Freiras satânicas e padres satânicos

Freiras satânicas e padres satânicos

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Nos julgamentos de bruxas realizados em Dauphiné, em 1428, soube-se de um padre chamado Johannes Cunalis. O padre exercia o seu oficio em Munique, na Baviera, e não apenas possuía um Grimório de magia negra, como tinha celebrado pacto demoníaco. São inúmeros os casos de padres e freiras satânicas existentes ao longo dos séculos, ou seja, homens e mulheres com votos e sacramentos prestados a uma igreja, que porem subvertem esses votos, entregando-se em pacto demoníaco, e praticando magia negra. Nesses casos, produzem-se as mais fortes magia negras. Tais magias, podem ser encontradas nos mais secretos e sinistros livros de magia negra, os chamados Grimórios. E é nesses livros, que a prática de amarrações feitas com recurso á celebração de missas negras podem ser encontrados.

Francesco Maria Guazzo  ( 1600-30), foi um frade francês autor de marcantes obras sobre demonologia no século XVII. Entre elas, encontra-se o celebre Compendium Maleficarum, escrito em 1626 a pedido do Bispo de Milão, e que se debruçava sobra as obras da magia negra, dos trabalhos de magia negra, e das bruxas. O frei testemunhou e documentou pessoalmente factos sobre a existência da magia negra, da bruxaria, e dos trabalhos de magia negra celebrados pelas bruxas. O frei Guazzo descreveu como na verdade as bruxarias e trabalhos de magia negra actuam induzindo possessões demoníacas nas suas vitimas, até as levarem a agir conforme a bruxa deseja. O frei ambrosiano deparou-se igualmente com vários casos de freiras que seduzidas pelo diabo, se converteram em bruxas, dando na sua obra o seu testemunho pessoal sobre a existência de freiras satânicas. No compendio maleficarum – Livro I.7, assim se pode ler «As noviças – freiras iniciantes – devem concluir com o Demonio, ou com algum bruxo em sua representação, o pacto expresso pelo qual, na presença de testemunhas, se alistam ao serviço do Diabo, e ele dando-lhe em troca a sua promessa de honras, riquezas e prazeres carnais.» Este pacto demoníaco era por vezes celebrado oralmente, outras vezes num documento. A este chamava-se um pacto expresso, tal conforme dito no compendio maleficarum – Livro I.7: «Pactum expressum cum Daemone»

Um padre dominicano Raimundo de Tarrega ( falecido a 1371) tinha um grimório de magia negra chamado De invocatione Daemonum. O livro tornou-se conhecido através do julgamento realizado por Nicholas Eymeric, (1320-1399), o Inquisidor geral de Aragão.  Com esta revelação, ficou-se a saber que até no seio da ordem Dominicana da Igreja, havia sacerdotes entregues ás artes da magia negra, ou seja, padres satânicos. Alguns autores da época designam a magia negra enquanto magia demónica, pois visa essencialmente invocar a demónios, almas de mortos e assombrações.

A descoberta de padres e freiras satânicas no seio da Igreja, tem ocorrido recorrentemente ao longo da historia, e tem sido documentada. Um desses casos, sucedeu no século XVII. A zona Basca do Pirenéus, é uma área onde em 1609, através dos relatos históricos e documentados do jurista eclesiástico Pierre de Lancre, soube-se que ocorreu a celebração de Sabbats satânicos e Missas Negras celebradas por um padre de nome Pierre Bocal. A zona Basca do Pirenéus, foi desde sempre uma zona famosa e reconhecida pela sua reputação relativamente á existência de bruxos e bruxaria naquelas terras distantes. A sua geografia tornava a zona Basca uma área remota e por vezes inacessível tanto á cultura de Espanha como de França, tornando as autoridades de ambas as nações desconfiadas relativamente ao povo daquela área. Os povos bascos absorveram algumas das influências culturais do celtas, e porem passaram relativamente intocados a outras invasões civilizacionais. Aquando das invasões Romanas de Júlio César, a zona Basca permaneceu praticamente intocada e inacessível, mantendo a sua própria linguagem e costumes. Quando o cristianismo chegou, o povo basco combinou as novas crenças que lhe eram trazidas pelos missionários, com as suas próprias ancestrais crenças. Por isso, naquela zona era frequente saber-se de casos de padres que ao domingo celebravam a eucaristia, e durante a semana prestavam culto aos velhos deuses das antigas religiões daquelas longínquas terras. Era uma zona que tinha sobrevivido relativamente incólume ás perseguições religiosas da Igreja de Roma, e onde muitos bruxos se foram abrigar, ali prosperando em paz. De tal forma a zona Basca vivia livre das perseguições, que em certas áreas do território em que se praticava o culto aos mortos, nem aos Bispos da Igreja lhe era permitido ali entrar. Outras áreas praticavam o culto a misteriosa Deusa, a quem chamavam «La Dama». Por volta do século XIV a fama dos bruxos que viviam naquela zona tornou-se de tal forma lendária, que atraiu a atenção das autoridades. A atenção da inquisição virou-se seriamente para os bascos Espanhóis. Soube-se de relatos sobre ritos onde o Diabo se fazia manifestar e aparecer, incorporando num bode, ou numa mula, e por vezes até num homem. No século XVII, o jurista eclesiástico Pierre de Lancre foi enviado para a zona Basca, a fim de investigar o que ali se passava, e lutar contra o culto herético aos deuses pagãos, que a igreja considera como uma forma de adoração ao Diabo, pois que conforme a doutrina de Igreja de Roma, não se tratam de «deuses» mas sim de demónios procurando a veneração dos humanos, assim desviando-os de Deus. Em 1608, descobriu-se a existência de um jovem padre chamado Pierre Bocal, que aos domingos celebrava a missa cristão, e porem durante a semana realizava ritos nos quais usava uma cabeça de bode enquanto oficiava veneração aos velhos deuses pagãos. Estava assim comprovada a existência de padres satânicos na região, e ficou-se assim a saber que naquela zona eram celebradas Missas Negras, assim como realizados Sabbats Satânicos.

No ano de 1453, na Normandia, houve o celebre caso do padre Guillaume Edeline, pior da paroquia de Saint-Germain-en-Laye, que admitiu abertamente ter um relacionamento com uma demonio Sucubbus, e que havendo-se enamorado dela, tinha participado num Sabbat Satanico onde se submeteu a Satanás, e dessacralizado os seus votos, converteu-se num padre satânico.

A obra «Dictionnaire Infernal», menciona um padre Thomas Boullé, que junto com outro padre de nome Picard, haviam sido seduzidos pelo Diabo, e profanado os seus votos ao celebrarem pacto com o demonio, convertendo-se assim em padres satânicos. O padre satânico Thomas Boullé habitava na zona de Roen, na Normandia, e era famoso pelos seus trabalhos de amarração de magia negra. O padre satanico era famoso por seduzir para si mesmo todas mulheres e donzelas conforme desejava, e tinha por isso uma vasta clientela de damas e cavalheiros que lhe requisitavam esses feitos luxuriosos em seu próprio benefício. De tal forma era a fama dos seus bruxedos, que por volta de 1847 os seus trabalhos de amarração de magia negra tornaram-se lendários por toda a França.

Por volta do ano de 1654, havia na cidade de Bury St. Edmunds em Suffolck um padre de nome John Lowes. Na verdade, Lowes era um padre satânico, ou seja, havia sido procurado pelo demónio, havia profanado os santos votos do sacramento de sacerdócio, tendo celebrado Pacto com o Diabo, e daí em diante exercido o ofício de bruxo. Depois de ter outorgado o Pacto com o seu próprio sangue, o bruxo Lowes de Bury St. Edmunds recebeu do Diabo a oferta de vários espíritos demoníacos familiares, que o auxiliaram nos seus trabalhos de magia negra. O padre satânico Lowes de Bury St. Edmunds celebrou diversas missas negras, todas elas causadoras de resultados espantosos, e que lhe valeram notória reputação.

A localidade de Lyon, França, tornou-se famosa desde na Idade Média devido á existência de freiras satânicas e padres satânicos. O primeiro grimório escrito em Francês, é o La Vauderie Lyonois, uma compilação feita pelo padre e inquisidor de Lyon, França, região na qual existiram notórios cultos satânicos, alguns deles dentro da própria Igreja, em conventos e abadias. Soube-se assim da existência de freiras e padres satânicos, e das suas lendárias missas negras.

Também em terras de França, o padre Pierre Aupetit era sacerdote na paroquia de Paias, na localidade de Limousin. Porem, na verdade o padre cristão era igualmente um padre satânico, e um notório bruxo. Por volta de 1589, Pierre Aupetit tinha sido abordado por um demonio Sucubbus incorporado na forma de uma jovem mulher. O demonio tomou posse da bela donzela através de possessão demoníaca, e seduziu o padre com todo o tipo de tentações carnais. Havendo cedido aos encantos do demonio feminino,  o padre Pierre Aupetit foi persuadido a frequentar um Sabbat Satânico, onde ali dessacralizou os seus votos, fez pacto com o Diabo, que se lhe manifestou na forma de um bode negro. Estando o pacto celebrado, o bruxo participou num profano festim de luxuria com varias bruxas e demónios femininos. O padre Aupetit recebeu assim um espírito demoníaco familiar que o acompanhava e auxiliava em todos os seus trabalhos de magia negra. Havendo lido em antigos grimórios de magia negra disponíveis nos Sabbats que frequentava, o padre aprendeu vários tipos de bruxedos, especialmente as amarrações amorosas. A verdade é que dai em diante,  a paroquia bem notava que o padre apesar da sua idade já avançada, conseguia sempre atrair a companhia de qualquer mulher que desejasse, desde a mais madura, á mais donzela. Na verdade, o bruxo conseguia tomar para si e possuir qualquer mulher que pretendesse, e por isso a reputação das suas magias negras de amarração amorosa espalhou-se de tal forma, que secretamente o padre recebia incontáveis solicitações para os seus préstimos ocultos.

O notório padre e ocultista Montagne Summers (1880- 1948),  ao debruçar-se sobre o a existência de padres satanicos na Igreja, faz nota nas suas obras que no tempo do pontificado do Papa Urbano VIII ( 1568 – 1644), existiram três notórios padres satânicos. Um era o ocultista Frei Pietro, um siciliano que pertenceu á Ordem dos Ermitas Augustinos, outro era o Frei Cherubino de Ancona, e o outro o Frei Doménico do mosteiro ermita de S.Augustinho em Fermo. Os três padres satânicos tinham-se dedicado ao estudo do Oculto e á pratica da magia negra. Os seus trabalhos de magia negra eram tão celebres, que eram requisitados pelas mais altas esferas da realeza.

No reinado do Luís XIV, ( 1638 – 1715), a mais alta sociedade francesa andava profundamente envolvida em casos de bruxaria e magia negra. Estranhos eventos marcavam a França do século XVII de lés a lés. Maridos subitamente entregavam-se a amantes improváveis, esposas perdiam-se em casos adúlteros antes julgados impossíveis, pessoas presenciavam tenebrosas assombrações nocturnas, outras desapareciam ou faleciam sem explicação, aparições infernais eram relatadas até pelos mais cepticos e insuspeitos, e os casos misteriosos amontavam-se. Depois disso, veio-se a saber sobre vários padres satânicos que celebravam ocultas missas negras, assim como de bruxas que eram visitadas pela alta-nobreza e aristocracia real, que lhes solicitavam trabalhos de magia negra. Não foi preciso muito para se compreender que estavam em jogo forças misteriosas, e tudo isso chegou aos ouvidos do rei Luís XIV.   Em 1677, por orden do rei Luís XIV  iniciou-se uma investigação a tais fenómenos de bruxaria. Na sequência destes sinistros eventos, o próprio rei criou um gabinete pessoal muito discreto, e mantido fora dos olhos do publico, onde tais questões pudessem ser investigadas e averiguadas sem causar escândalos. Foi dessa forma que o rei conheceu um bruxo de nome Lesage, que juntamente com dois padres celebrou diversas missas negras. Os padres eram o padre Davot e o abade Mariette, que haviam cedido ás tentações do demonio, haviam corrompido os seus votos religiosos, celebrado Pacto com o Diabo, entregando-se depois a devassas luxurias tanto com bruxas, como com demónios femininos – sucubbus –  incorporados através de possessão demoníaca em jovens donzelas, algumas delas freiras noviças de conventos dos arredores de Paris. Os trabalhos de magia negra destes padres satânicos e do bruxo Lesage eram de tal forma poderosos, que a sua fama chegou ás mais altas esferas da elite da corte francesa, e os seus serviços era requisitados a peso de ouro. Nessa mesma época, já uma bruxa de nome Madame Lusignan e o padre Touret – também ele convertido a padre satânico – , celebravam obscenos festins lascivos de devoção a Satanás, realizando tais ritos em encruzilhadas nas florestas dos arredores de Paris, onde ali celebraram trabalhos de magia negra com fortes efeitos, especialmente trabalhos de amarração amorosa.  Na mesma altura, também o célebre Abade Guilborg havia cedido ao Diabo, feito Pacto com o demonio, e celebrava as suas notórias missas negras. Sabia-se que o padre conseguia ter toda e qualquer mulher que desejasse, pois ele apesar da sua avançada idade, conseguia sempre as mais belas mulheres ou jovens donzelas. Por isso, o Abade satânico era sobejamente requisitado sempre que algum cavalheiro deseja possuir alguma senhora ou desflorar alguma donzela, pois os trabalhos de amarração amorosa do bruxo eram espantosamente eficazes.

Ao longo dos séculos, até vários foram os Papas ligados á magia negra e ao estudo das magia demónica. O famoso Le Grimoire du Pape Honorius , é um grimório de magia negra atribuído ao Papa Honorio III ( 1150 – 1227). Já o Papa Silvestre II, cujo o pontificado durou de 909 a 1003, embrenhou-se profundamente no estudo das artes da magia negra, e tal facto foi atestado no século XII, pelo historiador William of Malmesbury. Do escandaloso Papa Alexandre VI, (1431-1503), o Borgia oriundo de Espanha, sabe-se sobre o célebre caso incestuoso, assim como consta que terá celebrado Missa Negra dentro dos muros do próprio Vaticano, onde ocorreram extravagantes festins de luxuria e deboche. Outro caso que ficou celebre, foi o do Papa Bonifácio VIII (f.1303), que praticou ritos de magia negra. O Papa foi várias vezes visto a celebrar rituais satânicos, nos quais sacrificava um galo, aspergindo depois o sangue para um fogo, e seguidamente recitando encantamentos demoníacos em Latim, lidos a partir do seu livro de magia negra. Estes eventos foram testemunhados e documentados de 1303 a 1311.

Desde a Idade media que há relatos historicamente documentados sobre a existência de freiras satânicas e padres satânicos, que durante o dia celebram culto a Deus, e durante a noite veneram a Satanás.

Dizem os relatos históricos, que tais freiras satânicas e padres satânicos entregam-se a satanás através da corrupção e profanação dos seus sacramentos de sacerdócio e dos seus votos sagrados, assim firmando com o Diabo um Pacto demoníaco.

È reconhecido que esse é de todos, o dos pactos mais apetecíveis para Satanás, pois nada mais lhe agrada senão entrar pelas fendas das igrejas de Deus como um fumo invisível ou uma silenciosa serpente, e profanar os seus sacerdotes e devotas. Essas freiras satânicas e padres satânicos tornam-se assim bruxos.

Sabe-se que apenas sacerdotes devidamente ordenados por uma igreja – seja a igreja de Roma, ou seja qualquer outra igreja oficialmente constituída a sacramentada –  tem autoridade espiritual para celebrar tanto missas negras, como os mais fortes trabalhos de magia negra.

Porquê?

Porque conforme apenas sacerdotes devidamente ordenados estão investidos de sacramentos de Deus que são sagrados, então apenas esses podem entregar ao Diabo aquilo que ele mais deseja, e que é o sacrilégio da profanação e impura dessacralização desses mesmos sacramentos sagrados de Deus. Ao faze-lo, tanto a freira como o padre – ou reverendo, ou pastor, dependendo da igreja em que foram ordenados  – , firmam Pacto demoníaco com Satanás, e assim recebem em troca os sacramentos satânicos e os dons da magia negra, para com eles exerceram a mais forte bruxaria.

Joseph-Antoine Boullan ( 1824-93) foi um celebre padre francês que nos finais do seculo XIX, liderou a Igreja do Carmelo em Lyons, França. A Igreja do Carmelo foi condenada pelo Papa em 1848, e nela praticaram-se cultos satânicos, assim como Sabbats satanicos e Missas Negras. Joseph-Antoine Boullan era um padre, que havendo-se enamorado de uma jovem freira de nome Adéle Chevalier, acabou por profanar os seus votos sacerdotais, entregando-se á luxuria com a freira, invocando ao demónio, e celebrando pacto com o diabo. Boullan tornar-se-ia um padre satânico, e a jovem freira seguiu-o, tornando-se também uma freira satânica. Mais tarde, uma bruxa de nome Julie Thibault haveria de juntar-se ao padre, tornando-se sua amante, e com ele celebrando celebres missas negras em pleno altar de Igreja. Os trabalhos de magia negra do padre satânico tornaram-se famosos, e abundantemente requisitados, havendo os seus sucessos sido registados e documentados na obra do escritor Joris-Karl Huysmans, em 1891.

O notório padre e ocultista Montagne Summers (1880- 1948),  ao debruçar-se sobre o assunto dos padres satânicos e das missas negras,  faz nota que em 1597, o padre Jean Belon padre da paroquia de S. Pierre-des-Lampes pertencente á diocese de Bourges, era famoso pela celebração de missas satânicas ou missas negras.

È bem-sabido e historicamente reconhecido casos de padres, monges, abades da Igreja e freiras, que de dia celebravam ou participavam das missas cristas normais, e porem á noite – a troco de elevadas somas – empenhavam a sua alma do Diabo e celebravam pactos infernais em missas negras em honra do demónio, fosse para fins amorosos, fosse para eliminar inimigos, fosse mesmo em assuntos de estado e para vencer guerras.

E a verdade, é que os seus resultados eram amplamente apreciados e reconhecidos, pois não há rei nem nobreza que vá continuar a pagar ao longo dos anos um abade, ou a um padre, ou a uma freira… se ao longo dos anos não testemunhar resultados satisfatórios, e os resultados da magia negra – para quem sabe guiar-se pelas instruções dos trabalhos de magia negra – são invulgarmente eficazes e satisfatórios, especialmente nas amarrações.

Há muitos casos historicamente documentados sobre a existência de freiras satânicas – ou bruxas que eram simultaneamente freiras seduzidas pelo Diabo, e ao serviço de Satanás – Sobre o aparecimento das freiras satânicas que realizam trabalhos de magia negra e bruxaria através de Pacto selado com o Diabo, há vários exemplos e factos históricos.

Um dos mais conhecidos, ocorreu no convento de Capri, nos anos 1630. Ali, a famosa irmã Dealta Martinelli foi uma das freiras seduzidas pelo demónio, e que se dedicou á pratica da bruxaria. A freira entregou-se carnalmente ao Diabo em acto de impura lascívia carnal, sendo que pela consumação de pecado, de sacrilégio e de profanação dos sagrados votos do celibato para com Deus, o Diabo selou com a freira o seu Pacto demoníaco, e em troca concedeu-lhe os dons da bruxaria e artes de magia negra, assim como especiais poderes nas magias de amor de magia negra, ou naquilo que se chamam as amarrações.A freira Dealta acabou por recrutar outras irmãs do convento, sendo que o sucedido acabou por chegar á atenção da Santa Inquisição, uma vez que os eventos sobrenaturais e heréticos ocorridos no convento tornaram-se conhecidos. As freiras possuídas eram descritas como frequentemente jogando-se no chão, gritando abruptamente sem provocação, sofrendo súbitas mudanças drásticas na temperatura do corpo e caindo precipitadamente em um sono profundo do qual não podiam ser despertadas” A Inquisição local interrogou as freiras, assim como os exorcistas do Vaticano entre abril de 1638 e fevereiro de 1639. Várias freiras acabaram por confessar a origem do fenómeno, que residia na freira Dealta Martinelli, revelando que a freira teria sido seduzida pelo demónio, e com ele firmado pacto demoníaco, através do qual recebeu os dons da bruxaria. A freira praticava assim poderosos bruxedos de magia negra, e muita gente recorreu secretamente dos seus préstimos. A freira resolvia com impressionante sucesso tudo que eram problemas relacionados com amor e luxuria, e a sua fama tornou-a celebre na feitura de magia negras de amor, fosse para amarrar ou separar casais. Ela e as suas companheiras de bruxaria ficariam conhecidas como as freiras satânicas., e os seus préstimos eram abundantemente procurados e principescamente pagos.

Um outro caso historicamente documentado sobre a existência de freiras satânicas, ocorreu em 1619. Nessa data, uma freira de nome Benedetta ficou conhecida por ter feito um Pacto demoníaco. Quando foi interrogada pelas autoridades eclesiásticas, a freira alegou ter sido abordada por um lindo anjo masculino que se dizia chamar Splendiletto. A freira foi assim seduzida pelo anjo masculino, que a possuiu em acto de impura lascívia carnal. Pela consumação de pecado e sacrilégio com uma irmã reservada a Deus, profanando com ela os sagrados votos do celibato, o Diabo selou com a freira o seu Pacto demoníaco. Durante os interrogatórios, a freira muitas das vezes respondia com a voz masculina desse anjo, o que confirmou o fenómeno de possessão demónica, pois é bem sabido que o Diabo pode fazer assumir na forma de um belo anjo masculino de luz, e até mesmo na forma da Virgem Maria, ou de Jesus Cristo. Em sequência do seu pacto, a freira dedicou-se abundantemente á pratica da bruxaria, sendo que o seu poder era assinalável e os resultados eram espantosos. A freira dedicou-se também a disseminar actos de luxuria com outras mulheres do clero, seduzindo-as e levando outras freiras a entregar-se á pratica da concupiscência da lascívia, assim como a actos de sacrilégio e pecado cometidos em lugares santos, como capelas, igreja, e altares de Deus.

 

Um outro caso historicamente documentado sobre a existência de freiras satânicas, ocorreu em 1658. Nessa data, uma outra freira foi também possuída de livre vontade em pacto demoníaco. Tal sucedeu em Auxonne, sendo que em troca o demónio concedeu á freira poderes invulgares e sobrenaturais. Tal foi observado pelos seus inquisidores, quando no decorrer de um interrogatório a freira ergueu um pesadíssimo vaso de mármore cheio de água benta, apenas com os seus dedos mindinhos.

Já em território da Península Ibérica, um dos celebres casos da existência de freiras satânicas e magia negra, ocorreu na Espanha do seculo XVI. Magdalena da Cruz, uma freira franciscana nascida em Aquilar em 1487, ingressou no convento de Santa Isabel em Córdoba no ano de 1504. A devoção da freira era tao admirável, que ganhou uma reputação de santidade, e foi eleita abadessa em 1533. Porem, na verdade a abadessa era uma freira satânica. No ano de 1499, um grotesco espírito de trevas de nome Balbar, acompanhado de outro demónio de nome Pithon, apareceu a Magdalena quando ela tinha a tenra idade de doze anos. O espírito encantou a jovem, e ela fez um pacto demoníaco com a entidade infernal. Assim, se á luz do dia a abadessa exibia todos os dotes de uma profunda santidade, porem á noite a freira satânica prestava culto ao Diabo, realizava solenes venerações satanistas, e celebrava fortíssimos trabalhos de magia negra.

Já na França, em 1611,  um padre de nome Louis Graufidi da diocese de Marselha, havia-se também convertido num padre Satânico, havendo recebido do Diabo a marca da bruxa, e praticando fortes trabalhos de magia negra. Consta que a formula recitada pelo padre satânico para abjurar os seus votos de sacerdote cristão, e celebrar pacto com o Diabo, foram «Eu, Louis Grafidi, renuncio a todos os bens temporais e espirituais que me hajam sido concedidos por Deus, pela Virgem-Maria e todos os santos do Céu. Entrego-me de corpo e alma a Satanás, diante de quem me encontro, assim como lhe entrego todos os bens que possa possuir, excepto os benefícios dos sacramentos que tocam aqueles que os recebem. De acordo com estes termos, assino e selo este contrato». Desta forma, o padre Loui Grafidi abjurou ao seu sacerdócio de Deus, passando a desempenhar o sacerdócio do Diabo, tendo naquele momento recebido os sacramentos sacerdotais satânicos do Diabo, e convertendo-se em bruxo. O padre satânico Loui Grafidi celebrou inúmeros Sabbat satânicos, nos quais baptizou inúmeras novas bruxas. Nos baptismos o padre satânico usava de água, enxofre e sal. Nas palavras do próprio padre satânico «O enxofre marca e torna a criatura num servo do Diabo, o sal confirma o seu baptismo no serviço de Satanás. Assim baptizei em nome de Lucifer, Satanás, Beelzebub, e outros demónios, fazendo o sinal da cruz de trás para a frente, iniciando nos pés e terminando na cabeça». Dai em diante, cada trabalho de magia negra que o padre satânico celebrava, tinha sempre efeitos de tal forma fortes e perturbadores, que a sua fama se tornou lendária. Um trabalho de magia negra lançado conforme estes ensinamentos de magia negra, é um trabalho que infestará a vitima de forma indelével,  e sem escapatória. Ou a vítima cede ao objectivo do bruxedo, e cessam-lhe os tormentos… ou teimando em resistir, então os tormentos persistem e insistem sem cessar. Seja como for, a pessoa embruxada nunca mais se livra do bruxedo, nem da pessoa quem a mandou embruxar. Nunca mais.

O notório padre e ocultista Montagne Summers (1880- 1948),  ao debruçar-se sobre o assunto dos padres satânicos e das missas negras,  faz nota no século XVI, um padre de nome Benedictus causou grande escândalo quando se soube da sua participação em missas ímpias ou missas negras. O padre Benedictus tinha já sido fascinado pelos poderes da magia negra, e profanando os seus votos sacerdotais cristãos celebrou Pacto com o Demónio, tornando-se assim um bruxo e um padre satânico. E na verdade, o padre benedictus celebrou diversas missas negras a pedido do rei Carlos IX de França, ( 1550 – 1547), diante de quem o padre satânico oficiou uma Eucaristia satânica. Os trabalhos de magia negra celebrados pelo padre satânico Benedictus produziam resultados espantosos fosse com amarrações para assuntos amorosos, fosse para vinganças e assuntos que o rei gostava de tratar discretamente.

Um outro caso historicamente documentado sobre a existência de padres Satanicos, ocorreu em 1678, quando o Abade Guiborg. celebrou uma Missa Negra em favorecimento da a marquesa de Montespan, a troco de cem mil libras. marquesa de Montespan tornou-se amante do rei Luís XIV no ano de 1667. Ambicionando ser a sua amante preferida, ambicionando ser a única mulher na cama do rei, e querendo não apenas afastar a rainha do seu caminho como dar ao rei filhos legítimos para coroa francesa, ela celebrou com o padre Guibourg uma missa negra de tremendo poder, sendo essa missa foi paga previamente pela fenomenal quantia de cem mil libras, ( estamos a falar do século XVII), pois que a verdadeira magia negra não é coisa acessível a qualquer um.Pois bem: em 1678 a missa foi feita, e um ano depois em 1679, então a marquesa tornou-se «miraculosamente» na mulher preferida do rei, e a única mulher a deitar-se no leito real, a única mulher pelo qual o rei tinha verdadeiros olhos, e a única mulher a quem o rei permitia engravidar de filhos legítimos á coroa, algo reservado apenas á rainha. Anos depois, a marquesa conseguiu mesmo afastar a própria rainha do leito real, o que se julgava impossível. Dai em diante e nos anos seguintes, eis que a marquesa deu 8 filhos ao rei, todos eles príncipes legitimados conforme fora prometido na missa negra. E assim sendo: desde a data em que a missa negra foi celebrada,(1678), e a colheita de todos os seus majestosos frutos,(de 1679 em diante), eis que decorreram anos e anos, e porem: o fruto garantido veio e materializou-se, pois que a nobre marquesa entregou-se aos trabalhos de magia negra e ás artes de magia negra do padra satânico que era o  Abade Guiborg.

Tal  como todas estas histórias provam, eis que existem milhares e milhares de sucessos inexplicáveis que ocorrerem em consequência das artes de magia negra celebradas por freiras satânicas e padres satânicos.

Outro caso famoso sobre um padre Satânico, é o caso do padre Grandier que em 1634 foi sentenciado pela prática de magia negra e bruxaria. Nos seus haveres escondidos nos seus aposentos, foi encontrado um Pacto demoníaco. O pacto estava parcialmente escrito em latim, e parcialmente escrito em escrita invertida, assim como se encontrava assinado pelo padre, cuja a assinatura era precedida de estranhos símbolos ocultos que se dizem ser as assinaturas demoníacas dos demónios que outorgaram aquele pacto. O documento sobreviveu ao tempo, e ainda hoje existe, e encontra-se conservado no Vaticano.

Tal  como todas estas histórias provam, eis que existem milhares e milhares de sucessos inexplicáveis que ocorrerem em consequência das artes de magia negra celebradas por freiras satânicas e padres satânicos. No famoso texto em latim, assim se pode ler a seguinte formula infernal ainda hoje relembrada nos círculos da magia negra:

Nós, o influente Lúcifer, o jovem Satanás, Belzebu, Leviatã, Elimi,

e Astaroth, juntamente com outros, aceitaram hoje o pacto da aliança

de Urbain Grandier, que é nosso. E ele prometemos

o amor das mulheres, a flor das virgens, o respeito dos monarcas, honrarias, luxurias e poderes.

Ele se prostituirá três vezes por dia; Ele nos oferecerá uma vez no ano um selo de sangue; sob os pés ele pisoteará as coisas sagradas da igreja e ele nos fará muitas perguntas; com este pacto ele viverá vinte anos feliz na terra dos homens, e mais tarde se juntará a nós para pecar contra Deus.

Lavrado no inferno, no conselho de demônios.

Lúcifer Beelzebub Satan

Astaroth Leviathan Elimi

Os selos colocaram o diabo, o mestre e os demônios, príncipes do senhor.

Baalberith, escritor.

Outro caso notório sobre freiras satânicas ocorreu em 1634 num convento Ursulino em França. Nesse convento, algumas jovens freiras disseram que estavam a ser visitadas por um padre confessor daquela instituição, padre esse que já tinha falecido. As sinistras assombrações aterrorizaram as freiras ao ponto que exorcistas foram chamados para investigar as ocorrências. Foi então que se verificou que não se tratavam apenas de aparições de uma alma desencarnada, mas também da presença de espíritos de trevas ou demónios. Os demónios já haviam seduzido as freiras, levando-as a cometer a profanação dos seus votos de castidade através da consumação de actos de luxuria carnal com os espíritos impuros, assim como já lhes tinham concedido os dons da magia negra, e dado ensinamentos de bruxaria. A própria prioresa Jeanne des Anges e outras dezassete freiras foram identificadas como vitimas de possessão demoníaca.

Outros celebres casos de padres satanicos, ficaram documentados através da obra e investigações de Pierre de La Lacre. Pierre de La Lacre era um jurista francês que viveu no seculo XVI ( 1553 -1631), e que esteve ao serviço do rei Henrique IV de França. Pierre de La Lacre entrou em contacto com o fenómeno da bruxaria quando visitando Roma, ali viu uma jovem rapariga possuída pelo demónio, que no decorrer um ataque demoníaco foi transformada num rapaz diante dos seus olhos, e mudou completamente a sua fisionomia e a sua voz. Tal era a força da entidade demoníaca que infestava o corpo da criança, que lhe conseguia fazer – para grande agonia da vítima – a carne e os ossos estalarem, esticarem-se, retorcerem-se, e moldarem-se em várias formas. A visão foi de tal forma perturbadora, que o jurista dedicou-se a estudar o fenómeno da bruxaria. Em 1609, o rei Henrique IV confiou-lhe a missão de estudar oficialmente o assunto, e procurar por bruxas. Para contradizer as vozes que afirmavam que as bruxas, a magia negra e as bruxarias eram apenas fantasias, delírios e histeria em massa, La Lacre documentou todos os seus encontros com bruxas. Muitos são os relatos de La Lacre onde se pode constatar ter visto ou ouvido aquilo que sucedia nos Sabbats das bruxas, reuniões satânicas onde as bruxas se ajoelhavam diante do Diabo que apareciam incorporado num homem ou num animal, e renunciavam á fé cristã, e honravam o seu amo com expressões como «Grande Senhor, que eu adoro, venero, e me submeto». Nesses Sabbats negros, ocorriam baptismos satânicos de novas bruxas e bruxos, assim como ritos de veneração e fidelidade a Satanás, seguindo-se festins de impura lascívia. Grande foi porem o espanto de La Lacre, quando descobriu que muitos dos bruxos eram na verdade padres, e que muitas das bruxas eram ou freiras, ou mulheres que já sendo bruxas então tinham seduzido os padres para os corromper. Na verdade, La Lacre – para sua grande surpresa – e descobriu uma verdadeira legião de padres satânicos e freiras satânicas habitando dissimuladamente no próprio seio da igreja. Tais eventos foram descritos em obras como «Tableau de l’inconstance des Mauvais Anges» de 1612, «L’incredulité et Mescréance du Sortilege», de 1622, e « du Sortilege» de 1627.

Outro caso famoso de freiras satânicas ocorreu no século XVII, numa região do norte de França. A freira Antoinette Bourignon foi responsável por uma celebre obra cristã, um convento dedicado ao auxílio dos órfãos, fundado em 1658. Era o convento de Lille, em França, e nele ocorreram sinistros casos de possessões demoníacas, de bruxaria e de magia negra. Um padre foi chamado para ir investigar as ocorrências, e rapidamente verificou que já tinham ocorrido pelo menos 22 fenómenos inexplicáveis sucedidos com as noviças do convento de Lille. Aprofundado as suas inquirições, descobriu-se que varias noviças do convento de Lille tinham sido aliciadas por demónios, tinham já participado em Sabbats satânicos, eram encorajadas a oferecer-se a relações carnais diárias com demónios, e eram persuadidas a celebrar festejos satânicos, assim como a celebrar bruxarias e trabalhos de magia negra. Antoinette Bourignon – a madre superiora do convento – , escreveu sobre estes eventos em obras como «Lá vie Extérieur», e mais uma vez confirmava-se a existência de freiras e padres satânicos, e dos seus lendários trabalhos de magia negra.

Um dos casos celebres históricos sobre a existência de freiras satânicas, e das suas participações em Missas Negras celebradas em conventos da Igreja, ocorreu no século XVII. Madelaine Bavent ( 1607-1647), era uma freira do convento franciscano de Louviers. O caso da freira Madelaine tornou-se famoso em 1647, altura em que Luis XIV reinava em França, havendo este caso chegado ao conhecimento do rei. A freira Madelaine foi admitida no convento sob supervisão do padre Pierre David, sendo que após a sua morte passou a estar sob supervisão do padre Mathurin Picard. O padre Picard era um padre franciscano que havia sucumbido ao chamamento dos demónios, havendo celebrado pacto com o Diabo, e sendo um praticante de fortes trabalhos de magia negra. O seu nome era famoso nos círculos do oculto, e os seus serviços em trabalhos de magia negra eram requisitados pela elite da nobreza e aristocracia, pois os seus resultados tinham grande reputação. O padre Picard era um padre satânico, e acabou por aliciar a freira Madelaine a entrar pelos mesmos caminhos da magia negra. A freira Madelaine foi iniciada nos ímpios sacramentos satânicos, devassando e profanando os seus sagrados votos de consagração á Igreja. A freira Madelaine tornou-se uma freira satânica, passando assim a ser um acólito da celebração missas negras conduzidas pelo padre Picard, nas quais o demónio Astaroth era venerado diante de um altar de Deus dentro de uma capela do convento, assim cometendo-se o abominável pecado da Idolatria e culto a deuses pagãos ou demónios. Nessas missas negras a freira Madelaine era colocada desnudada no altar da igreja, sendo celebrado sobre o seu ventre a infernal liturgia de missa negra. O rito era concluído com a devassa consumação de actos lascivos. Dessa forma, faziam-se fortes apelos aos demonios, que resultavam em poderosas magias negras e trabalhos de magia negra. Estas magias negras, eram preciosidades requisitadas pelas mais elevadas figuras da alta-sociedade, tais eram os resultados que produziam. Para alem das missas, negras, a freira Madelaine era levada a frequentar duas vezes por semana a celebração de Sabbats negros, junto com o padre Picard e o capelão do convento, o padre Thomas Boullé. Durante esses Sabbats, a freira chegou a ser possuída carnalmente pelo Diabo incorporado em homem. Conta-se que todas as noites ao regressar á sua cela, a freira Madelaine tinha sempre um gato preto á sua porta. O demónio incorporava no gato preto, e através dele possuía a freira noite após noite. Tantos foram os ritos de magia negra celebrados nos muros daquele convento, que outras freiras começaram a sofrer de terríveis aparições de assombrações, e algumas chegaram mesmo a sofrer de graves possessões demoníacas. Algumas das freiras possuídas, durante certos momentos de convulsão exibiam força física completamente sobrenatural, os seus corpos moviam-se de formas quase impossíveis para um ser humano, as suas faces transfiguravam-se mostruosamente, e chegaram a ocorrer fenómenos que desafiavam as leis da natureza, como água benta pingar das pias das igrejas, para o tecto. Por volta de 1643/44, caso chegou aos ouvidos do Bispo de Evreaux, que tomando conhecimento dos sinistros eventos, ordenou uma inquirição ao convento, havendo-se então confirmado a presença de padres satânicos e freiras satânicas no seio da Igreja, assim como tendo-se comprovado a celebração de missas negras  e Sabbats satânicos no convento. O convento foi encerrado, porem o caso tornou-se lendário.

Outro caso historicamente documentado sobre padres satânicos ocorreu em 1611, na província de Aix-en-Provence – França – as freiras Madelaine de Demandolx de 17 anos e Louise Capeau, começaram, a manifestar fortes sintomas de possessão demoníaca. As freiras começavam subitamente a falar com uma voz masculina que dizia todo o tipo de obscenidades e heresias, tinham fortes convulsões, falavam em línguas desconhecidas, manifestavam uma força anormal, e os locais onde se encontravam nesses momentos mudavam inexplicavelmente de temperatura. Madelaine confessou-se á sua Madre Superiora ter sido seduzida por um padre de nome Gaufridi. O padre já se tinha entregue ás artes da magia negra, e já tinha firmado pacto com o diabo, pelo que já era um padre satânico. O padre Gaufridi seduziu a jovem, levou-a – juntamente com a irmã Louise – a frequentar ritos de sabbath de bruxas, onde ali a jovem Madelaine foi levada a entregar-se carnalmente ao demónio através da consumação da luxuria. O padre satânico foi condenado á execução capital, e logo após ter sido executado todos os sintomas de possessão abandonaram inexplicavelmente a freira Madelaine, que nunca mais voltou a sentir quaisquer tormentos. Já a sua companheira Louise sofreu de ataques e possessões demoníacas até ao final da sua vida.

Outro celebre caso da existência de padres satanicos, ocorreu em Brouges, no século XIX. O padre Louis Van Haecke (1828 – 1912)  foi um padre belga que celebrou diversas e celebres missas negras. Louis Van Haecke havia sido seduzido por uma linda e jovem bruxa ainda na sua juventude, enquanto estudava no seminário. A bruxa aparecia-lhe misteriosamente, seduzia-o, e insinuava-lhe á pratica tanto de actos lascivos, como de ritos de magia negra. A jovem bruxa aparecia e desaparecia tao misteriosamente, que se diz que o padre foi na verdade abordado por um demonio Succubus  incorporado numa jovem rapariga. Após ter recebido a sua ordenação sacerdotal, o padre não resistiu á sua fraqueza pelas tentações da carne, e acabou por profanar os seus votos, entregando-se á lascívia com ao demonio Succubus, através dela celebrando pacto com o demonio, e praticando magia negra. Louis Van Haecke tornou-se assim um padre satânico. Tendo mais tarde sido colocado na paroquia de Bruges, o padre acabou por seduzir uma legião de fiéis com os seus trabalhos de magia negra, através dos quais concedia todo o tipo de resultados e favorecimentos em assuntos amorosos e de luxuria, através de amarrações . A sua fama rapidamente se espalhou pela França, e eram inúmeras as pessoas que procuram pelos trabalhos de magia negra do padre satânico.  Os seus trabalhos eram realizados através de missas negras , sendo essas celebradas nocturnamente na própria Igreja onde o padre exercia o seu ofício. Durante o dia o padre celebrava as suas missas normais dirigidas as Deus, sendo que há noite oficiava as suas missas negras dirigidas a Satanás. O padre liderava as missas negras usando uma máscara negra com grandes cornos de bode, sendo que a missa em si era uma variação da missa católica normal, á qual eram adicionados elementos de devassa, lascívia e adoração ao Diabo. No altar central da Igreja, era colocada uma imagem de um demonio ao qual era prestado culto, assim consumando-se o sacrilégio da idolatria no centro da casa de Deus, o que constitui um acto de magia negra. Seguiam-se diante do ídolo demoníaco todos os ritos típicos da missa católica, que culminavam com a profanação da Hóstia consagrada, á qual se seguia um festim de lascívia no qual todo o tipo de apetites e prazeres era saciado. No decorrer destas missas, eram realizados trabalhos de magia negra. Os trabalhos de magia negra do padre satânico tornaram-se famosos, e abundantemente requisitados, havendo os seus sucessos sido registados e documentados na obra do escritor Joris-Karl Huysmans, assim como pelos testemunhos de uma bruxa de nome Berthe Couriérre. A fama dos trabalhos de magia negra do padre satânico Van Haecke atingiram tais proporções, que chegaram aos ouvidos do Bispo de Bruges, que mandou instaurar um inquérito. Porem, nada sucedeu. As missas negras e amarrações do padre satânico prosseguiram, tornando-se lendárias.

Assim se sabe:

O diabo, os demónios, os espíritos de trevas, a magia negra, os trabalhos de magia negra… são realidades. Estão historicamente comprovadas ao longo dos séculos, e são tão reais hoje, como foram no passado.

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