Trabalhos de amarração

Trabalhos de amarração

O influente grimório «Compendium Maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre e demonologista Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570),faz nota de como o teólogo ermita Gotschalcus Agostinianos (1411-1481), autor do Preceptor, publicado em Colónia em 1841, e Preceptorium em 1489, relata nos seus escritos como quando se quer causar seja o divorcio ou seja o casamento entre homem e mulher, as bruxas usam de trabalhos de magia negra nos quais fazem sacrifícios ao demónio, e assim conseguem causar os efeitos amorosos que desejam, seja num homem, ou numa mulher.

No capitulo V do Livro II do célebre grimório Demonology (1597) do Rei James I de Inglaterra ( 1566 –1625), dá-se nota de como as bruxas usavam de pós e pomadas que a medicina não consegue compreender, mas que estão repletos de chamamento aos demónios. È desta forma que o Demonology do Rei James I de Inglaterra descreve alguns dos métodos usados nas bruxarias e amarrações de magia negra, e comprova a existência desses fenómenos.

Nicolas Remy( 1530 – 1612), foi um demonologista Francês que presenciou pessoalmente vários casos verídicos de bruxas, bruxaria e trabalhos de magia negra.  Com as conclusões que retirou das suas experiências e observações, Nicolas Remy escreveu a obra «Demonolatreiae», publicado em 1595. Nicolas Remy faz nota na sua obra sobre uma famosa bruxa de nome Marguereta de Vergaville, que por volta dos anos de 1587 usava de pós e unguentos mágicos que o seu espírito demoníaco familiar lhe ensinava a fazer, para conseguir contaminar fosse quem fosse que a bruxa quisesse embruxar com os seus trabalhos de magia negra, inclusive com fortes trabalhos de amarração.

Por volta dos anos de 1590 existiu na Escócia um famoso bruxo de nome John Fian, que habitava em Lothian. Certa noite quando estava deitado na cama, o Diabo apareceu-lhe vestido de branco e com ares angelicais, de forma a tornar-se apresentável a John. Porem, em breve acabaria por revelar a sua verdadeira natureza, e fascinar o homem com os feitos que as sabedorias de maia negra podiam providenciar. Desse modo, John fez pacto com o Diabo, e prometeu a sua lealdade e veneração á majestade Satânica, tendo naquele momento recebido a sua marca de bruxo, que lhe foi cravada de forma ocultada por debaixo da língua.  Depois disso, o bruxo Fian voltou a encontrar-se com o Diabo na Igreja de North Berwick. Ali foram iluminadas grandes velas pretas. Uma imagem de Satanás foi colocada no altar, representando o Diabo na imagem de um homem com cabeça de bode ostentando cornos, pés com cascos fendidos, e um grande falo erecto. O demónio incorporou num homem através de possessão demoníaca, e heréticamente leu o Livro das Blasfémias a partir do púlpito da igreja, profanando assim aquele local sagrado. O bruxo foi naquele momento baptizado, havendo o seu nome cristão sido riscado do Livro Branco de Deus, e um novo nome sido inscrito no livro Negro do Diabo. Foi-lhe atribuído o nome de «Rob», que seria o nome com o qual, dai em diante o bruxo apresentar-se-ia ao Diabo, e com esse nome poderia invocar demónios para os seus bruxedos, que eles seriam compelidos a comparecer sempre. Desse dia em diante, o bruxo Fian vasculhava nocturnamente as sepulturas dos mortos, desmembrando os corpos dos defuntos falecidos sem terem conhecido os sacramentos do baptismo, e assim usando desses meios para realizar fortes bruxedos. Os seus trabalhos de magia negra eram sempre celebrados á luz de grandes velas negras, e os restos dos defuntos que não tinham sido baptizados eram um chamariz irresistível a almas penadas e condenadas que o bruxo invocava através de antigas formulas em Latim. Certa vez o bruxo enviou um espírito maligno atormentar um homem por vinte semanas, findas as quais o homem estava quase enlouquecido, e corria pelas ruas perseguido por um gato, o qual lhe transmitia o contagio da maldição sempre sem parar. Os tormentos homem só cessaram quando ele aceitou fazer aquilo que o bruxo lhe tinha decretado. Um dos seus mais famosos bruxedos foi um trabalho de amarração lançado a uma jovem donzela que se recusa a aceitar os avanços de um certo cavalheiro mais velho. O bruxo usou de uma madeixa de cabelos da jovem, na qual ungiu uma pomada de magia negra, entoando um encantamento oculto. Qual não foi o espanto do cavalheiro, quando algum tempo depois a jovem e bela donzela o seguia para todo o lado com um frenesi de devasso desejo carnal e insaciável luxuria. Para grande regozijo e satisfação do cavalheiro, o casamento logo se consumou, e este trabalho de amarração tornou-se famoso.

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