Magia negra e os demonios familiares

Magia negra os demónios familiares

Um demonio familiar é um demonio ou um espírito de trevas que é designado para acompanhar a bruxa ao longo da sua vida, e do seu oficio de artes magicas. O demonio familiar é designado á bruxa após a mesma ter celebrado pacto com o demonio. Nunca será um demonio á sua escolha, mas sim um demonio que a escolhe, ou que um demonio superior designar. O demonio familiar é no fundo uma oferta do Diabo á bruxa, que lhe é concedida especialmente na sua altura de iniciação e formação enquanto bruxa. Ajuda-la-á na descoberta e aprendizado das artes da magia negra.

 

No famoso caso das bruxas de Faversham ocorrido em 1645, uma bruxa de nome Joane Williford recebeu a visita do demonio, que lhe apareceu na forma de um cao preto, e depois em forma humana, sempre através da sua possessão demoníaca desse corpos. O demonio seduziu-a, convidando-a depois a celebrar Pacto, oferecendo-lhe em troca a sabedoria e os dons para exercer o oficio das artes negras, ou da magia negra. Joane Williford aceitou, e passou a ser acompanhada de um espirito demoníaco que incorporava em animais de companhia, e cujo o nome era Bunny. Apesar do nome inofensivo e até carinhoso, o espírito demoníaco era portador das mais sinistras maldiçoes, que a bruxa usou num celebre trabalho de magia negra lançado a um homem de nome  Thomas Letherland e a sua esposa Mary, que muitos padecimentos e assombrações sofreram até falecerem. Também nas bruxas de Faversham havia uma Elisabeth Harris, celebre bruxa a quem após Pacto, também lhe foi concedido um espírito demoníaco que a auxiliava nas suas artes de magia negra. O espírito incorporava num rato, e chamava-se Williford.

As Ilhas do canal ou o arquipélago Normando, situam-se junto á costa francesa, e porem estão sob o domínio da coroa britânica. O arquipélago é constituído pelas ilhas Jersey e Guernsey, e  foi aí que por volta de 1617 viveu uma celebre bruxa. Chamada Collette du Mont. A bruxa afirmou abertamente celebrar ritos onde estando nua se ungia com unguentos ocultos que atraiam demónios que a possuíam, e a permitiam executar fortíssimos trabalhos de magia negra.  Em tais ritos o demonio apareceu-lhe incorporado num enorme cão preto, sendo que o cão a dado momento ergueu-se, andou sob duas patas, e o seu toque assemelhava-se ao toque humano, tendo-a depois possuído lascivamente. Durante os Sabbts celebrados por Collette du Mont, outras bruxas receberam o demonio incorporado num gato negro. Uma vez tendo-se-lhes manifestado nessa forma a Collette du Mont, o gato negro passou a aparecer-lhe todas as noites, mesmo quando a bruxa se encontravam num quarto fechado, sem qualquer hipótese de um gato ali entrar. O demonio acompanhou-a nessa forma até ao final dos seus dias. A bruxa Collette du Mont celebrou lendários trabalhos de magia negra, sendo que durante a celebração dos ritos, ela falava com o seu gato numa linguagem ininteligível e incompreensível, na qual latim era misturado com línguas antigas. Eram os seus encantamentos proferidos em momentos em que se encontrava fortemente possuída pelo Diabo, e os seus encantamentos tinha efeitos temíveis.

Outro caso sucedeu na Irlanda do século XIV, onde uma bruxa de nome Alice Keyteler (n. 1263) – a bruxa mais famosa da Irlanda desses tempos – usava de amarrações de magia negra tao poderosas, que apenas para si mesma – através de amarrações de magia negra –  tomou 3 maridos ricos, e herdou as suas fortunas. Alice Keyteler, a bruxa mais famosa da Irlanda, usava nos seus trabalhos de magia negra o crânio de um ladrão condenado.  Alice Keyteler teve quatro maridos, tendo os primeiros três sido seduzidos por meios de bruxaria e amarrações. Em 1324 a sua fama era lendária, e a bruxa tinha já uma colmeia de bruxas seguidoras. Keyteler tinha um demónio que a acompanhava sempre, andando incorporado num animal, chamado Robin Artinson, um demonio menor de Satanás. Era nas encruzilhadas que a bruxa Alice invocava esse demonio, oferendando o sangue de 3 galos pretos, e o demonio aparecia-lhe já incorporado num animal, ou num homem.

Os espíritos demoníacos familiares podiam aparecer nas mais variadas formas, ou seja, incorporando animais como gatos, sapos, aranhas, moscas, pássaros, cães, serpentes, lagartos, etc. Algumas bruxas chegaram mesmo a ter vários familiares ao mesmo tempo. Exemplo disso aconteceu por volta de 1582, com a bruxa Ursula Kemp , que mantinha quatro ao mesmo tempo: um gato chamado Tyttey, outro chamado Jack, um sapo chamado Pygine e um cordeiro chamado Tyffi, o que veio destituir a tese que os demonios não conseguem incorporar em cordeiros nem pombas brancas, devido ao seu significado Cristão.

Porem, por vezes o espírito demoníaco familiar podia incorporar num ser humano. Era dessa forma que no decorrer dos seus Sabbats, as bruxas invocavam a demónios, para depois manterem com eles relações lascivas.

A bruxa Margaret Jonhson – pendle witches – um homem bem apresentado, bem falante e bem vestido, de nome Mamilion. Já em 1645, a bruxa Ellen Driver de Suffolk, casou com o próprio espírito demoníaco familiar que lhe apareceu na forma de um homem, e porque ela se acabou por enamorar.

Em 1640, um reputado jurista de nome Matthew Hoppkins interrogou certa vez com uma bruxa que tinha cinco espíritos familiares ao seu serviço. Tratava-se da bruxa  Elisabeth Clarke, a bruxa de Essex.  Hoppkins afirmou que tudo aquilo que viu foi presenciado pelos seus próprios olhos, caso contrário até ele teria dificuldade em acreditar. A verdade é a que a bruxa tinha um gatinho chamado Holt, um cão spaniel de nome de nome Jamara, um cão galgo chamado Vinegar Tom, um coelho preto chamado Sack and Sugar, e uma doninha chamada Newes. A bruxa e os seus animais entraram todos para o escritório onde Hoppkins recebeu Elisabeth Clarke. A dado momento, quando Hoppkins achou estranho o comportamento do cão galgo chamado Vinegar Tom, ele viu o animal transformar-se numa criança de dez anos sem cabeça, e depois desaparecer-lhe diante dos olhos. Ao mesmo tempo, os outros animais também desapareceram, e a porta da sala abriu-se com um grande estrondo, sem que ninguém houvesse mexido na porta antes trancada. Do outro lado estava a criança de 10 anos sem cabeça, que novamente se esfumou no ar. Foi então que Hoppkins compreendeu que tinha acabado de presenciar a visão dos espíritos demoníacos familiares da bruxa, que se manteve sorridente e bastante serena durante os eventos.

Os espíritos familiares das bruxas eram por tradição baptizados com nomes não-cristãos, e alimentavam-se de algumas gotas do sangue da bruxa que deveria ser adicionado á sua alimentação normal.

Girolamo Menghi ( 1529- 1609), foi um famoso exorcista e o autor da notória obra, «Compendio dell’arte essorcistica», publicado em 1586, onde descreve como certo tipo de demónios se pode aproximar do homem e da mulher, para lhes lançar  tentação, e leva-los a cair pelos caminhos da magia negra. Menghi entrou na ordem dos Franciscanos em 1550, e tinha fortes motivos para acreditar em demónios, pois na sua vida testemunhou pessoalmente sobre a sua existência. O frei Menghi foi autor de diversas obras sobre demonologia, tais como Flagellum Daemonum, (1557), Faustis Daemonum (1584), e Eversion Daemonum (1588). A obra de Menghi foi de tal forma influente, que o até John Dee ( 1527 – 1608), o celebre mago e conselheiro da Rainha Isabel I de Inglaterra, faz citações explicitas ao Flagellum, juntamente com o Mallus Maleficarum. Menghi faz menção aos espíritos demoníacos familiares, e de como estes agem ao contrario daquilo que sucede numa possessão demoníaca comum, ou seja, o demonio não procura usar-se nem dispor do humano para te-lo sob seu comando, mas sim acaba por colocar-se ao serviço do humano. O autor relembra sabiamente, que segundo Platão, durante toda sua vida Sócrates teve um demonio familiar que o acompanhou, e que estava ao seu serviço. No seu influente texto, Menghi relembra que independentemente das leis da Igreja terem decretado que estes demónios eram malévolos, porem eles sempre existiram, havendo sido nitidamente conhecidos nos tempos da antiguidade Grega, e ainda continuavam a existir. Menghi menciona ao longo da sua obra, que era surpreendente observar que este tipo de espírito demoníaco manifestava por vezes uma total ausência de natureza malévola. Por vezes ele poderia fazer até algo de errado ou censurável, mas apenas o fazia para agradar ao seu dono. Não havendo da parte do dono um pedido ou desejo mais erróneo, e este tipo de demonio limitava-se a acompanhar fielmente o seu dono, a protege-lo, e numa certa extensão até a nutrir-lhe sentimentos, ou ama-lo. Isso é por exemplo observável na obra de Jacques Cazotte , «Le Diable amoureux»,  onde um oficial do rei de Nápoles invoca um demonio, que primeiro lhe aparece na forma de um monstro, depois assume a forma de um cão, e no final já lhe aparece na forma de uma linda jovem mulher, que será a sua fiel e amorosa companheira. O demonio havendo-se enamorado do seu invocador, acabou por ficar ao seu serviço, prestando-lhe servidão, fidelidade, e até alguma espécie de sentimento. Estes demónios são por isso uma espécie muito distinta e assinalável de espíritos.

A famosa bruxa escocesa Isabel Gowdie afirmou abertamente para quem a quisesse ouvir, que «cada uma de nós tem um espírito á nossa espera, esperando por quando nos apetecer chama-lo».

Sabe-se por isso que a ausência visível de um espírito demoníaco desta natureza junto com uma bruxa, não significa que o espírito nao exista, nem que a bruxa nao seja bruxa. Significa apenas que esse espírito apenas aparecerá quando a bruxa o chamar, e por vezes pode aparecer nas mais inesperadas formas. Seja como for, estes espíritos demoníacos que acompanham bruxas e bruxos, tem desde sempre sido lendários na feitura das mais fortes bruxarias e trabalhos de magia negra.

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