Amarrações da sedução

Amarrações da sedução

O bode esteve desde sempre associado ao culto dos Deuses pagãos, até mesmo dos mais venerados na Antiguidade. O escritor grego Hesíquio de Alexandria, autor do século V, menciona na sua obra como na Grécia da Antiguidade havia no templo de Apolo um enorme bode de bronze, ao qual eram prestadas honras solenes e divinas. O grimório Demonolatreiae ( 1595) do notório demonologista Nicolas Remy ( 1530 – 1612), faz nota da historia clássica de Teseu, que estava prestas a sacrificar uma cabra á Deusa Vénus, quando ela imediatamente a transformou num bode, para fazer entender que o bode era sua criatura preferida, a criatura que assinala o poder dos Deuses pagãos. Faz por isso notar o demonologista Remy, que o bode é a criatura que mais agrada ao Diabo, quando se trata de receber os favores e devoção dos seus fieis. Tal caso é substanciado pelo relato escrito por Robert Gaguin ( 1443 – 1501), um teólogo e erudito abade em Evreux. Conta o abade que houve um certo homem de nome Guillaume Ediline, que se apaixonou loucamente por uma certa donzela nobre. Não tendo esperança em possuí-la, o homem achou por bem satisfazer a sua paixão com a ajuda do Diabo a qualquer preço, ao invés de sofrer para sempre com aquela sua paixão insatisfeita. Para obter o seu desejo, o Diabo pediu-lhe apenas uma coisa: que se ajoelhasse e curvasse suplicantemente diante do Demónio na forma de um bode, e o venerasse. O homem assim o fez, e a donzela entregou-se-lhe ardendo de paixão, e arrebatada de desejos. Assim também se ficou a saber como o demonio Baphomet , que se manifesta na forma de um bode, tem especial poder em assuntos eróticos, de luxuria e amorosos, dando um espantoso poder aos trabalhos de magia negra de amarrações que sejam celebrados com a invocação da sua infernal influência.

No capitulo VII do Livro III do célebre grimório Demonology (1597) do Rei James I de Inglaterra ( 1566 –1625), diz-se que o demonio se manifesta visivelmente neste mundo através das suas obras, e uma delas é a sedução. São Cipriano, o bruxo (f. 258 d.C), também o sabia, e  sendo um profundo conhecedor dos mais notórios grimórios de magia negra, ele era mestre nos bruxedos que encantavam e seduziam que se desejasse. Houve um importante texto que sobreviveu aos tempos, e que se chamava «A arte de Cipriano». Na Arte de Cipriano, é fornecida uma serie de cinco selos mágicos que desenhados num espelho com uma tinta vermelha especialmente preparada para a finalidade, e que acompanhados dos adequados encantamentos de magia negra, permitiam fazer com que um demónio invocado permanecesse refletido naquele espelho pelo tempo desejado, e aceitasse as missões que lhe fossem incumbidas. Algumas dessas missoes, eram amarrações para seduzir a pessoa que se queria. A obra «A Arte de Cipriano» foi preservada num manuscrito de Frederick Hockley ( 1809-1885), um importante colecionador de material oculto.

Era com saberes como estes, que são Cipriano, o bruxo, lançava as mais fortes amarrações de sedução que existem, pois que a pessoa uma vez contaminada por um tal bruxedo, acaba sempre nos braços de quem a mandou amarrar, entregando-se-lhe hipnoticamente seduzida, ardentemente encantada e irremediavelmente apaixonada.

Na Inglaterra do século XVI, viveu em York o notório bruxo Cuthbert Willianson. A sua existência e os seus bruxedos acabaram registadas em cronicas do seu tempo, que presentemente se encontram conservadas mo Tudor Parish Documents da Diocese de York. Por volta dos anos de 1594, quando alguém procurava o bruxo para lhe buscar protecção contra uma bruxaria, se a pessoa estivesse infestada de um mal, ela começava a chorar diante do bruxo, mesmo involuntariamente, ou seja, os seus olhos derramavam lagrimas mesmo não querendo. O facto sucedia tantas vezes, e tantas vezes Willianson limpou as pessoas de bruxedos malignos, que o bruxo ganhou grande reputação na feitura de trabalhos de magia que quebravam o mal, e garantiam protecção. Porem, quem lhe aparecesse derramando lágrimas por causa do amor, também ali encontrava remedio. Muitas donzelas abandonadas, algumas delas gravidas e caídas em grande desespero, recorriam do bruxo Willianson. E era certo que colhendo algumas das suas lagrimas, o bruxo lançava-as ao seu caldeirão e fazia a sua vara magica circular em volta do lume, ao mesmo tempo que entoava os seus encantamentos em Latim. Sem execpção, esses bruxedos faziam os homens regressarem como se houvessem sido seduzidos por uma força invisível, e entregavam-se ás suas donzelas em ardente paixão. Das lágrimas fazia-se amor, e estas eram as suas amarrações da sedução, e elas eram famosas pelos quatro cantos do reino.

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