Trabalhos de magia de amarração

Trabalhos de magia de amarração

Existe um demónio chamado Algol, cujo o nome deriva do Arábico Al Ghul, uma referencia á «cabeça do Demónio». Astrologicamente, trata-se de uma estrela situada na constelação de Medusa, e atribuem-lhe uma natureza demoníaca. Havia astrólogos na antiguidade, que a consideravam a estrela mais demónica dos céus, de tal forma que a chamavam a Estrela do Demónio, e os astrólogos Hebreus da Antiguidade nomearam-na de Rosh há Satan, ou a cabeça de Satanás. Outros ocultistas Hebreus, chamavam-se porem, Lilith. Esta estrela representava um dos secretos demónios Zodiacais, a quem poucos conhecem. Sabendo da influência astrológica destes demónios, as bruxas invocavam forças de trevas ancestrais, capazes de gerar os mais espantosos efeitos através dos seus trabalhos de magia negra.

O notório ocultista Agrippa von Nettesheim, (1486 – 1535), um contemporâneo de Faustus , o notório doutor que fez o lendário pacto com o demónio, é o autor do célebre grimório «De occulta Philosophia» (1531-33). Para a demonologia, o trabalho de Agrippa foi precioso enquanto um catalogador e estudioso das tradições de magia negra e bruxaria medievais. Nos seus estudos, são listados antigos símbolos e sigilos que foram fundamentais para o conhecimento da demonologia. Num dos estudos mais importantes de Agrippa, o ocultista debruçou-se sobre os demónios Zodiacais, e nesse estudo podem-se observar os demónios que tem especial regência ou poder sobre certo signo do Zodíaco, o que faz com que alguém nascido sob aquela constelação pode ser mais facilmente influenciado pelas suas vibrações.  Invocando ao demónio zodiacal certo para uma certa pessoa, as bruxas sabiam que a pessoa estava especialmente permeável ás influencias daquele demónio, e que por isso um trabalho de magia negra contaminaria essa pessoa mais facilmente.

Mas o ofício da bruxa exigia uma previa preparação dos bruxedos, e nessa fase sabia-se que estas consultavam, para sí mesmas, certos oráculos satânicos. Os Spiritus Mendaciorum, são uma classe de espíritos mencionada na obra A Treatise on Angel Magic, baseado num manuscrito do século XVII conservado na Biblioteca Britânica. O nome em Latim significa «espíritos de mentira», e são espíritos que quando invocados num oraculo, dizem grandes mentiras, e porem através dessas mentiras revelam grandes verdades. Há autores que afirmam tratar-se de um demónio de nome Python, embora as bruxas Pitonisas, sacerdotisas do Templo do Deus pagão Apolo em Delfos, Grécia, fossem conhecidas como as mais fiáveis e verosímeis videntes da Antiguidade. Porem, assim se ficava a saber que quando se dizia que o Diabo era o pai da mentira, a verdade é que por vezes certos espíritos demoníacos usavam da mentira para chegar á verdade, e faziam-no de uma forma encriptada, para que apenas bruxas e bruxos o conseguissem compreender, mas os leigos nada entendessem. Muitas bruxas consultavam os seus próprios oráculos, onde se comunicavam com demónios, a fim de saberem quais os bruxedos a aplicar a uma certa situação, e qual seria o seu desfecho. Dessa forma, elas conseguiam prever os efeitos que um bruxedo ia causar, e os resultados iam suceder.

Johann Weyer (1515 – 1588) foi um demonologista Alemão, discípulo de Cornelius Agrippa  ( 1486 – 1535), autor da obra «Pseudomonarchia Daemonum» de 1577, um famoso grimório de magia negra.  O notório demonologista Johanes Weyer, foi discípulo do célebre ocultista Cornelius Agripa ( 1486 – 1535), e fez nota dos meios que as bruxas usavam para gerar as mais temíveis bruxarias de magia negra. E algumas dessas bruxarias, eram os trabalhos de magia de amarração.

O famoso grimório Malleus Maleficarum ( 1486), dos demonologistas Jacob Sprenger ( 1438 – 1495), e Heinrich Kramer,  ( 1430 – 1505), dá nota de com as bruxas das localidades de Constança e Ratisbona estavam viciadas na concupiscência carnal com demónios, entregando-se-lhes em profanos ritos, e como por meios dessa pecaminosa luxuria obtinham os heréticos saberes de magia negra com que os demónios lhes retribuíam, e assim executavam fortíssimos bruxedos, cuja a finalidade era também favorecer assuntos de luxuria. E esses eram os seus célebres trabalhos de magia de amarração, a quem ninguém escapava. A pessoa embruxada, acabava sempre por se ir entregar arrebatadamente apaixonada a quem a tinha mandado embruxar, e agia como se não houvesse outra pessoa no mundo senão aquela que a tinha mandado amarrar. Ficava capaz de seguir essa pessoa até aos confins do mundo, tal não era o seu estado enamorado e fascinado por quem a tinha mandado embruxar.

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