Magia negra, e o Grimórios Satânicos

Magia negra, e os Grimórios satânicos

Há quase tantas definições de magia por quantos os magos que existam, porem uma delas parece ser comummente aceite, e que é: «magia é a ciência e a arte de causar mudanças e eventos em conformidade com um desejo.»

No caso da magia negra, tais mudanças e eventos são alcançados através do recurso a invocações de espíritos de trevas, assombrações, aparições e demónios. ( Para saber mais, leia: Magia negra, o que é a magia negra)

Os livros de magia negra onde se encontram contidos e registados os saberes ocultos que permitem celebrar trabalhos de magia negra, chamam-se Grimórios.

Pois na verdade, os mais fortes trabalhos de magia negra, assim como as mais fortes amarrações de magia negra, são feitas com recurso aos ensinamentos dos mais fortes e ancestrais Grimórios.

Um grimório é por definição um livro feitiços, encanamentos e bruxedos, contendo conhecimentos ocultos e formulas esotéricas para se executarem invocações de demónios, espíritos e assombrações, assim como os métodos para as controlar por forma a se produzirem os efeitos mágicos desejados. Nos grimórios também constam orientações quanto a procedimentos de rituais mágicos, até mesmo a nível das roupagens que se devem trajar no decorrer de uma celebração. Na antiguidade, chamavam-se-lhes os «livros negros». Alguns dos mais famosos grimórios eram atribuídos ao rei Salomão, havendo alguns deles sido redigidos em Constantinopla, antes da sua captura pelos Turcos. Os mais antigos encontram-se sempre escritos á mão, e uma cópia de um dos mais famosos grimórios – a Chave de Salomão – encontra-se preservada no museu Britânico. O Papa Honório III ( 1150 – 1227), possuiu um grimório de magia negra. Uma cópia desse grimório foi mais tarde feita em versão impressa no ano de 1629, e depois traduzida para várias línguas. Os mais célebres Grimórios pertencem ao rei Salomão, a Albertus Magnus (1200-1280), assim como a alguns Papas e bruxos lendários. Entre os mais notáveis, encontram-se: o Liber Spirituum, ou «O Livro do Oficio dos Espíritos», um grimório demonológico a que Johannes Trithemius ( 1462 – 1516), faz menção nos seus escritos; o manual hebraico chamado Shemamphoras; o Oupnekhat, um manual escrito em sânscrito e traduzido para Persa em 1802; o Grimoirium Verum, de Alibeck o Egípcio (1517); o Le Grimoire du Pape Honorius atribuído ao Papa Honorio III; o Tonalamalt, um antigo manual Mexicano; o Y-Kim, uma obscura obra do seculo IV; o Hell’s Coercion, atribuído a Johannes Faustus; o The Great and Powerful Sea Ghost de Faustus; o Lemegeton, ou A Chave Menor de Salomão, onde se descreve a hierarquia demoníaca; A Chave de Salomão, cuja a autoria é atribuída ao rei Salomão; O Testamento de Salomão, um relato do século X sobre a construção do templo de Salomão com a ajuda de demónios; o Liber Pentaculorum, que provavelmente é o mesmo que o tratado De Necromantia ad Filium Roboam que o padre Gretser, um Jesuíta Alemão encontrou na biblioteca do Duque da Baviera ; o Ars Almadel, um manual com instruções para contactar espíritos através de uma edificação; O Livro de Raziel, supostamente derivado do The Book of Signs , um livro magico atribuído a Adão.

Os verdadeiros e ancestrais grimórios encontram-se normalmente escritos á mão. Estão elaborados dessa forma, pois foram escritos antes da invenção da imprensa por  Johannes Gutenberg ,(1400-1468), e porem outros continuaram mesmo assim a ser escritos manualmente, a fim de manter tais livros no maior dos secretismos, evitando assim a perseguição da igreja. Mas há ainda outra explicação: é que muitas das vezes a forma como um grimório era elaborado, ocorria conforme certos processos místicos, que faziam do livro não apenas um livro sobre magia, mas sim artefacto magico em sí mesmo. Alguns grimórios foram escritos em pele de bodes negros, outros com tinta que continha sangue, etc. Há vários artefactos históricos produzidos com saberes ocultos, e que por isso ganhavam propriedades sinistras e sobrenaturais, como o celebre violino de 1691,  cujo o revestimento foi pintado com uma formula de verniz que continha algumas gotas de sangue de uma jovem mulher falecida num parto, e que tornou o violino num instrumento capaz de transmitir sensações e e uma sedução quase hipnótica a quem o escutava em deleite, ao passo que amaldiçoando o seu proprietário a um pacto infernal. Ou seja: neste caso destes Grimorios produzidos de uma certa forma diabólica, o próprio livro assumia características místicas e espirituais, tornando-se portador de certas forças e entidades espirituais,e  por vezes até de maldiçoes de magia negra.  O médico bávaro Joahannes Hartlieb ( 1400-1468), foi um daqueles que se dedicou a pesquisar sobre as artes proibidas da magia negra, e catalogou uma serie de grimórios. Porem, sendo o seu próprio livro – o catalogo sobre grimórios -, uma porta aberta ao conhecimento desses grimórios – normalmente mantidos ocultos e em segredo – , o dr Hartlieb debateu-se com o perigo que a sua própria obra representava, caso caísse nas mãos erradas. O dr Hartlieb deu assim valiosas referencias sobre alguns dos mais míticos e famosos Grimórios de magia negra, sendo eles:

Sigillum Salomonis,

Clavicula Salomonis,

Hierarchia,

Shemhamphoras,

Algumas destas obras eram atribuídas ao rei Salomão, o famoso  monarca hebraico que terá reinado entre 970 a 928 aC. Sobre a verdade da vida e obra deste lendário rei, atestou o historiador Flavius Josephus, que no primeiro século depois de Cristo, aludiu sobre a magia salomónica, dando testemunho dos seus poderes. Foi então que se soube que foi através de magia negra e trabalhos de magia negra – invocando, controlando e comandando demónios – , que o rei Salomão conseguiu a histórica tarefa de erguer o majestoso Templo de Jerusalém.

Outro famoso Grimório conhecido de todos os eruditos de magia negra, é o Picatrix. Nos finais do sec XIV, um historiador árabe chamado Ibn Khaldun falou sobre o livro, avisando sobre os temíveis ensinamentos diabólicos ali contidos, e dizendo mesmo que o livro era digno apenas de padres do diabo. Sobre este grimório, assim escreveu o historiador:

« aquelas são ciências que mostram como almas humanas se podem preparar para exercer influencias e mudanças neste mundo dos elementos, com ou sem a ajuda de seres ou elementos celestiais. Há duas formas de o fazer, a primeira é a bruxaria, e a segunda a arte dos talismãs. Estas ciências foram proibidas e banidas por muitas religiões, porque (…) requerem que os seus praticantes se relacionem com seres espirituais, que não Deus [ como demónios, espíritos de trevas, assombrações, aparições, almas de mortos…].».»

O livro foi originalmente escrito em arábico entre 1047 e 1051, algures em Espanha. O rei Afonso X de Castilha, encomendou uma tradução para espanhol em 1256. Hoje em dia, calcula-se que ainda existam dezassete copias que tenham sobrevivido á voracidade dos saques, destruição e devastação da santa Inquisição. A influencia deste livro pode ser observada na própria obra do celebre ocultista Agrippa von Nettesheim, um contemporâneo de Faustus, o celebre doutor que fez o lendário pacto com o demónio.

Outro famoso grimório veio a conhecer-se durante o julgamento de Jubertus da Bavária. Era um julgamento de caça ás bruxas, neste caso um bruxo.  Jubertos era acusado da pratica de magia negra, e na verdade ele foi assistente de um bruxo chamado Johannes Cunalis, que era um padre. Porem, o padre Cunalis tinha-se secretamente convertido á magia negra, assim tornando-se um padre satânico.  Jubertos serviu a auxiliou ao padre Cunalis nas suas artes de magia negra, a quem viu estar na posse de um livro de necromancia, através do qual o padre invocava espíritos de mortos e demónios. O ajudante testemunhou assim que o padre Cunalis usou desse livro para fazer pacto com demónios, e por diversas vezes usou dos seus poderes infernais para realizar espantosos feitos. Muitas das suas bruxarias eram famosas e vendidas a preço de ouro, inclusive as magia de amor, ou as AMARRAÇÕES. Foi dito pelo ajudante, que o livro era de tal forma poderoso, que o simples acto de o abrir podia lançar demónios a este mundo, e ser uma fonte de infestações e possessões demoníacas para curiosos que o fossem tocar. Por isso, assim se soube que o temível grimório apenas era manejado pelo próprio padre satânico, e após a sua morte este desapareceu misteriosamente, dizendo a lenda que ao longo dos séculos tem vindo a ser vendido e revendido por fabulosas fortunas, nos círculos dos amantes e conhecedores do oculto.

Outro grimório famoso foi o Enchiridion de Papa Leão III.

O Códex Latinus Monacensis, é um outro  manuscrito que foi descoberto, e encontra-se na biblioteca da Baviera. Escrito em alemão, porem com formulas magicas em italiano. O livro continha o resumo de uma versão do liber consecraciounum , uma lista de espíritos, fórmulas para os invocar, um manual para magia astral, listagem dos dias adequados para a feitura de símbolos mágicos.

O Manual de Munique, atribuído por alguns a Roger Bancon – famoso padre e filosofo Inglês – ( 1214 – 1292), descreve formas de invocação de demónios, deixa avisos sobre as formas pelas quais os espíritos tentarão perturbar o conjurador, assim como dá indicações sobre os métodos para lidar correctamente com uma conjuração.

Houveram também outros poderosos Grimórios de magia negra inspirados em saberes hebraicos e arábicos na Idade media, como o Lemegeton e Liber Officiorum, onde se catalogam os vários reis, duques, marqueses e condes dos infernos.

Grimórios como estes, foram e ainda são usados na feitura dos mais fortes trabalhos de magia negra.

A verdade é que os grimórios de magia negra e os seus trabalhos de magia negra não são meras superstições nem crendices, pois o facto é que são tão temidos hoje, como o foram no passado. Ainda em pleno século XX, – 1959 – um editor alemão foi condenado em tribunal por publicar um Grimório. Ora, ninguém condena outrem em tribunal por uma fantasia, ou algo que não existe, nem causa efeitos concretos. Ninguém condenaria alguém por conduzir um carro embriagado, se na verdade os carros não existissem , e se dirigi-los embriagado não pudesse resultar em graves danos. Logo: hipocrisias á parte, a magia negra e os seus efeitos são bem concretos,  assim como tem sido provados, comprovados e testemunhados desde já séculos.

Pois bem:

Nas amarrações – que são bruxarias de magia negra, e trabalhos de magia negra – são estes ancestrais e ocultos saberes que são usados, assim invocando-se a espíritos de trevas, assombrações e aparições, por forma a que as entidades invocadas cerquem e infestem a criatura que se deseja embruxar, a fim que ela  ceda á amarração, ou teimando em não ceder então fique amaldiçoada de bruxaria negra, e assim seja até – demore aquilo que demorar – ela ceda, ou acabe em desgraça. Leia mais em: PERGUNTAS FREQUENTES SOBRE AMARRAÇÕES , AMARRAÇÕES DE MAGIA NEGRA e AMARRAÇÕES COM MISSAS NEGRAS

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