessoas que sofriam de tristezas devido a problemas espirituais, e fe-lo usando de limpezas espirituais.

Limpezas espirituais para desfazer ou transferir o mal de bruxedos, magia negra, invejas, pragas, maldições, mau olhado, olho gordo

As limpezas espirituais permitem também desfazer bruxedos, magias negras e efeitos de invejas, olho-gordo, pragas, etc. As bruxas da Antiguidade bem sabiam que não é possível desfazer uma bruxaria, uma vez que apenas a bruxa que faz uma bruxaria a pode desfazer. Porem, é possível transferir o mal causado por um bruxedo. Transferindo o mal da pessoa embruxada ou contaminada pelo mal para outra criatura, então a pessoa embruxada fica limpa e curada. Pois as bruxas de magia branca eram conhecidas pelos seus bruxedos de transferência. Através deles, a bruxas retiravam um mal a uma pessoa, transferindo-o para um animal, á imagem do que Jesus fez quando transferiu os demónios de um homem possesso para uma vara de porcos. Quando não transferiam o mal para um animal, podiam faze-lo para um receptaculo como uma garrafa ou um frasco, a que se chamavam as famosas garrafas de bruxas. Este tipo de bruxedo de magia branca era especialmente útil em casos de enfermidades, mas também em casos amorosos nos quais uma separação de um casal se deu devido a um dos conjugues ter sido embruxado ou mal influenciado por uma terceira pessoa. Este tipo de transferência também resolvia casos no qual a pessoa tinha a sua vida contaminada por uma profunda má sorte que a afectava financeiramente, profissionalmente, etc. Nesses casos, o bruxedo ou a má influência era expurgada da pessoa embruxada, que imediatamente voltava ao normal, assim regressando ao seu prévio relacionamento.

No século XVIII, ma das mais celebres bruxas a praticar esta magia branca de limpezas espirituais que solucionava problemas e má-sorte, era a bruxa Bridget Bostock, que atraia uma multidão de clientes á sua casa em Church Coppenhall, Chesire. As limpezas espirituais da bruxa feitas com este método de transferência eram tao famosas, que a bruxa acabou mencionada num artigo da Gentleman’s Magazine de 1748, motivo pelo qual os seus bruxedos acabaram historicamente documentados.

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