Magia negra e o demonio Beelzebub

Magia negra e o demónio Beelzebub

Beelzebub é uma divindade tão ancestral e venerada á tantos milénios no tempo, que já nas cerca de 150 placas de Ras-Ibn-Hani encontradas em 1929 – tábuas escritas, encontradas nas ruinas da ancestral cidade de Ugarit – , foram encontrados encantamentos invocatórios de Beelzebub, com a finalidade de afastar doenças.

Por isso mesmo, não é de admirar que na Bíblia ( II Reis 1),seja mencionado quando o rei hebraico Acazias – ou Ahaziah – caiu de uma janela na Samária, sofrendo um grave ferimento, ele enviou um mensageiro á cidade filisteia de Accaron para se consultar com Beelzebub, a fim de saber o monarca se recuperaria. Embora consultar-se ou pedir auxilio ao Deus Beelzebub em assuntos de doenças fosse pratica comum na altura, porem o Deus Yahweh desagradou-se, e enviou um anjo do Senhor ao profeta Elias, informando-o que por causa das suas acçoes, o rei não recuperaria.

Venerado em Ekron, uma das cinco maiores cidades dos Filisteus, Baal Zebub era visto uma das mais importantes divindades oraculares daqueles tempos. O seu nome provem de BAAL – que significa SENHOR – , e Zebub, que significa DAS MOSCAS. A Septuaginta grega – a versão grega da Bíblia Hebraica traduzida por 72 sábios Rabinos ao longo de 72 dias – ,  concede-lhe o nome de «Baal, a Mosca». Porem, uma segunda tradução grega do mesmo livro feita no seculo II por Eusebio Symmachu, sugerem um significado diferente. Nessa versão, Beelzebub é na verdade Beelzeboul, sendo que o nome provém do titulo «príncipe Baal», ou «Príncipe,  Senhor do Submundo». Tais versões constam também de textos mais tarde descobertos em Ugarit. No Antigo testamento, a expressão Zebub é usada para significar «residência» ou «palácio», implicando que Baal Zebub seria o senhor de uma grande residência, de um grande palácio ou de um grande reino, que era o reino dos mortos, ou o reino do Além-túmulo. Nos mesmos textos encontrados em Ugarit, podem ver encantamentos invocatórios de BaalZebub, com a finalidade de fazer dissipa, dispersar e afastar doenças. Isso de facto confirma o texto Bíblico no qual o rei recorre de ajuda a Beelzebub depois de ter sofrido um ferimento, e confirma que Beelzebub era uma poderosa divindade a quem se recorria para vários assuntos, incluindo doenças.

A palavra, expressão ou título Baal era muito comum naquela época, e havia inúmeros Baal por todas as religiões e localidades. BAAL na verdade significa SENHOR, e foi esse o motivo pelo qual os hebreus passaram a chamar o seu Deus Javé de SENHOR, e ainda hoje os cristãos usam o mesmo termo. O velho testamento usa a expressão noventa vezes, mas o termo é muito mais antigo que a própria Bíblia, e já antes do terceiro milénio antes de Cristo o termo era usado na mesopotâmia. Na religião Ugarítica, Baal era um filho do deus EL. Assim sendo, a dado momento da historia, também os hebreus prestaram culto a Baal, conforme se pode confirmar no Antigo Testamento, em referencias tais como «um altar de Baal no templo de Baal» ( 1 Reis 16:32), e «a casa de Baal e os sacerdotes de Baal», ( 2 Reis 11:19). Assim sucedeu, até que os aderentes ao culto do Deus Javé, suprimiram o culto ao Deus Baal. Conforme Baal significa Senhor, já Baalat significava Senhora. O culto a Baal e Baalat era celebrado em lugares altos, ou nos telhados de edifícios, ou junto de árvores frondosas, ou junto de estelas erigidas aos deuses, assim como em templos. O altar edificado a Baal ou Baalat normalmente consistia de uma imagem da divindade, ou de uma pedra sagrada em forma cónica, chamada baetylion.  O baetylion é uma pedra em forma de cunha ou cone alongado, e reverenciada como um símbolo divino. A adoração que recebiam consistia em ungi-los com vinho, ou sangue, ou de preferência um óleo sagrado. Foram encontrados vários baetylion entre os hebreus, fenícios, gregos e romanos. Baal e Baalat também era venerados em terrenos santos ou locais sagrados onde eram erigidas estelas, ou pilares sagrados, em torno dos quais se prestava culto á divindade. Muitas das vezes, era locais que se consideravam agradáveis ao Deus, ou no qual o Deus tinha feito uma aparição.  Fosse nos altares, ou nos templos, ou nos pilares sagrados, ou nos locais altos, queimava-se incenso ao Deus, ofereciam-se libações de bebidas, assim como oferendavam-se animais. Os sacerdotes dançavam em torno do altar até entrarem num estado de transe, de tal forma que estando nesse estado de êxtase chegavam-se a cortar, derramando o seu próprio sangue, que era oferendado ao Deus como sacrifício, que a mesma técnica oculta que as bruxas usam ao derramar gotas do seu sangue num trabalho de magia negra. A congregação beijava as imagens de Baal, e celebravam-se festins lascivos, exactamente da mesma forma como as bruxas o fazem nos seus Sabbats Negros.

Tal como Baal de Zebub, também outros Baal forma venerados nesses tempos, como Baal de Phegor, sendo Phegor uma montanha existente perto do mar morto, no território dos Moabitas. Mais tarde, este Deus veio a ser conhecido pelo demónio Beelphegor, ou Belphegor. Os israelitas também veneraram este deus antes da sua abolição pelos crentes de Javé, e a sua veneração implicava a nudez, assim como praticas familiares imorais. Belpehgor consta dos grimórios de magia negra medievais, assim como pode ser encontrado na «Chave de Salomão», sob o titulo de «Tingaririm», o chefe das disputas, ou chefe daqueles que disputam. Já Baal de Berith era o Deus Canaanita da fertilidade, que também foi venerado pelos israelitas ( Juizes 9:33) , que era conhecido pelo «Senhor da Aliança». Foi deste culto que os hebreus conservaram noção de uma «Aliança» divina com um Deus, é trata-se da mesma noção de Pacto que as bruxas professam.

Baal, é o demónio que faz a sua aparição no filme «O Rito», baseado num caso verídico de possessão demoníaca, caso esse comprovado, documentado  e vivido por um velho padre exorcista, assim como um outro jovem padre estudante no Vaticano.

Os antigos e ocultos grimórios de magia negra, apontam este demónio como sendo o adequado para se dirigirem os mais fortes trabalhos de magia negra . Sabendo as ancestrais e secretas formulas ocultas para invocar a Beelzebu, as bruxas e bruxos tem deste sempre celebrado os mais fortes trabalhos de magia negra.

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