Magia negra e o demonio Astaroth

Magia negra e o demónio Astaroth

O medico bávaro Joahannes Hartlieb ( 1400-1468), foi um dos famosos estudiosos que se dedicou a pesquisar sobre as artes proibidas da magia negra, a catalogou uma serie de Grimórios. Porem, sendo o seu próprio livro – o catalogo sobre Grimórios -, uma porta aberta ao conhecimento desses Grimórios – normalmente mantidos ocultos e em segredo – , o dr Hartlieb debateu-se com o perigo que a sua própria obra representava, caso caísse nas mãos erradas. O dr Hartlieb deu assim valiosas referencias sobre alguns dos mais míticos e famosos Grimórios de magia negra, sendo eles: Sigillum Salomonis, Clavicula Salomonis, Hierarchia, Shemhamphoras. Algumas destas obras eram atribuídas ao rei Salomão. Grimórios como esses, foram e ainda são usados na feitura dos mais fortes trabalhos de magia negra. Em  muitas dessas ancestrais obras, havia referencia ao demónio ASTAROTH, ou á DEUSA ASTARTE.

Astaroth que é fisicamente um demónio masculino, é na verdade uma deusa, ou seja, é um demónio que tem dentro de si uma deusa. Trata-se da deusa que na antiguidade era venerada com o nome de Astarte,  também chamada BAALAT, palavra que significa SENHORA, ou RAINHA.

Astarte era a deusa da fertilidade, do amor e da guerra. Foi venerada por muitos outros povos da antiguidade, na forma de Vénus e Afrodite – no mundo greco-romano – , assim como Isis e a Esfinge – entre os Egípcios – etc.

Na antiguidade, Astarte era a grande Deusa, venerada pelos Akkadianos como Ishtar, e também pelos Fenícios como a Deusa do amor. Ela era tida como a personificação do planeta Vénus, e há registos da deusa em textos do antigo Egipto e de Ugarit. Ela era a «rainha dos Céus», e o seu domínio era a fertilidade e a cura.

Entre o povo hebraico, Astarte foi a Deusa venerada pelo rei Salomão, ( 1 Reis 11:5, 33;2), e há vários registos bíblicos que comprovam que a Deusa Astarte foi venerada pelos antigos hebreus ( Juízes 2:13, 10:6  1 Samuel 7:3-4, 12:10). O culto a Astarte parece ter sido importado para Jerusalém por volta de 1.000 a.C. O culto da Deusa ganhou fortes raízes no povo hebraico, de tal forma que o profeta Jeremias acusa o povo de idolatria, por estes «queimarem incenso em lugares altos» em honra da Deusa, assim como oferecerem-lhe bebidas, e levarem-lhe pães sagrados. Por seu lado, o povo respondia ao profeta dizendo que as desgraças só lhes tinham começado a acontecer, depois de se terem afastado da Deusa, uma vez que nos tempos em que adoravam a Deusa, nunca tinham tido fome, nem pobreza, nem tinham conhecido a derrota nas guerras.

Apesar dos violentos ataques desferidos pelo profetas hebreus, a Deusa permaneceu sempre no culto popular, e nas tradições do judaísmo. A deusa existiu na fé popular pelo menos até 621 a.C., e era vista como a esposa do Deus dos hebraicos. Depois disso, e sob grande pressão do clero radical que apoiava o monoteísmo puro, então ela começou a ser retratada como uma esposa adultera, uma meretriz infiel ao seu esposo, o Deus Jeová. Na altura em que Josias ascendeu ao trono hebraico, ela foi então relegada para a condição de «abominação» ( 2 Reis 23:13). Nos Grimórios de magia negra, ela ainda aparece enquanto a uma deusa sexual, chamada na «Chave de Salomão» da «Vénus impura dos Sírios». Os Grimórios de magia negra classificam Astarte como uma companheira, ajudante e acólita do Diabo.

Para a Igreja, a oferta de comida, bebida, incenso ou unguentos á Deusa, é considerada como culto ao demónio, e por isso um acto de magia negra.

O símbolo de Astarte era uma estrela de cinco pontas dentro de um circulo – no fundo, um pentagrama –  significando isso o planeta Vénus. Outro dos símbolos mais frequentes de Astarte era uma pomba branca.  Nos mitos da antiguidade, conta-se que certa vez, Astarte fez uma aparição usando uma cabeça de boi com os seus cornos – um símbolo tipicamente masculino – para dar sinal ao povo da sua soberania e poder, passando por isso os cornos de boi a ser outro seu símbolo. Outro símbolo de Astarte é disco lunar, representativo da lua negra. Astarte podia assumir a forma de um leão, sendo que por isso a esfinge também a simbolizava. Astarte podia também assumir a forma de um cavalo, ou de um boi, ou de uma pomba branca, ou ser retratada a ser transportada numa carruagem/carroça real. O culto de Astarte envolvia a oferenda e queima de incensos, oferendas de perfumes e jóias, oferendas de bebidas derramadas ou libações, oferenda de pães ou bolos sagrados, assim como a prostituição sagrada realizada por sacerdotisas de Astarte nos templos de Astarte, uma vez que a sexualidade era considerada sagrada, e uma forma de entrar em contacto com a Deusa. Tal como sucedia no culto a outras deusas – como a Deusa Vesta, onde existiam existiam sacerdotisas que eram «virgens sagradas» nos seus templos – , pois no culto a Astarte existiam sacerdotisas que eram «prostitutas sagradas» nos seus templos. Fora dos seus templos, a deusa Astarte era venerada em lugares altos, ou junto de árvores frondosas, ou perto de rios, ou perto de grutas, ou em locais onde se lhe erigissem estelas, que eram postes ou colunas monolíticas sagradas.

Na verdade, a Deusa Astarte era deusa do amor, da fecundidade, da fertilidade, da prosperidade, e era venerada através de ritos orgiásticos, e da prostituição sagrada. A Deusa foi venerada até pelo lendário rei Salomão dos hebreus.

Dizem as tradições de alguns Grimórios de magia negra,  que a Deusa Astarte foi  transformada no demónio Astaroth, como castigo por se se ter oposto a Deus. Dessa forma, passou a ser vista e descrita nos Grimorios de magia negra como um ser masculino, um demónio-rei portador de uma coroa na cabeça e asas brancas, vindo montado num dragão, e cujo o sexo não é visível nem distinguível, e com mamilos salientes, uma reminiscência dos tempos em que a humanidade o conheceu enquanto uma deusa feminina.

Antigos Grimórios de magia negra apontam Astarte como a entidade adequada para se dirigirem trabalhos de magia negra visando assuntos amorosos, ou assuntos de fertilidade feminina, ou assuntos de virilidade sexual masculina, assim como assuntos de prosperidade, e até mesmo questões que envolvam conflitos.

Sabendo as ancestrais e secretas fórmulas ocultas para invocar a Astarte ou Astaroth, as bruxas e bruxos tem deste sempre celebrado os mais fortes trabalhos de magia negra.

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