Demónios, demonologia, o Diabo

Demónios, demonologia, e o Diabo

O que são os demónios e a magia negra de acordo com a Bíblia ?

Aos livros ocultos que descrevem e identificam os demonios, assim como revelam as ocultas e secretas formulas para os invocar e com eles lidar, chamam-se Grimorios. O medico Bávaro Joahannes Hartlieb ( 1400-1468), foi um daqueles que se dedicou a pesquisar sobre as artes proibidas da magia negra, a catalogou uma serie de Grimorios. Porem, sendo o seu próprio livro – o catalogo sobre Grimorios –, uma porta aberta ao conhecimento desses grimórios – normalmente mantidos ocultos e em segredo – , o dr Hartlieb debateu-se com o perigo que a sua própria obra representava, caso caísse nas mãos erradas. O dr Hartlieb deu assim valiosas referencias sobre alguns dos mais míticos e famosos grimórios de magia negra, sendo eles: Sigillum Salomonis, Clavicula Salomonis, Hierarchia, Shemhamphoras. Algumas destas obras eram atribuídas ao lendário rei Salomão, que teve enorme conhecimento e domínio sobre demónios. Grimorios como esses, foram e ainda são usados na feitura dos mais fortes trabalhos de magia negra.

Afirmam os mais reputados autores,  que os demonios são «divinos», e quando se afirma isto, está-se a dize-lo literalmente. Ou seja,  a palavra «demonio» vem da palavra grega daimon, e do latim daemon, que significa literalmente divindade. Assim, «demonio» era básicamente um dos termos que nas antigas religiões pagãs poderia referir-se a uma deusa ou um deus especifico, assim como para designar uma divindade em geral.

A religião hebraica – e por consequência o Cristianismo – afirma que demónios são todos os deuses e deusas das religiões pagãs, estrangeiras e politeístas, afirmando que eles não se tratam de Deuses, mas sim de espíritos demoníacos que desde os tempos primordiais procuram angariar a veneração dos humanos, fazendo-se passar por Deus ou Deuses. Ora, á veneração desses Deuses e Deusas, chama a religião hebraica – e mais tarde a Cristã – de «idolatria», que consiste em adorar imagens desses Deuses e Deusas, assim como consiste também em venerar aquilo que são esses «falsos Deuses», pois não são Deuses, mas sim demónios ( vide 1 Coríntios 10: 19-21) procurando a veneração humana, (Vide Deuteronómio 32;17).

Esses Deuses e Deusas estrangeiros das religiões pagãs, eram – em hebraico – chamados em hebraico de SHEDIM , que se consideram «diabos» ou «demónios».(Vide Deuteronómio 32;17 e Salmo 106: 37), Também se lhes chama em hebraico de SE IRIM quando se falam de divindades estrangeiras, o que corresponde também a «demónios», que são criaturas de trevas ou fantasmas que assombram ruínas e lugares desolados, como Lilith. (Vide Isaías 13:21 e 34: 11;14), e que podem influenciar a vida das pessoas, como Asmodeu (Vd. Tobias 3:8, 17)

Da mesma forma, a religião hebraica – e mais tarde a Cristã – declara que a «magia» é o apelo aos demónios, isto é, declara que a «feitiçaria» ou a «bruxaria» são as práticas religiosas e espirituais pagãs que são dedicadas a esses Deusas e Deusas das religiões estrangeiras e politeístas, ou seja, aos demónios, e por isso são «magia negra», já que a magia negra consiste precisamente no culto a demónios. Assim, o culto a esses Deuses e Deusas das antigas religiões pagãs – aquilo que se chama vulgarmente de «magia» , ou «bruxaria», ou «feitiçaria» – , foi proibido e banido pela Lei da Palavra de Deus,(vide Êxodo 22,17 e Deuteronómio 18:10-12), pois que na crença hebraica, se trata de culto a demónios, e por isso de magia negra. Ora: temendo o poder dos demónios e das bruxarias de Magia Negra, a Bíblia faz vários avisos sobre tais práticas. A mesma Palavra de Deus revela sobre a bruxaria feita pelas bruxas , dizendo que a bruxaria serve para através dos demónios prender e amarrar as almas dos homens e mulheres com laços e armadilhas feitos pelos demónios, e que amarram e prendem as almas àquilo que os demónios querem, que é o mesmo que dizer, através de amarrações ( Vide Salmo 91,3 ;  Jeremias 5,26 ; Ezequiel 13,17-21)

Na Bíblia, os demónios são tidos como espíritos, assombrações e aparições que habitam em desertos, ruínas e locais desolados ( Vd. Levítico 16:10), e que podem manipular e influenciar a vida das pessoas (Vd. Tobias 3:8, 17)

Os demónios tem o poder demoníaco de incorporar em homens ou animais, (Vide Marcos 5: 5-13),  por vezes podendo-se mais que um demónio incorporar num corpo, (Vide Lucas 8:2), de infligir padecimentos ao homem (Vide Salmo 91:5-6), de afectar, alterar e influenciar a vida dos homens, (Vide Tobias 3:7-17 e Livro de Job), de incitar os homens a praticarem certos actos, (Vide 1 Cronicas 21,1), de lançar a tentação ao homem,(Vide Mateus 4: 1-11), e de iludir os homens (Vide I Reis 22:22) Os demónios conforme a Bíblia, são por isso espíritos de trevas que influenciam invisivelmente este mundo, (Vide Èfesios 6:12), são espíritos que lançam armadilhas ao homem, ( 2 Samuel 22:5), armadilhas como a tentação e o pecado (Vide Genesis 3), e a desinquietação, lançadas a fim de levar o homem para aquilo eles pretenderem (2 Coríntios 4:4 ; 6: 14-16).

Seja como for, a Bíblia é o maior testemunho e reconhecimento do poder dos demónios, pois uma das suas principais funções e objectivo, é anunciar sobre a existência de espíritos e demónios, e revelar como espíritos e os demónios agem neste mundo, e revelar quais os temíveis poderes dos demónios e das bruxarias, e ao faze-lo, assim reconhecendo que a força e presença dos demónios e da magia negra na humanidade é intemporal, assombrosa, inegável e indiscutível.

   Lúcifer, Satanás, os demónios e a magia negra

As bruxarias de magia negra como as amarrações, são feitas com recurso a contacto com espíritos de trevas, a invocações de demónios. Ora, ficam aqui alguns conhecimentos sobre demónios e demonologia, tal conforme usados em bruxarias de magia negra.

Fique a saber quem é o Diabo, quem é Lucifer, quem é Satanás – que na verdade são demonios diferentes mas que vulgarmente se confundem como sendo o mesmo – , e quais são os principais demónios a que recorrem as bruxas e bruxos em bruxarias de magia negra, incluindo nas amarrações amorosas, ou nas bruxarias para separar casais, etc.

Existem várias descrições demonológicas sobre a esfera, a natureza e a hierarquia do reino infernal. Aquela que na magia negra se sabe ser a mais verosímil, é a seguinte:

A santa Trindade do Inferno

Há uma tese nas ciências ocultas da demonologia, que advoga a existência da impura trindade, por oposição á santa trindade.

Se a santa trindade é o Pai, o Filho e o Espírito santo, já a impura trindade seriam Samael, Lilith e Baphomet.

Defende esta tese, que Samael é o anjo que depois de ter caído e sido exilado do Céu se passou a chamar Lucifer, e que Lucifer é uma essência angelical e espiritual masculina. Por outro lado, Lilith é uma essência feminina, a essência angelica e espiritual feminina que corresponde a Lucifer, a sua cara-metade, a sua contraparte. São como se fossem almas-gemeas, e na verdade quando se unem e se fundem num só ser, nasce Baphomet, que é o dito Diabo a que todos se referem, o Satanás que é comummente falado. È uma tese que tem imensa força em certos círculos ocultos, e aceite especialmente em países anglo-saxónicos como Estados Unidos e Inglaterra.

Para saber mais sobre esta SANTA TRINDADE INFERNAL e BAPHOMET, leia:

O Demonio Baphomet e a Santa Trindade Infernal 

O certo, é que na magia negra sabe-se da existência de uma santa-trindade no inferno – que governa o reino subterrâneo do submundo ou o Hades – tal conforme no céu existe uma santa-trindade que governa o reino celestial.

Uma das outras teses sobre essa santa-trindade, advoga que ela é composta por:

Belzebu, Lucifer e Astaroth

BelzebuBelzebu é mencionado por Jesus nos evangelhos, em Mateus 10:25, 12:24, 27 , Marcos 3:22, e Lucas 11:15-19

Na verdade, o nome Belzebub provem de Baal– Zebub, o nome de um antigo Deus canaanita, e que significa BAAL È PRINCIPE, ou SENHOR DO SANTUÁRIO. BAAL é o demónio retratado no filme «O Rito», que é baseado numa historia totalmente verídica.

Ou seja: quando se fala de Belzebu, está-se a falar do antigo Deus de nome BAAL. Na antiguidade Belzebu foi conhecido pelos homens como um Deus de nome Baal, que era tido como um Deus igual ao Deus Javé dos hebraicos, de tal forma que o povo hebraico durante muito tempo cultuou ambos como se fossem o mesmo. Baal significa SENHOR, ou LORDE, sendo que Balaat significa SENHORA, ou RAINHA.

Sucede porem que a linha religiosa mais ortodoxa dos hebreus via com maus olhos o culto a Baal, e desagradava-lhes que esse culto tivesse tanto poder como o do seu Deus Javé. Jezebel, era uma seguidora de Baal e Astarte, o que muito melindrava essa casta de sacerdotes ortodoxos. Por isso – e por influencia dessa casta de sacerdotes – , os hebreus acabaram por considerar o culto a Baal como idolatria a um falso deus. Isso foi conseguido num momento histórico,( retratado na Bíblia em I Reis 18), em que os sacerdotes do Deus Javé enganaram o povo com um truque de ilusionismo, usando nafta para fazer arder um fogo numa oferenda a Deus, assim dando a ilusão que o fogo estava a arder a partir de simples água através da intervenção divina do Deus Javé, quando na verdade se tratava de uma encenação, pois o liquido nao era água mas sim nafta, e que ardeu simplesmente devido ao calor. A nafta – muito parecida com água – é já mencionada em 2 Macabeus 1, 21-22;31-45, onde Neemias a usou para exactamente a mesma finalidade de fazer arder oferendas a Deus. Com esse truque, os sacerdotes incitaram uma multidão  – apavorada pelo falso prodígio que testemunharam – , a cometer um linchamento, assassinando os sacerdotes do culto a Baal, e assim dizimando aquela religião ao olhos do povo. Porem, Elias – o profeta que ajudou nestes eventos –  bem testemunhou nos céus uma fúria tempestuosa que se abateu sobre sí, após o assassinato dos profetas de Baal.

Desde então, Baal passou á condição de demónio no judaísmo e no cristianismo. È o «SENHOR DAS MOSCAS», senhor dos seres alados do inferno, criaturas de imundice. Agrada a Baal-zebub – ou belzebu – atrair os homens á sua queda devido ao orgulho.

 

Astaroth que é fisicamente um demónio masculino, é na verdade uma deusa, ou seja, é um demónio que tem dentro de si uma deusa. Trata-se da deusa que na antiguidade era venerada com o nome de Astarte, também chamada BAALAT, a SENHORA, a RAINHA.

Astarte era a deusa da fertilidade, do amor e da guerra. Foi venerada por muitos outros povos da antiguidade, na forma de Vénus e Afrodite – no mundo greco-romano – , assim como Isis e a Esfinge – entre os egípcios – etc.

Entre o povo hebraico, Astarte foi a Deusa venerada pelo rei Salomão, ( 1 Reis 11:5, 33;2), e há vários registos bíblicos que comprovam que a Deusa Astarte foi venerada pelos antigos hebreus ( Juízes 2:13, 10:6  1 Samuel 7:3-4, 12:10). O culto a Astarte parece ter sido importado para Jerusalém por volta de 1.000 a.C. O culto da Deusa ganhou fortes raízes no povo hebraico, de tal forma que o profeta Jeremias acusa o povo de idolatria, por estes «queimarem incenso em lugares altos» em honra da Deusa, assim como oferecerem-lhe bebidas, e levarem-lhe pães sagrados. Por seu lado, o povo respondia ao profeta dizendo que as desgraças só lhes tinham começado a acontecer, depois de se terem afastado da Deusa, uma vez que nos tempos em que adoravam a Deusa, nunca tinham tido fome, nem pobreza, nem tinham conhecido a derrota nas guerras.

Apesar dos violentos ataques desferidos pelo profetas hebreus, a Deusa permaneceu sempre no culto popular, e nas tradições do judaísmo. A deusa existiu na fé popular pelo menos até 621 a.C., e era vista como a esposa do Deus dos hebraicos. Depois disso, e sob grande pressão do clero radical que apoiava o monoteísmo puro, então ela começou a ser retratada como uma esposa adultera, uma meretriz infiel ao seu esposo, o Deus Jeová. Na altura em que Josias ascendeu ao trono hebraico, ela foi então relegada para a condição de «abominação» ( 2 Reis 23:13).

O símbolo de Astarte era uma estrela de cinco pontas dentro de um circulo – no fundo, um pentagrama –  significando isso o planeta Vénus. Outro dos símbolos mais frequentes de Astarte era uma pomba branca.  Nos mitos da antiguidade, conta-se que certa vez, Astarte fez uma aparição usando uma cabeça de boi com os seus cornos – um símbolo tipicamente masculino – para dar sinal ao povo da sua soberania e poder, passando por isso os cornos de boi a ser outro seu símbolo. Outro símbolo de Astarte é disco lunar, representativo da lua negra. Astartepodia assumir a forma de um leão, sendo que por isso a esfinge também a simbolizava. Astarte podia também assumir a forma de um cavalo, ou de um boi, ou de uma pomba branca, ou ser retratada a ser transportada numa carruagem/carroça real.

O culto de Astarteenvolvia a oferenda e queima de incensos, oferendas de perfumes e jóias, oferendas de bebidas derramadas ou libações, oferenda de pães ou bolos sagrados, assim como a prostituição sagrada realizada por sacerdotisas de Astarte nos templos de Astarte, uma vez que a sexualidade era considerada sagrada, e uma forma de entrar em contacto com a Deusa. Tal como sucedia no culto a outras deusas – como a Deusa Vesta, onde existiam existiam sacerdotisas que eram «virgens sagradas» nos seus templos – , pois no culto a Astarte existiam sacerdotisas que eram «prostitutas sagradas» nos seus templos. Fora dos seus templos, Astarte era venerada em lugares altos, ou junto de árvores frondosas, ou perto de rios, ou perto de grutas, ou  onde se lhe erigissem estelas, que eram postes ou colunas monolíticas sagradas.

Tal como Baal que passou de um Deus á condição de um demónio no judaísmo e no cristianismo, também o mesmo sucedeu á sua consorte Astarte, que passou de uma Deusa, a ser descrita com um demónio.

Nos Grimórios de magia negra, ela aparece enquanto a uma deusa sexual, chamada na «Chave de Salomão» da «Vénus impura dos Sírios». Os Grimórios de magia negra classificam Astarte como uma companheira, ajudante e acólita do Diabo.

Na verdade, a Deusa Astarte era deusa do amor, da fecundidade, da fertilidade, da prosperidade, e era venerada através de ritos orgiásticos, e da prostituição sagrada. A Deusa foi venerada até pelo lendário rei Salomão dos hebreus.  Dizem as tradições dos Grimorios de magia negra, que a Deusa Astarte foi depois transformada no demónio Astaroth, como castigo por se se ter oposto a Deus. Dessa forma, passou a ser vista e descrita nos Grimorios de magia negra como um ser masculino, um demónio-rei portador de uma coroa na cabeça e asas brancas, vindo montado num dragão, e cujo o sexo não é visível nem distinguível, e com mamilos salientes, uma reminiscência dos tempos em que a humanidade o conheceu enquanto uma deusa feminina.

Para a Igreja, a oferta de comida, bebida, incenso ou unguentos á Deusa, é considerada como culto ao demónio, e por isso um acto de magia negra.

Lúcifer, ao contrário daquilo que se pensa, não é Satanás. Tratam-se de duas entidades distintas, de dois demonios diferentes.

Satanás – junto com Azazel e Asmodeus e toda uma legião de anjos sob seu comando – era um dos generais dos exércitos de Deus, que foi destacado para observar a humanidade, sem porem interferir. Porem, Satanás e os seus anjos apaixonaram-se pela beleza das mulheres humanas, e seduziram-nas. Tomaram-nas, dormiram com elas, e em troca deram-lhes os conhecimentos sobre a magia. Destas relações nasceram os nephilins filhos de anjos e humanas. Por este motivo Deus irou-se, e mandou um diluvio sobre a terra, para eliminar a raça humana. Ao mesmo tempo, Deus expulsou Satanás e os seus anjos do Ceu, exilando-os para sempre, e confinando-os á terra e ao que estava por debaixo dela, ou seja, o submundo. Aí Satanás tornou-se o primeiro monarca dos infernos.

 

 

 

Coisa diferente sucedeu com o demonio Lúcifer.

Lúcifer era o anjo primogénito de Deus, o primeiro anjo da Criação, o mais belo de todos os anjos, o mais sábio de todo o reino celeste, um portador de uma imensa e radiosa luz celestial. Diz-se que Lúcifer desagradou-se com aquilo que sucedeu a Satanás e os seus anjos, e rebelou-se contra o seu Pai. Lúcifer terá então tentado tomar o trono dos Céus, tendo reunido um terço das legiões angelicais para combater do seu lado. O Arcanjo Miguel liderou as legiões do Deus Javé, vencendo a Lúcifer. Assim tendo sucedido, Lúcifer e as suas legiões foram também expulsas do céu, e exiladas na terra e naquilo que está por baixo dela, o submundo, ou o Hades, ou o mundo dos mortos. Foi então que Lúcifer – uma vez chegado ao Hades – tomou como seu o trono do Inferno, algo que era seu por direito natural e próprio, uma vez que Lúcifer era hierarquicamente superior a Satanás, pois era filho de Deus, ao passo que Satanás era apenas um dos generais de Deus.

O verdadeiro nome de Lúcifer é Samael, pois que Lúcifer significa o «portador de luz», «o luminoso» ou «o iluminado» ou «o iluminador», e isso é um titulo que lhe foi atribuído pela sua beleza, sabedoria e resplandecência – cujo o brilho apenas era superado pelo de Deus – , e não um nome próprio. Samael é o anjo acusador, o anjo sedutor, o grande tentador e senhor da tentação,  é o pai da mentira, mas é igualmente o anjo destruidor, é o anjo que traz a morte, e tem o cognome de «o veneno de Deus». Diz-se que foi Samael que conteve a mão de Abraão no momento em que o patriarca ia matar o seu próprio filho Isaac por ordem de Deus, assim desobedecendo a Deus. Diz também que foi Samael que lutou contra Jacob, e que teve de se retirar e desaparecer quando o Sol estava para nascer, recusando-se a revelar o seu nome a Jacob. Diz-se igualmente que quando Lilith – a primeira mulher criada por Deus – começou a protestar e a querer fugir do éden foi Samael que foi enviado para lhe entregar a morte, e porem ele apaixonou-se por Lilith, e acabou por dar a Lilith os meios para escapar ao éden e á submissão para com Adão.

Diz-se que Lúcifer apresenta asas brancas e invulgarmente grandes. Lúcifer tende também a materializar-se na forma de uma criança, ou de um bode negro. Afirmam certos grimórios,  que Lúcifer também se pode fazer aparecer na forma de um lindo anjo, ou até de Jesus, ou da Virgem Maria. Diz-se comummente que o pecado de Lúcifer foi o orgulho, sendo que na verdade foi a desobediência e a rebeldia, tanto por recusar-se a obedecer ás ordens do seu Pai Javé, como por ter liderado uma rebelião para tomar o poder e o trono do seu Pai.

O nome de Lúcifer aparece em certos grimórios da Idade Média associado a um outro demónio de nome Mephistopheles.

Mephistopheles, é um dos chefes dos demónios do inferno. Há quem afirme que em grego, o seu nome significa «aquele que não ama a luz», quando na verdade o significado do seu nome é muito mais oculto, sinistro e misterioso que isso, pois na verdade significa «aquele que ama a não luz». Amar a «não luz», não significa amar as «trevas», porque se fosse para se dizer aquele que este demónio ama as «trevas», então não se teria escrito «aquele que ama a não luz». Nas obras do espírito, as palavras são da maior importância, pois tem significados ocultos com consequências e implicações muito importantes. Logo: a «não luz» não significa «trevas», mas sim uma luz que é diferente da luz tal como a concebemos, ou seja: é como se fosse uma «luz negra», algo que ilumina com negrume, ou seja, algo impossível para a mente humana sequer compreender. Dai o mistério que ronda este demónio, que ilumina com trevas, ao passo que Lucifer significa precisamente «o portador da luz». Este demónio foi uma divindade venerada na religião da Mesopotâmia, na forma de uma entidade que era metade humano, metade animal. Na Alemanha e territórios germânicos da antiguidade, era conhecido pelo cavaleiro com cascos de cavalo. Mephistopheles tornou-se famoso devido á lenda de Fausto conforme narrada na obra de Goethe ( 1749 – 1832)  onde oferece á personagem principal uma vida de prazeres e sabedoria em troca da sua alma. O demónio Mephistopheles está também intimamente associado ao demónio Lucifuge, cujo o nome significa «aquele que foge da luz», ao mesmo tempo que Lucifuge é o nome Lucifer escrito ao contrário. São os mistérios do oculto…

Satanás e Lilith

Satanás – demónio que foi o primeiro e original Diabo, conforme acima se descreveu. Após a queda de Lúcifer, ele acabou por ser destronado pela santa-trindade de Belzebu, Lucifer e Astaroth. Mantem porem um lugar de poder, com as honrarias do rei dos infernos.

na magia negra, Satanás é o demonio e senhor encarregue de bruxos e bruxas, isto é, é ele o demónio que tem a missão de angariar jovens para a prática das artes do oculto, tal como o fez quando ainda era anjo nos tempos pré-diluvianos, e seduziu as mulheres humanas em troca dos conhecimentos da magia. Também seduz as mulheres mais velhas a frequentar os seus sabbats.

Antes de ter sido expulso e exilado do Reino dos Céus por ter seduzido e tomado para sí mulheres humanas a troco de lhes conceder a sabedoria oculta sobre a magia e a bruxaria, Satanás era um dos mais temíveis anjos ao serviço de Deus. Foi ele que fez recair as desgraças sobre Job para lhe estar a fé, foi ele que matou 70 mil pessoas nos tempos do rei David – devido a David ter desagradado a Deus – , foi ele juntamente com Samael que invadiram o Egipto e mataram todos os primogénitos do reino numa só noite, assim como assolando todo o Egipto das mais terríveis pragas, e  tudo isso tendo Satanás feito a mando de Deus. Por isso Satanás ganhou o cognome de «A ira de Deus» Caso não tenham reparado, de cada vez que um anjo se apresenta a um humano na Biblia, a primeira coisa que o anjo diz sempre, é: «Não tenhas medo. Eu sou um anjo do Senhor» Já se perguntou porque é que o anjo tem sempre necessidade de dizer isso, quando se apresenta a um humano ? A resposta é: porque os anjos longe de serem cúpidos fofinhos e adoráveis, eles são temíveis!, e eles executam até as mais cruéis ordens de Deus. São soldados do Senhor criados e treinados para obedecer cegamente. Pois por isso, quando se fala da temível influencia dos demónios, olhe-se primeiro para os anjos, e veja-se o que eles são, e veja-se as inenarráveis atrocidades que eles já cometeram sob a ordem de Deus.

Lilith

Lilithé esposa de Lúcifer, é RAINHA do Inferno, uma das quatro rainhas de Hades ou Reino dos Infernos. Também teve por amante o demónio Asmodeus, e deitou-se com inúmeros outros demónios. Lilith tem asas demoníacas, como um ser da noite, um predador das trevas. Um dos seus símbolos é uma coruja , pois que o seu nome na tradição hebraica significa isso mesmo: «coruja».Pode também assumir a forma de uma serpente, de um mocho, de um abutre, de um gato selvagem, de uma hiena, e de todas as criaturas do inóspito e desolador deserto. Pode também assumir a forma do próprio vento do deserto, sendo muitas vezes chamada de «fantasma do deserto», «espírito do deserto», ou «espírito de vento» que ninguém sabe de onde vem, nem para onde vai. Na Bíblia, Lilith é falada no livro de Isaías 34,14, onde se diz que ela é um fantasma, um espirito. Mais que isso, para os povos da antiguidade pré-hebraica, Lilith era uma deusa lunar, deusa dos ventos, senhora dos desertos e das criaturas da noite, rainha dos infernos ou do mundo dos mortos. Na religião greco-romana, terá sido vista como uma Lâmia, um espirito feminino com a aparência de mulher da cintura para cima, e serpente da cintura para baixo. Nas religiões da Mesopotâmia, foi cultuada como Lamashtu, uma deusa malévola que se manifestava criando problemas durante o parto, ou que roubava recém-nascidos para se alimentar do seu sangue, e que por vezes era retratada ajoelhada a amamentar um cão, ou em pé segurando serpentes.  Na verdade Lamashtu não matava as crianças como se pensa: aquilo que Lamashtu fazia era retirar do corpo da recém-nascido a alma humana com que uma criança nasce, substituindo-a pela alma de um filho ou filha seu, ou seja, por um espirito de trevas ou por um espirito de bruxaria. Dessa forma, Lamashtu reproduzia-se e reproduzia a sua prole de descendentes encarnados neste mundo. Ao fazer isto, obviamente que surgiam algumas complicações do parto, pois o recém nascido era morto e reanimado durante o parto. Mais tarde, era frequente visitar esses bebés durante a noite, ou enquanto eles estavam a ser amamentados, o que causava grande assombro ás mães humanas.

Lilith é na verdade a primeira humana bruxa da humanidade, mãe de todas as bruxas, a mais velha e ancestral antepassada de todas as bruxas, e que viria a transformar-se num anjo-negro, numa deusa.

Dizem as velhas tradições hebraico-rabínicas, que Lilith foi a primeira mulher criada por Deus para ser a esposa de Adão. Porem, Lilith desagradou-se com o papel subserviente que deus lhe tinha destinado junto de Adão, e quis separar-se de adão, assim como abandonar o éden. Só depois dela já ter conseguido os seus intentos e ter abandonado o éden, é que Deus – apos os queixumes e lamurias de Adão – então criou Eva, uma versão mais submissa ao homem, e por isso agradável a Adão.

Pois assim sendo:

Diz a história rabínica diz que Lilith não aceitava ficar sempre por baixo de Adão durante o acto sexual, e muito menos resignar-se ao seu papel de um ser subserviente ao homem. Foi nesse momento que Lúcifer mostrou-se a Lilith, e Lilith enamorou-se dele, e ele seduziu Lilith. Lilith torna-se amante de Lúcifer ainda enquanto ela estava casada com Adão, e em troca Lúcifer ensinou-lhe artes magicas. Ora: quando isso aconteceu, aconteceu então o primeiro acto de bruxaria da história da humanidade, ou seja o acto que é a própria definição de bruxaria, ou seja: o acto através do qual a mulher entregando-se á luxuria com um anjo ou um demónio, dele recebe saberes mágicos que lhe permitem praticar a bruxaria. Dessa forma, Lilith tornou-se a primeira bruxa da humanidade. Mais tarde, outras mulheres viriam a fazer o mesmo mas com Satanás, o que originou o diluvio, conforme acima se explicou.

Ora:

um dos ensinamentos ocultos que Lilith recebeu era poderosíssimo, pois foi-lhe revelado o inefável nome de Deus, ou seja, o nome secreto de Deus, o indizível nome que ninguém conhece nem sabe pronunciar, senão os que eram mais próximos de Deus, ( o arcanjo Lúcifer, seu primeiro filho angelical, o mais belo, luminoso e radiante de todos os seres celestiais ), pois o conhecimento desse Inefável Nome secreto permite invocar a Deus tal conforme se invoca a qualquer outro espírito, e Ele é compelido a comparecer. Por esse motivo é que o Nome de Deus é chamado o «Inefável Nome», e Deus sempre o escondeu e esconde.

Quando tendo recebido de Lúcifer esse Inefável Nome secreto de Deus, Lilith fez uma formidável magia, ou seja conseguiu invocar a Deus e assim – lidando com Ele directamente – alcançar a sua liberdade, escapando assim do éden e á subjugação ao seu marido Adão. Ao alcançar um tal feito, Lilith deixou de ser apenas humana, pois recebeu de Deus as suas asas de anjo que lhe permitiram abandonar o Éden, embora sendo essas as asas de um anjo-negro, ou um anjo-caído. Lilith viu-se então livre, e foi habitar perto do mar vermelho.

No fundo, contam certas histórias que Deus vendo-se apanhado na conjuração da magia de Lilith, Ele que é todo-sapiente deu-lhe um presente envenenado, ou seja:

Tendo ela sido tao hábil nas artes da magia que foi a única pessoa a conseguir conjura-LO num feitiço, então Ele não lhe deu o destino que daria a um comum mortal por uma tal afronta. Ao contrário, reconhecendo a habilidade de Lilith nas artes ocultas, ele – com uma solução irónica – aceitou deixá-la sair do Éden, mas numa condição: ela sairia do Éden não com humana, mas sim como um espírito, como um anjo. Deu-lhe por isso a condição de espírito celestial equivalente um anjo – que na antiguidade pagã equivalia ao estatuto de um deus ou uma deusa – , deu-lhe as asas de anjo, transformou-a num espirito idêntico a um anjo ou a uma deidade, e deixou-a voar para a liberdade.

Ora:

Na verdade, o recebimento das suas asas e da sua imortalidade angelical foi uma bênção e uma maldição ao mesmo tempo, pois se por um lado foi a primeira vez – e talvez a única – que um humano deixou de ser apenas humano para passar a ser como um anjo – imortal e com asas angelicais – , porem ela ficou para sempre impedida de ascender aos céus – tal como Lúcifer – ,e por isso, depois de voar para fora do Éden, ficou condenada ao exilio na terra, tendo por lar aquilo que na antiguidade clássica se chama o mundo subterrâneo ou o reino dos mortos, ou aquilo a que se chamam actualmente o inferno.

Estando livre de Adão e do éden, e habitando já na terra, Lilith casou-se com Lúcifer, que foi quem a seduziu e por quem Lilith se enamorou quando ainda habitava no éden como esposa de Adão, e enquanto primeira mulher criada por Deus. Ela foi seduzida por Lucifer, e em troca recebeu o conhecimento da magia, através do qual conseguiu invocar a Deus, o que fez dela a primeira mulher a praticar a magia, e logo a primeira bruxa. Por isso, depois de fugir do éden, casou então com Lúcifer, tornando-se rainha dos infernos. Foi porem um casamento profano, porque fora da lei de Deus, através da qual o Senhor a tinha casado para a eternidade com Adão.

Mesmo depois de ter fugido ao éden e a Adão, e de já estar a habitar junto ao mar vermelho e casada com Lúcifer, Deus – antes de criar Eva, e respondendo aos queixumes de Adão – ainda mandou Lilith ser perseguida por 3 anjos que tinham por missão rapta-la, e traze-la de volta para o éden. Escusado será dizer que não conseguiram, e Lilith permaneceu com Lúcifer.

Senhora de uma luxuria insaciável e perigosa, Lilith dormiu com vários demónios, e deles obteve ainda mais segredos das artes da bruxaria e da magia-negra, e aí sim, confirmou-se como a primeira bruxa de todas as bruxas na história da humanidade, agora já na condição de deusa, uma deusa lunar, uma deusa da magia e da feitiçaria. Lilith foi também amante do demonio Asmodeus, ao mesmo tempo que de Lúcifer.

Dizem certas tradições hebraicas, que dai em diante, todas as bruxas são suas filhas, todos os bruxos são seus filhos, pois em todos os bruxos e bruxas habita um espírito de trevas ou um espirito bruxaria que tem origem em Lilith, ou seja, cuja a mãe é Lilith, pois foi ela que colocou esse espirito demoníaco dentro do corpo humano no momento do seu parto.

Lilith é senhora de uma ávida, perigosa e insaciável voracidade sexual e luxuriosa, pois é da através da luxuria e do acto sexual que ela extrai a essência vital de um corpo para se alimentar, ou seja, é um demónio Succubus.

Houve alguns casos famosos de Sucubus conhecidos no decorrer da historia, sendo um dos mais notórios o caso de Papa Silvestre II , que no final da sua vida confessou ter feito um pacto com uma Succubus de nome Meridiana.

Outros demónios importantes:

As quatro rainhas do inferno:

Lilith – é um demónio succubus, o primeiro de todos os demonios Succubus. Lilith é esposa de Samael. Ler acima tudo sobre Lilith.

Namaah – foi o demónio feminino que depois de Caim ter morto Abel e Adao se ter momentaneamente separado de Eva , foi ter com Adão – junto com Lilith – e com ele dormiu, tendo tido dele uma descendência de filhos demoníacos, a que se chama «as pragas da humanidade»

Agrat bat Mahlat – demonio feminino que é a amante das feiticeiras, a quem ensina os maiores segredos sobre magias. È seguidora de Lilith, sua mae. Diz a lenda que nas noites de quarta-feira e sábados, ela dança pelos tectos, telhados e céus assombrando e desinquietando este mundo, ao passo que a sua mae – Lilith – incorporada numa coruja, lança os seus uivos nocturnos. Dizem as lendas que depois te ter sido aprisionada numa caverna no mar morto, foi liberta pela rei David, e dormiu com ele, revelando-lhe vastas sabedorias ocultas.

Eisheth –  demónio feminino que devora as almas humanas dos condenados no inferno. Pode porem tambem vir a este mundo devorar as almas humanas assombrando-as com tormentos espirituais, muitas das vezes – e em casos extremos – acabando por gerar estados de insanidade.

Mais demónios importantes:

Asmodai – Asmodai na magia negra é o filho de Samael e Lilith. O seu nome significa a «espada de Samael», pois ele é o demonio da vingança. Algumas tradições Talmudicas dizem que foi ele que ajudou Salomão a erigir o seu fabuloso templo.Foi adorado pelos Persas na forma de um Deus. Também é conhecido por induzir á tentação do jogo ou ao vicio de jogar, umas vezes favorecendo, outras vezes desgraçando os humanos caídos na tentação. Há Grinórios que afirmam que Asmodai e Asmodeus são a mesma entidade, observada de formas diferentes em contextos diferentes.

AsmodeusAsmodeus na magia negra é o demónio da luxuria: Por isso mesmo foi amante de Lilith, por ela escolhido. Agrada-lhe atrair os humanos para a devassidão. Este demónio se bem invocado, garante sucesso nas bruxarias de magia negra em casos de amarrações destinadas á luxuria. Asmodeus foi o demónio que matou os sete maridos de Sara, pois desejava-a apenas para si mesmo, quer ela quisesse, ou quer ela não-quisesse.( vide Tobias 3; 8,17)

Gaap – na magia negra é demónio que pode assumir forma humana, e que incita ao amor, sendo porem que esse amor  inspirado demoniacamente pode torna-se obsessivo e doentio. Este demónio possibilita á mulher alcançar os seus desejos amorosos, e porem ao faze-lo também lhe pode causar infertilidade, ou problemas de gravidez, ou deformações aos fetos no ventre durante a gravidez, ou faze-la dar á luz um nado-morto, ou fazer a mulher falecer no parto, ou fazer os seus filhos nascerem com terríveis maldições, ou infestar as mulheres da sua família, ( irmãs, mãe, filhas, etc), com padecimentos. Usar deste demonio para bruxarias amorosas representa um forte trabalho, e porem apenas deve ser executado por um verdadeiro bruxo conhecedor dos segredos que regem estes demonios, a fim de não causar efeitos indesejáveis.

Abbadon – na magia negra é o demónio que semeia a discórdia. A sua invocação sendo bem executada é imparável em bruxarias para separar um casal, ou em feitiços para causar desarmonias num lar ou numa família.

Baphomet – na magia negra, baphomet é o demónio que é conhecido pelo nome de o «bode negro», e o seu nome surgiu inúmeras vezes em julgamentos da Santa-Inquisição durante os tempos medievais da caça ás bruxas. Baphomet é um demónio que incorpora num bode negro, e tal demónio foi venerado no Egipto, na cidade de Mendes, onde foi erigido um templo no qual um bode negro era exposto á possessão pelo demónio, sendo que depois do demónio Baphomet entrar no bode, este copulava com as sacerdotisas do templo durante os ritos ali celebrados. Os cavaleiros templários foram acusados de adorar a Baphomet, assim como de praticarem actos profanos e heréticos tais como cuspir e urinar na cruz, e a prática da sodomia, considerada um acto do Diabo. Na idade media há relatos de jovens bruxas serem seduzidas por um bode negro, que também presidia á celebração dos Sabbats. Nessas ocasiões, o demónio Baphomet incorporava num bode negro, e exercia um fascínio espiritual sobre as jovens, levando-as a cometer actos impuros e a renunciar a Deus. Baphomet é representado na imagem de um demónio com corpo humano e cabeça de bode negro, sendo que possui seios femininos, mas um órgão sexual masculino. Baphomet é também chamado o «bode de Mendes», e é um demónio que preside a ritos e cerimoniais Satânicos, que inspira a actos perversos contra Deus, e que é por isso patrono de rituais como missas negras.

Para saber mais sobre Baphomet e os seus segredos, leia: Tudo sobre o demónio BAPHOMET e a IMPIA TRINDADE DO INFERNO

Furcas – demonio que é o cavaleiro do inferno, fazendo-se manifestar como um homem forte, já de alguma idade, de barbas brancas, cavalgando um cavalo e empunhando uma forquilha. È o demónio da crueldade.

Mammon – o demónio Mammon, é o demonio da avareza e das riquezas. Quem quer pactos para ter riquezas, é com Mammon deve compactuar. Porem: é preciso saber como faze-lo, ou acabar-se-á por encontrar o pior destino que é possível imaginar. Em aramaico Mammon significa «riqueza», e dai que se leia na Bíblia que «não se pode servir a dois senhores ao mesmo tempo, a Deus e a Mammon», significando isso que não se pode servir a Deus e ao dinheiro ao mesmo tempo.

Azazel – demonio que era um anjo ao serviço de Satanás na legião de anjos que Deus enviou para a terra para observar os humanos, sem porem interferir. Foi junto com Satanás dos primeiros a enamorar-se da beleza das mulheres humanas, e a dormir com elas. Em troca, ensinou aos homens o fabrico de metais e armas de guerra. È o demónio da ira. O povo hebraico – conforme está escrito no livro de Levítico – foi ordenado por Deus a uma vez por ano libertar um bode no deserto e lá deixa-lo, indo esse bode carregado com os pecados do povo, para que Azazel o consumisse e se deliciasse com as transgressões e pecados que o bode carregava dentro de sí. Assim, o demónio ficaria saciado, e não teria o desejo de vir dos confins do deserto para junto do povo, e ali se saciar com os seus pecados.

Bifron –na magia negra é o demónio que se diz vaguear pelos cemitérios, por vezes mudando os defuntos da sua sepultura para outros sítios. A sua aparição é por vezes vista como luzes brilhantes ou fumos irradiantes que flutuam por cima ou em volta de uma sepultura.O demónio Bifron pode possuir corpos de cadáveres, e fazer as almas dos defuntos vaguearem neste mundo, encaminhando-as para outros locais distantes da sua sepultura, a fim que essas almas danadas assombrem pessoas, lares ou locais. Nos trabalhos de magia negra feitos em cemitério, deve-se antes demais saúda-lo – caso ele ali se encontre naquele momento –  e pedir a sua autorização para entrar e ali oficiar os ritos de bruxaria junto das sepulturas, para assim não ir o bruxo inadvertidamente intrometer-se nas actividades infernais deste demónio junto dos defuntos.

Leviatã – na magia negra é o demónio da inveja. É como uma serpente marinha gigantesca e voraz que destrói tudo o que se lhe aproximar, e porem permanece sempre oculta e indetectável, conforme um monstro marinho debaixo do mar, rondando em silencio, esperando o momento certo para engolir a sua presa, e depois digeri-la dolorosamente ao longo de toda a sua vida. Leviatã pode manifestar-se em monstros marinhos, serpentes aquáticas, baleias e crocodilos. Leviatã foi um príncipe da classe dos serafins, e agora feito demónio agrada-lhe atrair os humanos para o pecado da heresia. È também o demónio a quem agrada promover a obsessão pelos bens materiais.

Moloch – demonio que na antiguidade era um deus Canaanita referenciado na Biblia, a quem se faziam sacríficios de crianças. Os sacrifícios eram feitos em estatuas gigantes de bronze com o corpo de um homem e a cabeça de um touro. A estatua era aquecida até se encontrar e ferver, a as vitimas dos sacrifícios eram atiradas para dentro da estátua.  Quando se tratavam de crianças, elas eram colocadas nos braços da estatua. Os sacrifícios – especialmente de primogénitos – eram feito para garantir a prosperidade financeira da família para os seguintes e futuros filhos. O demónio Moloc ou Melchom, é o tesoureiro do inferno, concedendo riquezas a quem compactua com demónios através de detestáveis sacrifícios.

Murmur – na magia negra é demónio que sendo devidamente conjurado, pode obrigar as almas dos defuntos a aparecer ao bruxo conjurador, forçando essa alma a responder a todas as questões que lhe forem colocadas.

Lucifuge Rofocale – demonio cujo o seu nome em latim significa «aquele que foge da luz», ou seja , é o oposto de Lucifer que é «o portador da luz» ou «a luz». È o demónio das trevas, que habita nas trevas, que traz as trevas ao homem ou leva o homem para as trevas.

Belial – na magia negra é o demónio da perversão e da destruição. Na Biblia é mencionado no salmo 18:5, onde é chamado dos «laços de morte» que envolvem a sua vitima, assim como «vagas destruidoras» que «enchem de medo» a vida de quem este espirito de trevas for infestar.

Pazuzu – na magia negra é o rei dos demónios do vento. Tanto é portador de tempestades como de secas, seja na natureza, seja na vida humana, isto é:

pode causar na vida de uma pessoa períodos de grandes «secas» , significando isso a ausência de felicidade, de prosperidade, de amor, de saúde, etc. São momentos de estagnação na vida, em que nada de bom acontece;

Da mesma forma, também pode causar tempestades na vida das pessoas, isto é, momentos em que alguem é atingido por todo o tipo de acidentes, imprevistos, calamidades e desgraças que chovem na vida de uma pessoa como uma tempestade destruidora;

Pan – demonio rei dos Incubbus, ao passo que Lilth é a rainha dos Succubus. Pan é um demónio que ficou conhecido na religião da antiguidade Grega como o Deus da natureza, dos pastores e dos rebanhos, da musica, do vinho, e da companhia das mulheres, ou seja, dos prazeres carnais.È também o demónio que inspira tanto a teatralidade como a critica satírica. Na religião romana foi chamado de Fauno, e a sua esposa era a Deusa Fauna. Pã era um Deus pastoral e da pastorícia, um espírito campestre e rústico que assumia a forma de um bode ou um humano com características de bode nas suas feições, com cornos e cascos ao invés de pés. De Pã contava-se a historia de como ele seduziu a Deusa Selene – a Deusa da Lua, uma das formas que o demónio Lilith assume – , pois ele tendo a aparência de um bode, cobriu-se com uma pele de ovelha para enganar a Deusa, leva-la para o campo, e ali toma-la por amante. Pã é um demónio de luxuria, sendo que foi ele que ensinou aos homens a pratica da masturbação. Durante a idade média pã foi venerado pelas bruxas europeias como um Deus cornífero, um Deus de virilidade, de masculinidade, de fertilidade e representativo da potencia sexual masculina, o Deus macho que é o consorte da Deus fêmea. As bruxas celtas veneraram-no como Cernunnos, o Deus cornífero, o Deus da fertilidade, da vida, dos animais, da riqueza, e do submundo ou o mundo subterrâneo dos mortos e dos espíritos.O nome «cernunnos» provem da palavra «cornífero», que para a cultura celta era símbolo de poder, de riquezas, de masculinidade e de virilidade. Nalguns rituais de bruxaria, o demónio ou Cernunnus podia incorporar e encarnar num bode negro que assistia ás celebrações pagãs das bruxas,( como o Sabbat), por vezes copulando com as bruxas, outras partilhando ensinamentos ocultos, e sempre fazendo-as renunciar ao Deus Hebraico-Cristão. Contam também antigos relatos de bruxas, que o demónio cornífero as pode visitar nocturnamente no sono, seduzindo-as, satisfazendo-as com luxurioso prazer, e possuindo-as.

Anticristo –  demónio imitador dos prodígios de Jesus através da mentira e da necromancia ou magia-negra, ao contrário de Jesus que fazia tais prodígios através da palavra da Bíblia e do poder de Deus. È o segundo profeta anunciado na Bíblia, o segundo Messias depois do primeiro, o Falso Profeta cuja a missão é abrir as portas do Reino do Pai dele á terra, conforme Jesus foi o profeta que abriu as portas do Reino do seu Pai a este mundo.O anticristo é o segundo profeta, o profeta que quer trazer a este mundo o reino dos demónios, conforme o primeiro profeta veio espalhar pelos quatro cantos do mundo a religião do Deus que é seu Pai. A sua representação é um «pequeno corno», conforme Daniel viu na sua visão final profética, e o seu sinal é o número 666, o numero da Besta, o numero dos demónios, que antes eram os antigos Deuses dos homens.

Belfgor – demónios com cornos de carneiro, que lhe agrada inspirar a preguiça.

Leonardo – na magia negra é o demónio que é o grande senhor do Sabbath da bruxas. È o grão-mestre das cerimonias nocturnas de orgias de demónios. Nas missas negras celebradas pelas bruxos e bruxos, é a ele que se invoca para que dele venha autorização para o inicio dos ritos infernais. Pode assumir a forma de um bode com tres chifres, e também pode assumir a forma humana de um homem negro. Através deste demónio, o espirito do homem pode converter-se num Incubbus. A este demónio agrada-lhe fazer a possessão demoníaca de homens, para uma vez controlando um corpo masculino então seduzir jovens e nelas depositar o seu sémen, que é um sémen frio. As gravidezes que dai ocorrem, ou as gravidezes em que este demónio deitar a sua influencia, resultam sempre em nado-mortos.

Resheph – de acordo com a demonologia rabínica e tradições judaicas, é o demónio que traz as pragas. O seu nome significa «praga», e este demónio – ou os seus actos demoníacos – surge nos textos bíblicos livro de Deuteronómio, 33:29, assim como no Salmo 78,48

Dever – na tradição hebraica é o demónio da pestilência. É mencionado no salmo 91:5-6 , onde assume o nome de «flechas» que para os hebraicos era um símbolo para a doença inesperada ou dores súbitas. No mesmo salmo este demónio aparece com os nomes «terrores da noite» ou Pahad, «peste»  ou Dever, e os «males que matam» ou Ketev, que são os nomes que este demónio assume. Dever é o demónio capaz de infligir doenças, enfermidades ou dores súbitas.

Incubus –  na magia negra são demónios masculinos que durante a noite se colocam por cima da mulher, motivo pelo qual muitas mulheres por eles visitadas durante a noite e na cama, dizem ter tido a sensação de haverem sentido um peso em cima do corpo durante a noite, e até mesmo de não se conseguirem mexer da cama. Pan é um demónio Incubus, o rei dos Incubus.  Este tipo de demónio infesta a mulher para poder alimentar-se dos seus pecados de desejo e luxuria. Por isso, os incubus estimulam a luxuria na mulher, pois é dela que eles se alimentam, assim como dos pecados relacionados com a concupiscência dos desejos. A contraparte dos Incubus são os Sucubus, que são demónios da mesma natureza, porem femininos., e que infestam os homens, estimulando-lhes a luxuria, e alimentando-se dos seus pecados carnais até ao ponto da sua perdição. A primeira de todas as Sucubus, foi Lilith, mãe de todos os demonios Sucubus, e também a primeira de todas as bruxas da humanidade.

Familiares – são demónios que acompanham bruxas e bruxos de forma totalmente discreta, pois eles incorporam num animal que acompanha a bruxa ou o bruxo de forma insuspeita. Pode tratar-se de um animal doméstico como um cão, ou um gato , e daí as superstições quanto a gatos pretos. Porem, podem incorporar um animal como uma mosca, uma aranha, um sapo, um lagarto, um pássaro, etc, sendo que esses animais acabam por acompanhar a bruxa toda a sua vida.  A presença destes demónios junto de uma bruxa destina-se a ajudar e proteger a bruxa. São como anjos da guarda, só que não vem de Deus mas sim do demónio, e andam sempre rondando a bruxa silenciosamente, vendo aquilo que ela faz, vendo as situações em que ela está, e prestando-lhe auxilio chamando ajuda a outros demónios que possam ajudar a bruxa em certa situação ou tarefa.  A bruxa nunca escolhe o seu familiar, o familiar é que escolhe a bruxa, e acaba por se lhe manifestar num certo ponto da sua iniciação. Caso o animal que servia de receptáculo ao demónio familiar morra, o espírito de trevas abandona esse corpo e possui outro, porem sempre um corpo do mesmo tipo de animal.

Spectra ou Lemures – na magia negra é são espíritos vingativos, vítimas de mortes violentas, ou que não tiveram rito funerário adequado, e que habitam no mundo do Alem-Túmulo. Os Spectra são espiritos de natureza nocturna, ou seja, assombram á noite, sendo que as suas assombrações ocorrem sempre num local que foi marcante para a pessoa enquanto era viva, ou entao junto de uma pessoa ou a sua descendência, por essa pessoa ou a sua descendência terem algum significado negativo para esse espírito. A hora da sua manifestação é á meia-noite e dai em diante, ao passo que a hora preferida para os demónios são as 3 da madrugada.

Pytius – na magia negra é demónio da mentira e da ilusão. Aparece essencialmente a pessoas que se vão consultar a cartomantes, tarólogas e outras videntes que não dominam fortemente o contacto com demónios e espíritos. Daí que uma sessão de contacto com espíritos deva sempre ser rodeada e antecedida de medidas de segurança espiritual, para garantir que aquilo que se está a receber não é um destes demónios. Na antiga Grécia, a Pythia era a alta-sacerdotisa do templo de Apolo. O espírito do Deus Apolo era chamado a «descer» ou encarnar momentaneamente na sacerdotisa, possuindo o corpo dela, e falando através dela. Como espirito que é, o Deus respondia através de uma linguagem espiritual e de mistérios, pois o espirito é sempre misterioso, e  os seus desígnios são sempre insondáveis. Porem, aquilo que o espirito do Deus falava, assim sucedia, e por isso o tempo de Apolo era famoso e vinha gente dos quatro cantos do mundo para ali se consultarem. No oraculo de  Delfos, o espirito do Deus Apolo fazia-se vir a este mundo através de nevoas provindas da terra, conforme um demónio, e muitas das vezes este tipo de demónio faz-se transportas através de fumos, vapores e neblinas.

Barbas – na magia negra é demónio que responde com verdade a coisas escondidas ou secretas. A conjuração deste demónio – assim como a de muitos outros demónios – é feita com a planta  Helleborus niger , a chamada Rosa de Natal, uma linda rosa vermelha que floresce no inverno, quando todas as outras flores estão dormentes. Esta rosa, é uma planta muito usada na bruxaria.

Corson – na magia negra é demónio que não se deve invocar senão em alturas excepcionais. È tao temível, que até Salomão hesitou em usar dos seus serviços. È o senhor do ponto cardeal Oeste, e o rei Salomao teve do o mandar constranger, motivo pelo qual não se sabe muito dele, senão que é temível.

Caim – na magia negra é um demónio ao qual lhe atribuem o titulo de «presidente» do inferno. Assume a forma de um pássaro negro como um corvo, ou a figura de um homem com asas negras como um corvo. È o demónio da argumentação, que se apresenta como um humano muito bem vestido, e prefere habitar na cidade. Há quem diga que este demónio é o Caim bíblico, o irmão de Abel, a quem ele assassinou conforme descrito na Bíblia, e Genesis. Por ter morto Abel, Caim condenado a vaguear pela terra, para sempre desterrado pelo seu pecado. Caim teve uma descendência, sendo que mais famoso dos seus filhos foi Enoch, que edificou uma das primeiras cidades conhecidas da história da humanidade, chamada Eridu. Adão não era o pai de Caim, conforme era de Abel. Eva foi seduzida pelo demónio Samael – ou Lucifer, que também já havia seduzido Lilith – , e dessa relação nasceu Caim. Assim sendo, Caim não era humano, mas sim um Nefilim, ou seja, meio-anjo e meio-humano, filho de um demónio e uma humana. Reside aí a verdadeira razão para Deus recursar as oferendas de Caim, ao passo que aceitava as de Abel, assim como de Adão preferir Abel e repudiar Caim, o que acabou por levar ao acesso de fúria que Caim teve aos seus 15 anos sobre o meio-irmão Abel. Caim recebeu no corpo a «marca de Caim»  – que é uma das letras que compõem o inefável nome de Deus – com a qual Deus o marcou pela ofensa cometida. Depois de morrer e em espirito assumir a forma de demónio, essa marca transformou-se num corno.  Este demónio conduz a actos violentos.

Furfur – na magia negra é demónio mentiroso, que apenas diz a verdade quando conjurado num triangulo magico, e aí compelido a isso. Furfur pode causar o amor entre homem e mulher, mas também pode levar o amor a ser uma tortura devido ás mentiras, infidelidades e enganos. Por isso, em assuntos amorosos e amarrações amorosas, apenas um bruxo conhecedor destes demónios poderá lidar com este espírito de trevas, sem se causarem desgostos. O seu nome deriva do latim «Furcifer» que quer dizer «canalha». A este demónio agrada-lhe manifesta-se em trovoes, trovoadas, tempestades e relâmpagos.

Vine – na magia negra é demónio enganador e extremamente perigoso. Tudo o que se lhe pede, vem sempre com contrapartidas infernais. De acordo com a Lei do Inferno, um demónio tem sempre de pedir autorização a Satanás antes de ceifar a alma de um humano. Porem, este demónio é conhecido por colher almas humanas sem autorização, simplesmente por seu bel-prazer. È o demónio responsável por devastações naturais através de tempestades, e também o demónio que pode criar verdadeiras tempestades na vida de quem for infestar, através de acidentes, fatalidades, destruição ou perda de património.

Valac – na magia negra é o demónio retratado no filme «A Freira», que é inspirado numa história verídica. Sempre foi retratado com a forma de uma criança angelical junto de um dragão, simbolizando isso que este demónio gosta de se disfarçar de anjo, gosta de se misturar no meio de pessoas da igreja, assumindo a aparência de alguem de Deus, sendo porem que com ele vem sempre o dragão, ou seja, o demónio. Este demónio tem o poder de dar a descobrir tesouros, ou artefactos preciosos, ou relíquias de grande valor, ou coisas escondidas que são muito valiosas. Porem, também pode arrastar aquele que ajuda a cair o mesmíssimo fosso onde tais tesouros e relíquias estavam sepultados.

Vassago – na magia negra é o demónio que pode incitar o amor nas mulheres, porem cobrando o seu preço a quem desejar beneficiar do amor de uma mulher em virtude deste demónio, pois ele pode trazer devastação, desolação e ruina, sendo por isso saber lidar com ele para dele não se colher aquilo que não se queria. Gosta de se fazer aparecer na figura de anjo, ou afirmando ser um anjo.

Tannin – na magia negra demónio do caos. Assume a forma de uma serpente com cauda dupla, uma serpente marinha. Conforme a sua causa á dupla, também lidar com este demónio é perigoso, pois ele é como uma faca de dois gumes. Depois de Deus ter libertado o seu povo do Egipto, foi este demónio que por muito tempo lá se instalou. Este demónio pertence á categoria de criaturas criadas por Deus no quinto dia da Criação.

Shax – na magia negra é o demónio que compele á tentação do roubo. Também é o demónio que pode tirar a visão, audição ou o entendimento na pessoa a quem ele vá possuir. È um demónio mentiroso, e por isso quando conjurado deve ser impelido a dizer a verdade. Já ficou conhecido por lhe agradar roubar a pessoas poderosas – fazendo-as cair em logros, mentiras e enganos – para beneficiar os pobres. Não se deve invocar este demonio muito frequentemente, para ele não causar perdas a quem abusa dos seus poderes.

Sabnock – na magia negra demónio que causa feridas terríveis, gangrenas e até o aparecimento de carne morta no corpo, com larvas. Manifesta-se através do aparecimento de vermes num certo local. È um demónio que prefere habitar em cidades.

Legião – legião é o nome dado a um grupo de demónios. Quando um demónio não quer revelar o seu nome para não ser expulso, ou não se ganhar sobre ele o poder de o impelir ou compelir a fazer algo, ele normalmente alega chamar-se «Legião». Com isso, ele está a indicar que pertence a uma legião de demónios da qual é membro ou líder, sem porem revelar nem o seu nome, nem o seu posto hierárquico nessa legião. Na verdade, trata-se de uma regra que anjos e demónios tem, que consiste em nunca revelarem o seu nome, para não se poder através do seu nome ganhar-se-lhes poder sobre eles através de encantamentos, conjurações ou feitiços. Por isso mesmo quando Jacob pergunta ao anjo com que lutou qual era o seu nome, ele simplesmente retorquiu: «Porque queres saber o meu nome, uma vez que é secreto ?», e não lhe respondeu. Ou seja: nem Deus revela o seu verdadeiro nome que é o «nome inefável», pois Deus também é um espirito, ( veja-se João 4:24), e assim – mantendo o Seu Nome oculto – Ele evita que possa ser impelido a comparecer a uma conjuração, ou compelido a fazer algo. Por isso mesmo, é que são tao valiosos os grimórios de magia-negra onde se revelam os verdadeiros nomes de demónios e anjos, pois sabendo-se o nome e adicionando-lhe a verdadeira fórmula magica de encantamento que corresponde a esse nome, então é possível invocá-los. Porem: não se sabendo o nome, ou não se sabendo a fórmula de invocação que corresponde ao nome, então não é possível conjurar esses espíritos.

Ipos – demónio que pode fazer os homens ficarem valentes e espirituosos. Entra facilmente nos homens embriagados, e tanto os pode inspira-los a ter actos de bravura, como a cometer actos de barbaridade.

Génios – estes demónios são espíritos do deserto, são espíritos femininos e materializam-se no vento, no fogo e no fumo. Por vezes, manifestam-se num fumo que esfumaça sem haver nenhum fogo nas redondezas, ou num fogo que arde mas não deita fumo algum. Residem em vagueiam em locais desabitados, obscuros e desoladores. Podem incorporar momentaneamente em animais, ou até assumir a forma ilusória de uma mulher que aparece e desaparece como uma miragem. Podem causar ilusões e miragens quando assombram alguem, a ponto de levar a pessoa infestada á loucura e á morte. Estes demónios causam grandes desgraças, sendo conhecidos casos de grupos de pessoas que perdidas no deserto, acabaram por enlouquecer e inexplicavelmente matarem-se umas ás outras. Acredita-se que estes espíritos vaguearam a terra antes da criação de Adão, pois que os anjos foram criados na quarta-feira, os génios na quinta-feira, e os humanos na sexta-feira.

Malphas – é o demónio que faz velhas construções derrocarem, mas também é aquele que causa a derrocada e a ruína lares e vidas. Na magia negra, é por isso o demónio que é conjurado para destruir inimigos. Cuidado, pois este demónio aceita educadamente todas as oferendas que lhe são feitas, e porem rapidamente apressa-se a atraiçoar o seu invocador. Há por isso que saber lidar com este tipo de demónio.

Marchosias – na magia negra é um demónio fiel ao seu conjurador. È um demónio que mantém a esperança no perdão de Deus, e em regressar ao Céu. Em visões, ele costuma fazer-se manifestar como um lobo com asas de grifo e cauda de serpente, sendo que neste mundo também se manifesta numa língua de fogo vinda do chão.

Orobas – na magia negra é um demónio que se manifesta na presença de incenso quando este é defumado. È fiel ao seu conjurador, não lhe mente, e assegura que todos os demais espíritos conjurados não mentem ao seu conjurador. Agrada-lhe incorporar em cavalos.

Pruflas – demónio que habitou na Torre de Babel, ele semeia discórdia, brigas e falsidades. Este demónio nunca deve ser convidado nem enviado a entrar num lar ou num local, a não ser que se queira aí causar tantas divisões e conflitos, que esse lar ou esse local acabe em ruínas e escombros, tal conforme acabou a Torre de Babel.

Ronové – demónio que vem á terra para ceifar as almas de corpos decrépitos e já perto da morte.

Seire – na magia negra é um demonio que não tem apetência para o mal, nem sequer qualquer fascínio ou desejo de o praticar. Traz abundância, e ajuda os ladroes que não magoam nem ferem pessoas.

Stolas – demónio dos venenos, que instiga ao seu uso, e que inspira a criação das suas formulas.

Gremory – na magia negra é o demónio que procura o amor das mulheres, sejam elas novas ou velhas, mas que tem um especial gosto por donzelas. Por vezes incorpora numa mulher linda, de forma a – usando esse corpo – fazer amizade com outras mulheres que lhe agradem, e assim conseguir aproximar-se até as possuir.

Behemoth – demónio da terra que habita a Este do local onde existiu o Jardim do Éden. O seu poder atinge o auge no solstício de verão. È o demónio da fúria animalesca, sendo que por ele se podem tornar os animais tanto mais selvagens e furiosos, como mais mansos e menos ferozes. Este demónio pode por isso instigar a ataques de animais de natureza feroz contra o homem.

O Diabo – No Grimório de magia negra do século XVII Lemegeton, ou a chave menor de Salomão, o Diabo é chamado de Focalor. O diabo ou o «príncipe das trevas» tem sido visto em várias culturas como a personificação do mal e da destruição. Muitas vezes é astrologicamente associado a Saturno, sendo Saturno o astro que rege as bruxas e bruxas. Há quem diga que o diabo é Satanás, outros que é Belzebub, outros que é Lucifer, e porem «O Diabo» é na verdade um título, e não uma entidade em-si. Quando se fala de Diabo, está-se a falar de um espírito de trevas, e um espírito maligno, de um demónio, e fazendo-o podemos na verdade estar-nos a referir-nos a diferentes demónios, conforme a situação. Mas como título genérico, a verdade é que todos os demónios são diabos ou um diabo.  Isso é o mesmo que chamar a um medico por «doutor», ou seja, na verdade todos os médicos são «doutores», e porem cada medico tem depois o seu nome próprio, havendo por isso o dr Mateus, o dr João, o dr Pedro, etc. Ora: quando se diz que o Diabo apareceu a certa pessoa, isso significa que um demónio apareceu a uma certa pessoa, podendo esse demónio ser o demónio «A» ou o demónio «B». È o mesmo que dizer que um «doutor medico» visitou uma pessoa, ou seja, «doutor medico» é o título da pessoa, não é a pessoa nem o seu nome próprio, e por isso, a pessoa pode ter sido visitada pelo dr Lucas ou o Dr Marcos, etc. No antigo Egipto o Diabo era o Deus Apophis, a personificação do Caos e das trevas, por oposição á Deusa Ma’at, a personificação da luz e da ordem. A ideia de diabo é perigosa para o monoteísmo hebraico-cristão, pois pressupõem a existência de uma entidade superior independente de Deus, e que escapa ao controlo e domínio do Deus Javé. Ora, isso seria admitir a noção de um segundo Deus para alem de Deus, coisa inaceitável para o monoteísmo. Por isso mesmo, a teologia cristã tem tido sempre muitos problemas ao abordar o assunto do Diabo, porque ou os teólogos admitem que tudo aquilo que o Diabo faz é com conhecimento e autorização de Deus, porque senão, Deus não querendo nem consentindo  então o Diabo nada podia fazer  – o que torna Deus em cúmplice do Diabo, ou pior ainda, no seu «patrão» – , ou então os teólogos são obrigados pela força de lógica a admitir que há um outro Deus – para alem do Deus Javé – que faz aquilo que bem quer e bem entende, e que tem até o poder de desafiar Deus e lhe arruinar os seus divinos planos. O tema é controverso, e o próprio pilar da existência e fundamentação teológica do Satanismo.

Mephistopheles – na magia-negra é o demónio do desespero, sendo que este demónio não apenas envolve o humano em situações que o levam ao desespero, como depois se aproveita do desespero para corromper o homem.

Saleos – na magia negra é um demónio que pode causar o homem querer amar uma mulher, ou uma mulher querer amar um homem. Porem, não sendo bem invocado, os amores provocados por este demónio acabam sendo amores á distancia, ou amores que sofrem com a distância, ou amores impossíveis, ou amores entre pessoas já comprometidas, etc.

Alguns locais geográficos e demónios que regem essas terras:

Belfgor governa sobra a França, Mammon governa sobre Inglaterra, Belial governa sobre Italia, Thamuz governa sobre Espanha, Martinet governa sobre a Suíça.

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Magia negra e o demonio Astaroth

Magia negra e o demonio Mammon

Magia negra e o demonio Asmodeus

Magia negra e o demonio Beelzebub

Magia negra e Salomão

Magia negra e o demonio Mephistopholes

Magia negra e o mau olhado

Magia negra e o sangue das bruxas

Magia negra e a marca das bruxas

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Magia negra, e o Grimórios Satânicos

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