Trabalhos de amarração

Trabalhos de amarração

No capitulo VI do Livro II do célebre grimório Demonology (1597) do Rei James I de Inglaterra ( 1566 –1625), dá-se nota de que os demónios uma vez invocados, podem manifestar-se em varias formas: um cão, um gato, uma aranha, uma serpente, uma mosca, um verme, etc. Porem, podem manifestar-se também numa espécie de brisa de vento. Ao faze-lo, podem fazer-se igualmente sentir numa alteração de temperatura que causa um arrepio. Podem igualmente manifestar-se numa voz, ou em sons. A partir desse momento, os demónios podem começar a causar os efeitos para que foram chamados, seja causar ou curar uma enfermidade, infiltrarem-se nas questões domesticas de um lar ou de um casal, e por aí em diante. E era usando destas invocações, que as bruxas sempre celebraram os mais poderosos, contagiosos e infalíveis trabalhos de amarração.

O famoso «Compendium Maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre e demonologista Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570), dá nota de como Jacques de Villamont ( 1560 – 1625), no seu livro Voyages de 1595, menciona como a famosa bruxa de Veneza, costumava comprar as almas dos condenados á morte, oferecendo-lhes dez moedas de Ouro pelas suas almas. A bruxa certificava-se sempre que se tratava de condenados que nunca haviam conhecido o sacramento nem a água do baptismo, e o contrato era escrito a sangue do condenado, através do qual este comprometia-se em vender o seu corpo e a sua alma á magia negra. Claro que por cada dez moedas de ouro que a bruxa de Veneza pagava, já antes tinha recebido um saco cheio de cem moedas de Ouro, que era a soma solicitada por um bruxedo tão poderoso, que envolvesse esta temível técnica de magia negra. Assim que faleciam, a bruxa cumpria o contrato, resgatando para sí o corpo do condenado, e com ele a alma ainda ali aprisionada naquele invólucro de carne e osso. Depois, num rito de magia negra extraia a alma do condenado, transformando-a num demónio. O corpo era depois dividido em partes, umas conservadas para serem futuramente usadas em rituais de magia negra, e outras partes eram queimadas e reduzidas ou a pó magico, ou a gordura que era usada em unguentos e pomadas magicas. Com as partes que se destinavam a serem usadas em ritos de magia negra, e bruxa invocava não apenas o espírito demoníaco que tinha vindo daquele defunto, como outros demónios que o acompanhassem nas missões que lhes eram entregues. E tais demónios infestariam a vítima da bruxaria, apenas lhe dando descanso quando a finalidade do bruxedo estivesse alcançada. E por estes negros meios, muitos dos mais poderosos trabalhos de amarração foram executados. E destes trabalhos de amarração, não havia escapatória alguma. A criatura embruxada só se livrava das assombrações quando cedesse, e fosse rastejar aos pés de quem tinha encomendado a amarração. E por isso, a pessoa não tinha alternativa senão ceder. E cedia sempre.

Muitos dos feitiços de magia negra, actuam durante o sono da pessoa embruxada. Nicolas Remy( 1530 – 1612), foi um demonologista Francês que presenciou pessoalmente vários casos verídicos de bruxas, bruxaria e trabalhos de magia negra.  Com as conclusões que retirou das suas experiências e observações, Nicolas Remy escreveu a obra «Demonolatreiae», publicado em 1595. Nicolas Remy faz nota no capitulo XII do seu famoso grimório, de como é pratica comum entre as bruxas infestar a sua vitima durante o sono por forma a que nela seja feito tudo aquilo que elas desejam, porem sem que a vitima tenha a menor recordação daquilo que lhe foi feito nem dito durante o sono. Assim, a vítima acorda como se nada fosse, e porem a bruxaria já foi feita dentro dela, e ela nada sabe. Muitas bruxas usavam deste tipo de bruxedo até para irem frequentar os Sabbat satânicos ou irem realizar trabalhos de magia negra durante a noite, sem que os seus maridos dessem conta de nada. Porem, também usavam da mesma técnica de magia negra nos seus mais fortes trabalhos de amarração, desse modo acossando e torturando a criatura amarrada até que ela cedesse, e fosse entregar-as ás mãos de quem tinha encomendado a amarração. E por isso, a criatura embruxada não tinha alternativa senão ceder. E acabava sempre por ceder. Sempre.

A bruxa Bertrand Barbier era famosa por usar uma pomada ou um unguento de magia negra feita com uma fórmula que lhe foi segredada pelo Diabo. Colocava um pouco dessa pomada no travesseiro do marido, e este caia num sono tão profundo e hipnótico, que ela lhe segredava ao ouvido aquilo que queria que o marido se lembrasse no dia seguinte, e depois partia para ir secretamente realizar os seus trabalhos de magia negra nocturnos. Graças a esse bruxedo, passaram-se décadas e o marido nunca descobriu nada sobre as saídas nocturnas da bruxa. A mesma pomada podia ser esfregada num boneco previamente baptizado pelo ímpio poder de Satanás, com o nome de uma certa vitima, que depois era como se a pomada estivesse a ser esfregada na própria vitima. E murmurando ao ouvido do boneco, era como se a bruxa Barbier estivesse a falar ao ouvido da vítima enquanto ela dormia. A vítima não se lembraria de nada na manhã seguinte, e porem a sua alma tinha estado toda a noite a ser assombrada pelas palavras murmuradas da bruxa. Através deste bruxedo, a vitima acabava sempre por ir fazer aquilo que a bruxa decretava, mesmo sem a própria pessoa saber o motivo das suas próprias acções. O mistério desta bruxaria é tão grande, que foi segredado pelo demónio á bruxa, e poucos dele tem conhecimento. Era com esta técnica de magia negra que a bruxa realizou dos mais espantosos e lendários trabalhos de amarração.

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