Magia negra e encantamentos satânicos

Magia negra e os encantamentos satânicos

Nas ancestrais definições de demonologia, Maléfica é uma bruxa ensinada directamente por um demónio, e uma Maleficia são os efeitos de um bruxedo lançado por uma bruxa. Johannes Nider,(1380 – 1438), um reputado teólogo alemão, foi o autor da célebre obra Formicarius ( 1435), na qual Nider categorizou os fenómenos de maleficia, e eles eram: operar em assuntos amorosos com amarrações, semear ódio ou discórdia em assuntos de separações, causar impotência, gerar enfermidades ou todo o tipo de prejuízos em vinganças.

John Dee ( 1527 – 1608), foi um célebre erudito e ocultista. O notório ocultista Dee, foi astrólogo pessoal da Rainha Maria I de Inglaterra, ( 1516 – 1558), e de Elisabete I de Inglaterra ( 1533 – 1603). John Dee interessou-se vividamente pelo contacto com os espíritos, havendo praticado ritos necromânticos. Foi o autor do notório Liber Mysteriorum, (escrito de 1581 a 1583), ou o «Livro dos Mistérios». Nessa obra, são estudados diversos e fortes encantamentos.

Jacques Collin de Plancy ( 1793 – 1881) célebre ocultista e demonologista Francês, autor do influente «Dictionnaire Infernal», um tratado de demonologia publicado em 1818, afirma que um dos ramos da magia negra é o encantamento. O encantamento normalmente traduz-se numa fórmula oral verbalizada, por vezes apenas imperceptívelmente murmurada, que invoca forças diabólicas a fim de agirem num certo objectivo.

O termo «encantamento» é por vezes usado como uma forma de se dizer que parece que alguém ficou hipnotizado, enlevado, ou sob influencia de um bruxedo. Porem, significa também um bruxedo verbal, falado ou cantado, normalmente expresso em versos, naquilo que é uma fórmula escrita ou recitada de palavras projectadas para causar um certo efeito. Tal como a Igreja tem os seus cânticos para chamar a Deus e aos seus anjos, pois a bruxaria tem os seus encantamentos para chamar ao Diabo e aos seus demónios. Desde as simples rimas populares e rústicas de dizeres camponeses, a elaboradas e eruditas passagens em Latim, muitas são as formas que um encantamento pode assumir. Por vezes, os encantamentos são ininteligíveis e incompreensíveis. Nesses casos, tratam-se de palavras demoníacas ensinadas pelo Diabo, e que não estão em língua humana, nem compreensível aos humanos. A quem as houve, aparecem sons desarticulados ou sem nexo. Porem, são aquilo que em latim se chamava «Angelorum Linguis», por oposição á «Humanis Linguis», isto é, linguagens angelicais por oposição á linguagem humana, ou seja, são partes de uma linguagem muito mais antiga que as terrenas linguagens humanas, são linguagens angelicais e demoníacas, que chamam a sí as forças do mundo dos mortos. Os encantamentos podem constituir por si mesmos uma bruxaria, como podem fazer parte de um bruxedo, constituindo um dos seus elementos. Por vezes, um encantamento dito em conjunção com o uso de uma erva, ou de um pó-mágico, ou ao relizar-se um certo acto, ele gera um forte efeito. Nesses casos, é a conjunção entre o encantamento e o acto em curso, que causa os efeitos da bruxaria. A Igreja nunca considerou permissível o uso de encantamentos, mesmo se esses fizessem apelo a santos, ou á Virgem, ou a Deus. De acordo com Sir George Mackenzie ( 1636 – 1691), um reputado lorde, jurista, escritor de vários ensaios, e que estudou sobre o tema, os encantamentos não eram admissíveis pela Igreja pois «os seus efeitos não se produziram senão com a ajuda do Diabo», pois caso contrario não passavam de meras palavras inconsequentes. Alguns encantamentos começaram por ser místicos, e acabaram por cair no uso popular de tal forma, que ainda hoje são usados. Quando alguém espirra, costuma-se dizer «Santinho» ou «Saúde». Os Ingleses dizem «Bless you». Na verdade, essa expressão era um encantamento muito simples usado por bruxas da antiguidade, que tinha o objectivo de impedir a pessoa que espirrava de ser ataca por forças malignas justamente naquele momento em que estava mais fragilizada, para que assim não lhe entrassem entidades que causassem enfermidades. Era um encantamento para abençoar e proteger a pessoa naquele momento de fragilidade. Por ser algo que as bruxas diziam abertamente a quem espirrava, o costume foi ficando, até que se tornou numa expressão popular.

Outro encantamento que acabou por se tornar uma expressão popular e até frequentemente usada nos palcos dos ilusionistas, na verdade tem pouco de brincadeira, e muito de sério. Longe de ser uma expressão de meros truques, brincadeiras e encenações de palco, a expressão «Abracadabra» era um encantamento poderoso, tão antigo que a sua origem se perdeu nas névoas dos tempos. O encantamento servia para comandar espíritos malignos causadores de enfermidades, padecimentos, e até a morte. O encantamento «abracadabra»,  foi mencionado da obra de Quintus Serenus Sammonicus (f. 212 d.C),, um medico da Roma Antiga que acompanhou o Imperador Severus (145 -211 d.C), na sua ida a Inglaterra no ano de 208, e diz-se que foi usado com grande eficácia no imperador, permanecendo porem o caso envolto em mistério, pois não se sabe se foi para o salvar, ou se foi para o assassinar. O encantamento «abracadabra», diz-se derivar de uma alteração do nome Abraxas, o nome de uma misteriosa divindade pagã cuja a origem se perdeu no tempo. O nome era já mencionado por Basilides da Alexandria ( f. 140 d.C), um célebre professor de religião gnóstica da Alexandria. Foi na Alexandria que existiu a maior biblioteca de conhecimento universal da antiguidade. A sua perda foi irreparável, pois com essa biblioteca perderam-se inestimáveis livros e conhecimentos, alguns dos quais versando sobre magia, bruxaria e divindades como Abraxas. Ao estudar o encantamento «abracadabra», Basilides da Alexandria descobriu que continha sete letras do alfabeto grego que chegavam ao número 365, o número de dias do ano. Entendeu por isso o professor religioso como é que o encantamento podia ser usado para comandar os espíritos que comandam cada dia do ano.

Segundo Jacques Collin de Plancy ( 1793 – 1881) célebre ocultista e demonologista Francês, autor do influente «Dictionnaire Infernal», um tratado de demonologia publicado em 1818, Abraxas foi uma divindade pagã venerada pelos Egípcios do século II, um Deus que governava sobre os 365 dias do ano. Um culto herético fundamentado nas doutrinas de Basilides, afirmava que Jesus Cristo tinha sido um espírito benevolente enviado por Abraxas a este mundo. Irenaeus, foi um teólogo e Bispo grego ( n. 130 dC), que na sua obra, ao descrever várias doutrinas heréticas, menciona a doutrina de Basilides onde se fala de Abraxas enquanto um Deus, e rebate essa ideia, demonstrando que era uma heresia, pois na verdade Abraxas era um demónio. Na demonologia, Abraxas é o demónio Abrasax, um demónio que aparece numa visão de um ser com cabeça de galo, uma barriga enorme e um rabo atado. E o famoso encantamento «Abracadabra»,  na verdade é um um forte chamamento desse demónio e dos seus poderes, seja para auxiliar em questões de saúde, ou seja para causar enfermidades, e até a morte.

No «compendium maleficarum» , ou o «O COMPÊNDIO DAS BRUXAS» de 1608, do padre Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570)  , são descritas as varias finalidades para que uma bruxaria podia servir, assim como os seus poderosos  efeitos. O padre observou pessoalmente casos de bruxaria, de magia negra e possessões demónicas, tendo sido testemunha dos poderosos efeitos da magia negra. Um desses casos que se viria observar após a publicação do compêndio, foi o da da bruxa Silvain Nevillon de Orleans, que em 1614 celebrou um Sabbat satânico na sua própria casa, onde um livro negro era usado para oficiar missa negra. A missa negra foi realizada por um homem vestido de negro, que folheava um livro negro enquanto murmurava entredentes encantamentos incompreensíveis. Depois, elevou o cálice da liturgia, um cálice de estanho velho e rachado, onde estava algo imundo e fedorento. Em 1647, a bruxa Madelaine Bavent presenciou semelhante missa, onde também estava um livro chamado o Livro das Blasfémias, que continha o Canon do Satanismo. Lendo dos encantamentos que estavam escritos naquele livro, o padre satânico produzia os mais fortes trabalhos de magia negra.

Anne Boleyn (1507-1536) foi uma rainha inglesa que casou com o rei Henrique VIII em 1553. Porem, consta nos círculos do oculto que antes de ser rainha, Anne Boleyn era uma bruxa. E havendo desejado casar-se com o rei Henrique VIII, lançou-lhe um forte trabalho de magia negra, na forma de uma amarração que foi feita através de um encantamento satânico proferido pelos lábios da bruxa. Com esse encantamento, a bruxa não apenas se tornou rainha de Inglaterra, como afrontou o poderio do Vaticano, desfeiteando um duro golpe na Igreja. O rei Henrique VIII já estava casado, e esse casamento era altamente patrocinado pela bênção da Igreja, que se opôs veementemente a qualquer dissolução do matrimónio real. Porem, diz-se que tal foi a força da magia negra que a bruxa lançou sobre o rei, que o monarca cego de desejos pela bruxa, levou em frente a sua pretensão, e casou-se com  Anne Boleyn. O casamento deu-se em privado e secretamente, enquanto que ainda estavam em curso as negociações para a dissolução do anterior casamento do rei com a Catarina de Aragão, através da qual se havia celebrado uma aliança com o reino de Espanha. Anne Boleyn foi secretamente uma bruxa, e celebrou um rito de amarração ao rei Henrique VIII, conseguindo assim aquilo que parecia impossível, que foi suceder como rainha de Inglaterra a um casamento que era quase impossível de dissolver. A igreja de Roma e o Papa opunham-se fortemente á dissolução do matrimonio real, pelo que há rumores que a bruxa se terá virado para os poderes opostos aos da Igreja de Roma, e terá entiado um encantamento satânico para desposar do rei não pela lei de Deus, mas sim pela lei da magia negra e do Diabo, coisa que conseguiu com sucesso.

O caso das bruxas de Somerset, foi um dos casos mais importantes nos anais da história da bruxaria, e deu origem a um documento de investigação de 1681, que relata a sua existência das bruxas, e dos espantosos eventos observados. O caso teve particular significância, porquanto foi um dos poucos casos em bruxas e bruxas admitiram livremente a sua existência, e a sua filiação numa comunidade de bruxas. Por volta de 1660, haviam duas grande colmeias de bruxas activas na região do condado de Somerset, na Inglaterra. Ambos eram presididos pelo Diabo, que se dava a manifestar incorporando num homem através de possessão demoníaca, e apresentando-se sempre sob o nome de Robin. Uma bruxa de nome Ann Bishop era a rainha de uma das colmeias de bruxas constituída por seis bruxas e oito bruxos.  A outra colmeia de bruxas era composta por onze membros, sendo dez mulheres e apenas um homem. O homem apresentava-se sempre de negro, e nunca ninguém soube a sua verdadeira identidade, uma vez que após a extinção daquelas colmeias de bruxas, o homem esfumou-se para nunca mais ser visto. Ambas as colmeias de bruxas realizaram sabbats satânicos nocturnos, nos quais o diabo sempre se fez manifestar, fosse apenas em espirito, ou fosse encarnado num homem. Quando algumas das bruxas por algum motivo não podia ir ao Sabbat fisicamente em carne-e-osso, então visitava-o e participava dos ritos em espírito. Nesses sabbats as bruxas participavam num farto e abundante festim cuja a refeição era proporcionada pelo Diabo. Os festins das bruxas de Somerset constavam de carnes, bolos que eram um despertar irrecusável da gula e quantidades generosas de cerveja e vinho, tudo providenciado pelo Diabo. Há quem falasse de um bolo mágico, que era servido no final das refeições, e que proporcionava sensações indescritíveis. Depois da refeição, as bruxas dançavam. As suas danças em torno de um caldeirão ou e uma fogueira, realizavam-se sempre no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio, simbolizando isso a oposição ás convenções cristãs.  Apos o banquete e as danças, as bruxas realizavam vários trabalhos de magia negra. Nesses trabalhos de magia negra, as bruxas cravavam agulhas ou espinhos em bonecos de cera. Os bonecos eram baptizados pela própria mão do Diabo, assistido que era no baptismo por duas bruxas que representavam as madrinhas de baptismo. O boneco uma vez baptizado com o nome da pessoa que se desejava embruxar, gerava uma relação espiritual com a própria vítima da bruxaria. Tudo aquilo que fosse por isso feito no boneco, acabaria por suceder na vítima, e em carne-e-osso. Um trabalho de magia negra feito nestes Sabbats ficou famoso por volta de 1664, pois que um boneco foi baptizado com o nome de um homem chamado Dick Green, e passado pouco tempo o homem veio a falecer em circunstancias inexplicáveis, tal conforme lhe tinha sido destinado no boneco. A bruxa Alice Duke era membro da colmeia de Ann Bishop, havendo sido recrutada pela própria rainha. A sua iniciação foi feita, dando tres voltas andando para trás, sempre de costas, á volta de uma igreja. Consta que apos a primeira volta, apareceu-lhes um homem negro. Há segunda volta, apareceu-lhes um sapo que lhes pulou para cima. Á terceira volta estava á espera das mulheres um rato, que logo se esgueirou e fugiu. O homem negro apareceu novamente, e falou á bruxa Ann Bishop, afirmando-lhe que Alice Duke estava aceite da colmeia de bruxas. Mais tarde, o demónio picou o quarto dedo da mão direita de Alice, pelo que o seu sague derramado naquele momento se transmutou em sangue de bruxa, e com a picada o demonio deu-lhe a marca do Diabo, ou a marca da bruxa. A maioria das bruxas tinha recebido espíritos familiares demoníacos como oferta do Diabo. A bruxa Alice Duke recebeu um gato, que se alimentava de algumas gotas extraídas de um mamilo oculto no seu corpo. A bruxa Elisabeth Style que pertencia ao mesmo grupo de Ann Bishop, recebeu um cão preto que lhe concedia favores e desejos, bastando para isso que lhe dissesse a frase «Ò Sathan, dai-me o vosso propósito». Outras das bruxas de Somerset não recebeu propiamente um espirito demoníaco familiar, mas antes, afirmou em 1665 que o Diabo tinha por habito visita-la por volta das cinco da madrugada na forma de um ouriço, que se alimentava sugando sangue dos seus seios. A bruxa queixava-se do quão doloroso era o procedimento, e que quando tal sucedia ela entrava num estado de transe, podendo nessa altura recitar os mais fortes encantamentos, que depois davam sempre resultados assombrosos. As bruxas de Somerset era temidas pelos trabalhos de magia negra através dos quais lançavam poderosas maldições. Por isso, era procuradas por incontáveis clientes que lhes requisitavam os seus préstimos de magia negra. A capacidade de infringir maldiçoes, tem desde sempre sido considerada como um dos principais atributos das bruxas e da bruxaria. As maldiçoes são o coração e o amago da magia negra. È com maldiçoes que opera a magia negra, e é lançando maldiçoes que a magia negra gera os seus efeitos. A bruxas desde sempre que usam magia imagética – veja também as 3 leis que fazem a magia negra funcionar – , para com ela lançar maldiçoes a uma vitima. Usando de um boneco de cera, ou uma vela, um uma efigie, ou uma foto, ou uma corda baptizada com o nome da vitima, as bruxas desde sempre tem usado técnicas ocultas de magia negra para infestar as mais tormentosas maldiçoes nas suas vitimas. Algumas das lendárias bruxas de Somerset, usavam encantamentos ou expressões vocalizadas dirigidas a algo que representasse a vítima, para infligir uma maldição a essa pessoa. No caso das bruxas de Somerset, elas usavam da expressão «e a varíola levou», o que impregnava a vítima da maldição desejada, tal conforme fosse impregnada de um vírus. Os eventos ocorridos com as bruxas de Somerset foram testemunhados por um padre de nome Joseph Granvill. Os resultados das suas observações e investigações foram publicados em 1681, num documento intitulado «Sadducismus Triumphatus»

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