Trabalhos de magia negra para fazer desaparecer pessoa indesejada

Trabalhos de magia negra para fazer desaparecer pessoa indesejada

No capitulo V do Livro II do célebre grimório Demonology (1597) do Rei James I de Inglaterra ( 1566 –1625), dá-se nota de como as bruxas usam figuras de cera ou barro que passando por cima do fogo, ao mesmo tempo que entoam encantamentos ocultos, infestam com sinistros bruxedos que levam a vitima a cair em estados de desorientação, e até mesmo de enfermidade. Desse modo, seja pelo aparecimento de doenças súbitas, ou pela ocorrência de padecimentos de todo o género, a vitima desta magia negra acabava sempre por desaparecer da vida de quem a tinha mandado embruxar.

Lewis Spence ( 1874 – 1955), o notório ocultista Escocês, no seu compêndio «Encyclopaedia of the Occult» (1920), dá nota da existência de uma celebre bruxa nórdica de nome Heyd. Heyd era uma bruxa norueguesa, famosa por desencadear grandes tempestades. Depois de falecer, como sucede com todas as bruxas, o seu espírito ficou a vaguear nesta terra. Por vezes o espírito da bruxa incorporava num urso branco, outras vezes numa linda mulher. O seu espírito era famoso nos círculos do oculto, e por isso era invocado por outras bruxas para diversos e poderosos bruxedos. Alguns desses bruxedos, eram trabalhos de magia negra para fazer desaparecer pessoas indesejadas, pois conforme o espírito da ancestral bruxa morta desencadeava tempestades, ela também desencadeava devastação na vida de quem se pretendesse fazer desaparecer. E essa pessoa desaparecia mesmo.

Ao longo dos tempos, várias foram as obras literárias inspiradas em eventos reais de bruxas reais. A obra «A bruxa de Edmonton» de 1621, foi baseada num caso verídico de uma bruxa real. Já o célebre dramaturgo Thomas Middleton ( 1580 – 1627), que se diz ter colaborado com o incomparável poeta e dramaturgo Shakespeare ( 1564 – 1616), nalgumas obras debruçou-se sobre a bruxaria e a magia negra, após ter testemunhado eventos verídicos relacionados com o oculto, e de ter lido o trabalho de Reginald Scot. ( 1538- 1599) , um notório demonologista Inglês, autor do reconhecido grimório «Discoverie of Withcraft» (1584). Na obra de Middeleton, encontra-se a descrição de uma velha bruxa de cento e vinte anos chamada Hécate, e os seus ensinamentos sobre como as jovens bruxas entregando-se lascivamente á obscena depravação como demónios, deles obtém conhecimentos para celebrarem os seus trabalhos de magia negra. Nesta obra, assim como nos textos de Shakespeare, é possível constatar como os trabalhos de magia negra podem devastar vidas, pessoas, famílias e até reinos. E esses textos foram escritos dando um testemunho bastante real dos malefícios que os seus autores testemunharam pessoalmente.

Em meados do século XVIII, existiu um conventículo de bruxas e bruxos chamado «Bruxen», e que se reunia algures entre a fronteira da Alemanha com os Países Baixos. Algumas das bruxas do conventículo «Bruxen» eram famosas na localidade de Limburg, e na província de Treves. As bruxas reuniam-se em locais solitários, onde celebravam heréticas missas negras. As cerimónias das bruxas eram celebradas no interior de santuários em ruínas. Alguns desses santuários eram a igreja de St. Roseperto de Sittardt, o oratório de St. Leonard em Roldyck, e uma capela assombrada em Oermond, no Meuse. As bruxas profanavam o solo sagrado daqueles santuários com a celebração de obscenos ritos de devassa luxuria, nos quais prestavam culto ao Diabo, e invocavam a Satanás. As bruxas da colmeia «Bruxen» era temidas, pois sabia-se que pessoas, famílias, lares ou locais que fossem tocados pela sua magia negra, rapidamente definhavam e acabavam por desaparecer.

Por volta dos anos de 1529, na localidade de Luxeuil, França, existiu uma notória bruxa de nome Madame Desle la Mansenée. A bruxa Desle la Mansenée estava estabelecida na vila de Anjeux, e a sua reputação era notável. Os trabalhos de magia negra da bruxa Desle la Mansenée eram temidos, pois causavam todo o tipo de infortúnios a quem fosse contaminado pela sua magia negra. A Madame Desle la Mansenée tornou-se bruxa numa noite em que se entregou luxuriosamente ao Diabo, e durante a copula vociferou todo o tipo de heresias, num festim de lascívia e blasfémias que muito agradou a Satanás. Desse modo, celebrou seguidamente pacto com Satanás, e nessa noite o Demónio deu-lhe uma vara mágica e um preto. A vara servia para invocar demónios e celebrar trabalhos de magia negra, e o era usado nesses bruxedos. Os bruxedos eram fortes, e eram quase sempre destinados a fazer desaparecer pessoas indesejadas. E tantos foram os casos de pessoas indesejadas que começaram a desaparecer, que a sua fama se espalhou pelos quatro cantos das regiões vizinhas, motivo pelo qual a bruxa se tornou lendária.

Abel de Larue (f. 1582), foi um famoso bruxo Francês que viver na região de Coulommiers, e era acompanhado por um espírito demoníaco familiar que incorporava num cão negro. O bruxo Abel de Larue era popularmente conhecido pelo esmagador, ou destruidor, tal não era a força dos seus trabalhos de magia negra. No início da sua vida, Abel de Larue foi entregue aos pela sua mãe aos cuidados e instrução de um mosteiro Fransciscano, onde fez os seus estudos. Porem, o jovem frade rapidamente demonstrou repulsa pelos ensinamentos eclesiásticos, e dedicou-se afincadamente aos estudos do oculto. A sua devoção pela magia negra e os poderes que os seus segredos podiam desvendar acabaram por agradar ao demonio, que se fez aparecer na forma de um spaniel negro, e o recrutou para os caminhos da bruxaria. O demónio prometeu revelar-lhe os mais obscuros segredos da magia negra, se em troca o frade franciscano rejeitasse a fé na Igreja, repudiasse Deus, á Virgem e os santos, e profanasse os seus votos celebrando pacto com o Diabo, coisa de Larue fez empenhadamente, assim entregando-se á devoção a Satanás. Por volta dos anos de 1570, Abel de Larue era um bruxo de renome, procurado pelos seus fortes trabalhos de magia negra. Os seus bruxedos faziam desaparecer fosse quem fosse que atingisse, e tais eram os espantosos prodígios que conseguiam alcançar, que lhe chamavam «o esmagador».

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