Amarrações definitivas

Amarrações definitivas

Johannes Nider,(1380 – 1438), um frade dominicano e reputado teólogo Alemão, testemunhou diversos casos de bruxaria e magia negra, tendo deles feito detalhados registos. Foi inspirado nos eventos reais de magia negra e bruxaria que havia presenciado, que o notório demonologista escreveu o celebre grimório Formicarius ( 1435). Nos seus textos, Nider menciona uma bruxas famosas no território de Berna, assim com em Laussane, na Suiça,  que celebravam sacrifícios de criaturas de tenra idade a demónios, gerando assim fortes trabalhos de magia negra. Nesses ritos, usavam de pedaços de defuntos que haviam falecido sem terem recebido o sacramento do baptismo, o que gerava um forte apelo a almas penadas e condenadas, que depois eram enviadas para desinquietar a vítima do bruxedo. Estes bruxedos eram imparáveis.

O grimório De lamiis et pythonicis milieribus, ( ou, «On Witches and Female Soothsayers»), é um tratado de bruxaria escrito em 1489 pelo jurista e professor Universitário Ulrich Molitor (1442-1507).Nos seus escritos, Molitor narrou como por volta do anos de 1553 haviam dias famosas bruxas em Berlim, que eram capazes dos mais prodigiosos resultados com os seus trabalhos de magia negra. Também elas cozinhavam no seu caldeirão crias de tenra idade, que usavam depois em fórmulas de magia negra capaz de trazer tanto as maiores desgraças, como os maiores benefícios.

No século XV, o teólogo ermita Gotschalcus Agostinianos (1411-1481), autor do Preceptor, publicado em Colónia em 1841, e Preceptorium em 1489, relata nos seus escritos como conheceu uma bruxa que tanto conseguia causar o divorcio entre homem e mulher, como ligá-los por amor e casamento. A bruxa usava de sigilos ocultos que desenhava juntamente com encantamentos de magia negra. Depois, sacrificava um galo preto, do qual oferecia metade ao Diabo, e a outra metade empregava no bruxedo. Estando o bruxedo feito, as pessoas amarradas acabavam sempre odiando-se ou enamoradas, conforme o aquilo que tivesse sido decretado pelo trabalho de magia negra.

Segundo alguns velhos grimórios, os demónios Fecor, Anarazel e Gaziel, são os demónios encarregues da tutela sobre os tesouros do Inferno. Porem, as bruxas da Antiguidade sabiam que se fosse de sua vontade, eles podiam fazer ocorrer ventos de boa sorte e fortuna a quem eles quisessem, sendo porem que essa maré de boa sorte vinha sempre acompanhada de assombrações e visões de espectros, assim como de espíritos de mortos. As bruxas da Antiguidade bem sabiam que conforme estes demónios podiam favorecer com ventos de boa-sorte, outros podiam ajudar com demandas amorosas, alterando os afectos e pensamentos de homens e mulheres.

No célebre grimório «compendium maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570), dá-se nota da famosa  bruxa que habitou na cidade de S. Gimignano na Etruria, e que era capaz de lançar as mais poderosas amarrações. As suas amarrações faziam qualquer homem abandonar fossem quem fosse, e ir-se entregar cegamente á mulher o tivesse mandado amarrar, esquecendo amigos, família, esposa, filhos, e andando hipnóticamente enamorado como se não houvesse outra pessoa á face da terra. A bruxa ficou famosa por ter feito essa amarração a um jovem casado que abandonou mulher, filhos e família como se eles nem sequer existissem, esquecendo tudo e todos, como se a bruxa fosse a única mulher á face da terra. E conforme a bruxa fez isso para si mesma, também o fez para a sua fiel clientela, que procurava abundantemente pelas suas amarrações definitivas, custassem o que custassem. As suas amarrações definitivas tornaram-se lendárias.

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