Sabbat Satânico, sabbat negro, o sabbat da bruxas

Sabbat Satânico ou o sabbat negro – o sabbath das bruxas

O sabbath

tudo sobre o sabbat das bruxas, o sabbat satânico

Afonso se Spina ( 1491) era um frei franciscano, que chegou a ser o confessor do rei João de Castilha. Spina escreveu a obra Fortalicium Fedei – 1459 – , e era um autor conhecedor dos segredos da bruxaria, tendo testemunhado pessoalmente vários casos de bruxarias, e obtido relatos de bruxas sobre as suas praticas ocultas. Ele descreveu como nas suas reuniões satânicas, as bruxas veneravam um veado ou um bode negro no qual o espírito de Satanás tinha incorporado, assim como a forma obscena as bruxas como lhe prestavam reverencia, e até os actos de concupiscência que o demónio tinha com as bruxas. A essas reuniões de bruxas, chama-se o Sabbath das bruxas.

Já no caso das célebres bruxas de Abardeen, ocorridos por volta de 1596 na Escócia, há relatos históricos sobre tais reuniões de bruxas ; As bruxas de Abardeen reuniam-se em grupos de 13 membros. Diz-se que o demónio presidia a essas reuniões satânicas, onde alí incorporava ou num veado, ou num javali, ou num bode negro, ou num cão preto. O demónio fazia-se acompanhar de uma rainha dos infernos, e também ela incorporava num animal. Dizia-se que os bruxos e bruxas deviam beijar os demónios nas suas nádegas em sinal de obediência e submissão, assim como haviam relatos que afirmavam que os demónios possuíam carnalmente as bruxas em pecaminosa luxuria. Na sequência destes eventos sucedidos na Escócia, James I publicou a sua obra Daemonolgie, versando sobre a existência de bruxas e os seus pactos demoníacos.  Muitos foram os Grimórios de magia negra que fazem referencias a estas reuniões de bruxas, a que se chamam os Sabbath Negros, ou Sabatth Satânicos.

Madelaine Bavent ( 1607-1647), era uma freira do convento franciscano de Louviers. e tambem ela participou em Sabbats negros, assim como Missas Negras.O caso da freira Madelaine tornou-se famoso em 1647, altura em que Luis XIV reinava em França, havendo este caso chegado ao conhecimento do rei. A freira Madelaine foi admitida no convento sob supervisão do padre Pierre David, sendo que após a sua morte passou a estar sob supervisão do padre Mathurin Picard. O padre Picard era um padre franciscano que havia sucumbido ao chamamento dos demónios, havendo celebrado pacto com o Diabo, e sendo um praticante de fortes trabalhos de magia negra. O padre Picard era um padre satânico, e acabou por aliciar a freira Madelaine a entrar pelos mesmos caminhos da magia negra. A freira Madelaine foi iniciada nos ímpios sacramentos satânicos, devassando e profanando os seus sagrados votos de consagração á Igreja. A freira Madelaine tornou-se uma freira satânica, passando assim a ser um acólito da celebração missas negras conduzidas pelo padre Picard. Para alem das missas, negras, a freira Madelaine era levada a frequentar duas vezes por semana a celebração de Sabbats negros, junto com o padre Picard e o capelão do convento, o padre Thomas Boullé. Durante esses Sabbats, a freira chegou a ser possuída carnalmente pelo Diabo incorporado em homem. Assim ficou historicamente documentada a celebração dos lendários Sabbats negros, alguns deles oficiados até mesmo nos conventos e mosteiros da Igreja.

O juiz e caçador de bruxas Pierre de la Lancre, ( 1553 – 1631), que esteve ao serviço do rei Henrique IV, deixou relatos documentados nos quais uma bruxa do sul de França, em 1609, lhe revelou informações verídicas sobre os celebres Sabbats das bruxas. Pode-se ler nesses relatos documentados, que durante alguns sabbats satânicos o Diabo fazia-se aparecer, incorporando num bode, num touro, num homem negro, ou num cão preto. A bruxa revelou que quando se tocava no diabo ele era gelidamente frio, e que as bruxas se lhe submetiam beijando as suas nádegas, assim como os seus cascos e as suas pegadas no chão. Muitas bruxas queixavam-se que a copula com o demónio era dolorosa, e o seu membro era frio. Depois, nestas mesmas reuniões os bruxos ajoelhavam-se e veneravam submissamente as bruxas, beijando-as nos pés, nos joelhos, no ventre, nos seios e nos lábios, seguindo-se a isso festins de lascívia onde os demónios possuíam as bruxas diante dos bruxos, em acto de deliberado adultério que conspurcava o santo matrimonio de Deus. Aliás, ao aliciarem mulheres para se converterem em bruxas e devotas de Satanás, os demónios tendiam a ter uma preferência para aliciarem mulheres casadas e mães de filhas fêmeas, pois dessa forma não apenas desviavam e corrompiam almas para fora do caminho de Deus, como depois se banqueteavam nos incontáveis pecados do adultério, e até noutros mais inconfessáveis entre mães e filhas.

Nicolas Remy, ( 1530-1616), na sua obra Demonolatreiae ( 1595), descreve que nos Sabbats, Satanás determinou que as bruxas deveriam «conspurcar-se aos santos domingos de Eucaristia entregando-se a demónios incubus e sucubus, contaminar-se com o pecado da sodomia ás quintas-feiras, e ao sábado cometerem a herética prostituição com a abominação da bestialidade»

Louise Madelaine era uma freira a quem demónios visitaram, e conseguiram seduzir, possuindo-a e levando a celebrar pacto demoníaco, assim tornando-se uma freira satânica. Por volta de 1611, a freira satânica quando questionada por Sebastião Michaelis, grão Inquisidor de Avignon, confessou sem hesitações que durante a celebração de vários sabbats satânicos, tinha mantido actos de luxuria pecaminosa com demónios incorporados tanto em corpos masculinos, como em corpos femininos, e que nesses momentos heréticos havia jurado fidelidade a Satanás.

Em 1669 sucedeu o celebre caso das bruxas de Mora, que assumiu tais proporções que levou á intromissão do rei Carlos XI da Suécia, e o caso tambem envolvia a celebração de Sabbats negros. Na região da Dalecarlia – Suécia – , começaram a suceder estranhos fenómenos e eventos que começaram a causar estranheza e temor na população. Começaram ali a surgir aparições fantasmagóricas, mortes inexplicáveis, possessões demoniacas, e os sinistros eventos causaram uma onde de receio pelas povoações. Suspeitou-se da actividade de bruxas, o que veio a confirmar-se. Houve relatos documentados sobre a existência de 23 bruxas envolvidas em actividades do oculto. O grupo das 23 bruxas constituía uma colmeia de bruxas satânicas que se havia fundado na zona. Mesmo quando questionadas separada e individualmente, as bruxas contavam os mesmos factos. As bruxas de Mora confessavam que tinham reuniões ocultas – sabats satânicos – onde se fazia a invocação de demónios. Homens havia sido seduzidos e levados a participar nessas reuniões fosse por influencia de bruxas, ou de demónios sucubus, e ao participar nessas reuniões, eles acabavam irremediavelmente possessos pelos demónios invocados, tornando-se também eles bruxos.  As reuniões ocorriam numa grande casa existente num prado ermo chamado Blocula, mas também houveram sabats negros celebrados em encruzilhadas. Nessas reuniões os participantes renunciavam á Igreja, eram baptizados pelo demónio, e depois seguiam participando em festins lascivos onde se praticavam actos de promiscuidade, assim como se planeava a feitura de trabalhos de magia negra e bruxarias. Nestas reuniões satânicas, o demónio invocado faziam-se incorporar num homem de barba ruiva, um senhor que aparecia trajando um longo casado negro. As reuniões eram frequentadas tanto por bruxas já maduras, como por jovens donzelas que se submetiam ao baptismo pelo Diabo, e depois se entregavam a ritos orgiásticos com os demónios. Como resultado, varias bruxas engravidaram, e deram á luz crianças que eram descendência de demónios. Algumas dessas mulheres foram mais tarde vistas a dar á luz bebes que eram imediatamente baptizados com sangue de serpentes ou sapos, confirmando assim a sua progenitura demoníaca. Este grupo ou colmeia de bruxas teve tamanho poder na Suécia do sec XVII, que até o próprio rei temendo a sua proliferação e temíveis actos de magia negra, teve de intervir.  Assim se confirmavam mais uma vez a existencia comprovada destes Sabbats das bruxas, e das fortes magias negras nele praticadas.

Joseph-Antoine Boullan ( 1824-93) foi um celebre bruxo francês que nos finais do século XIX, liderou a Igreja do Carmelo em Lyons, França. A Igreja do Carmelo foi condenada pelo Papa em 1848, e nela praticaram-se cultos satânicos, assim como Sabbats satanicos e Missas Negras. Joseph-Antoine Boullan era um padre, que havendo-se enamorado de uma jovem freira de nome Adéle Chevalier, acabou por profanar os seus votos sacerdotais, entregando-se á luxuria com a freira, invocando ao demónio, e celebrando pacto com o diabo. Boullan tornar-se-ia um padre satânico, e a jovem freira seguiu-o, tornando-se também uma freira satânica. Mais tarde, uma bruxa de nome Julie Thibault haveria de juntar-se ao padre, tornando-se sua amante, e com ele realizando célebres Sabbats satanicos em torno de um altar de Igreja. Os trabalhos de magia negra do padre satânico tornaram-se famosos, e abundantemente requisitados, havendo os seus sucessos sido registados e documentados na obra do escritor Joris-Karl Huysmans, em 1891.

Foi por volta dos anos de 1669 que se soube sobre os famosos Sabbats Satanicos de Blocula, ocorridos na Suécia. Blocula era um vasto prado com um fim a perder de vista. O local é mencionado na obra «Saddicismus Triumphatus» de 1862 de Joseph Glaville ( 1636 – 1680) . Glaville  foi um padre, e também autor de um compêndio sobre bruxas e bruxaria, o «Philosophical considerations about Witches and Witchcraft», de 1666. Consta que havia uma grande casa nesse longínquo prado, onde se celebravam sabbats satânicos aos quais o Diabo aparecia fisicamente através de possessão demoníaca , fosse incorporando num animal, ou num homem. Nesses Sabbats realizava-se um banquete, no qual se serviam várias iguarias acompanhadas de doces, cerveja e vinho, tudo providenciado pelo Diabo. Depois do banquete seguiam-se as danças, e as cópulas lascivas entre bruxas e demónios. As bruxas faziam juramento a Satanás, assim como se comprometiam a realizar a sua obra neste mundo. O fenómeno das bruxas, longe de ser um fenómeno atribuível a camponesas incultas e esfomeadas, fez-se presente até nos mais elevados círculos intelectuais. Um dos bruxos que frequentou estes Sabbat em Blocula, era um doutor de nome Anders Stjernhok, um professor universitário da Upssala University. Também um outro professor fez pacto com Diabo frequentando esse Sabbat, tendo depois – por favores concedidos pelo Diabo – sido promovido a reitor da sua escola. As bruxas que frequentavam os Sabbats de Blocula era temidas pelos seus poderosos trabalhos de magia negra. Uma dessas bruxas era Karen Snedkers, e um dos seus trabalhos de magia negra ficou famoso por volta do ano de 1670. Foi nessa data que um vereador de nome Niels Pedersen, aquando de uma viagem para Copenhaga, foi acometido de terríveis dores, e perdeu a capacidade de falar. Ninguém conseguia explicar o estado em que Pedersen ficou.  Na verdade, a bruxa Karen Snedkers tinha-lhe lançado um fortíssimo trabalho de magia negra através de uma efígie representativa do vereador. Os trabalhos de magia negra realizados nesses célebres Sabbats, eram temiveis e temidos.

As práticas ocorridas e realizadas nalguns célebres Sabbat satânicos, ficaram historicamente documentadas em textos como o«Sadducismus Triumphatus» (1681), de Joseph Granvill, um padre que realizou uma detalhada observação e investigação ao caso das bruxas de Somerset ( 1664). Os sabbats das bruxas de Somerset, eram presididos pelo Diabo, que se dava a manifestar incorporando num homem através de possessão demoníaca, e apresentando-se sempre sob o nome de Robin. Uma bruxa de nome Ann Bishop era a rainha de uma das colmeias de bruxas, e que tambem presidia aos ritos. As bruxas de Somerset realizaram sabbats satânicos nocturnos, nos quais o diabo sempre se fez manifestar, fosse apenas em espirito, ou fosse encarnado num homem. Quando algumas das bruxas por algum motivo não podia ir ao Sabbat fisicamente em carne-e-osso, então visitava-o e participava dos ritos em espírito. Nesses sabbats as bruxas participavam num farto e abundante festim cuja a refeição era proporcionada pelo Diabo. Os festins das bruxas de Somerset constavam de carnes, bolos que eram um despertar irrecusável da gula, e quantidades generosas de cerveja e vinho, tudo providenciado pelo Diabo. Há quem falasse de um bolo mágico, que era servido no final das refeições, e que proporcionava sensações indescritíveis. Depois da refeição, as bruxas dançavam. As suas danças em torno de um caldeirão ou e uma fogueira, realizavam-se sempre no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio, simbolizando isso a oposição ás convenções cristãs.  Após o banquete e as danças, as bruxas realizavam vários trabalhos de magia negra. Nesses trabalhos de magia negra, as bruxas cravavam agulhas ou espinhos em bonecos de cera. Os bonecos eram baptizados pela própria mão do Diabo, assistido que era no baptismo por duas bruxas que representavam as madrinhas de baptismo. O boneco uma vez baptizado com o nome da pessoa que se desejava embruxar, gerava uma relação espiritual com a própria vítima da bruxaria. Tudo aquilo que fosse por isso feito no boneco, acabaria por suceder na vítima, e em carne-e-osso. Um trabalhos de magia negra feito nestes Sabbats ficou famoso por volta de 1664, pois que um boneco foi baptizado com o nome de um homem chamado Dick Green, e passado pouco tempo o homem veio a falecer em circunstancias inexplicáveis, tal conforme lhe tinha sido destinado no boneco.

O Sabbath é um dia semanal de descanso ou repouso e adoração a uma divindade.

Na religião Judaico – Crista, o Sabbath corresponde ao ultimo dos dias da criação, no qual  Deus repousou.

Por assim ter sido, emana das sagradas escrituras, (e consta mesmo como um dos 10 mandamentos ditados a Moisés), que nesse dia em que Deus repousou, também o Homem deve cessar toda e qualquer actividade, para apenas se dedicar á adoração de Deus.

Muitas outras religiões possuem este conceito Sabbathiano, e praticam-no de acordo com as suas crenças teológicas.

Na bruxaria, o Sabbath é chamado o sabat negro ou sabbat satânico.

O sabat negro ou sabbat satânico é um momento de reunião e comunhão religiosa entre bruxas, e que se pratica em torno celebração de uma comunicação com os seres espirituais de onde provem o seu poder e existência.

A maior parte das crenças comuns ao o sabat negro ou sabbat satânico concordavam que o demónio se encontrava presente aquando da realização de um Sabbath, geralmente incorporado na forma de um bode negro. Esse domínio é Baphomet, um dos príncipes do inferno, e mestre que preside aos sabats negros.

Também era comum acreditar-se que vários demónios presidiam e participavam na celebração desta cerimónia infernal de bruxaria.

Igualmente defendia-se que durante os o sabat negro ou sabbat satânico, as bruxas ofereciam os seus corpos á possessão de demónios que assim incorporavam nelas para festejarem os seus mais luxuriosos e depravados vícios em carne humana, como tanto lhe é agradável.

Acreditava-se igualmente que o o sabat negro ou sabbat satânico começava ás 00h00 e prolongava-se pela madrugada fora.

Em certas tradiçoes de magia negra, sabbat negro ou sabbat satânico, é consumado em 5 grandes momentos,  ( tantos quantos os pontos da estrela de Baphomet), que se materializam em 5 rituais, que são:

I

A Procissão de Caim:

O ritual tem início com uma procissão. Nessa procissão todos os bruxos se unem em peregrinação realizada a caminho do templo onde será celebrado o Sabbath. Este momento representa o caminho que cada bruxo realiza ao longo da sua vida de servo do demónio, caminho esse que leva ao destino da sabedoria do oculto e do eterno poder da Magia Negra.

Uma das características identificativas das bruxas, ( de acordo com os manuais inquisitórios), é a «marca da bruxa». Essa marca corporal confirma que a bruxa é na verdade uma bruxa. A marca não pode ser um sinal de nascença, mas sim algo adquirido no momento em que o Diabo assume poder sobre essa pessoa, ou escolheu essa pessoa para ser seu servo e sacerdote. A «marca» é deixada pelo demónio no corpo da bruxa como forma de assinalar a obediência dessa pessoa para com o Diabo. A «Marca» é criada de diversas formas: ou pelas garras do Diabo ao passar pela carne do seu servo, ou pela língua do Diabo que tocando o individuo, lhe deixa a marca demoníaca. A «marca» pode-se manifestar em diversas formas: Uma verruga, uma cicatriz, um sinal, e especialmente um pedaço de pele totalmente insensível.

As teses ocultistas mais actuais, tendem a identificar esta «marca do Diabo» não como um sinal físico presente no corpo da bruxa, mas antes como um «sinal» marcado na alma da bruxa, ou seja: o seu «nome espiritual», o nome com que bruxa viverá depois do pacto com o Diabo, e com o qual fará as suas bruxarias. O «nome espiritual» é o nome que o demónio concede a uma bruxa quando ela outorga o seu pacto infernal, e é a «marca» que identificará para sempre essa pessoa diante do Diabo, da mesma forma que o «nome de baptismo» Cristão identifica uma pessoa diante de Deus.

Seja como for, a «marca da bruxa», é também chamada a «marca de Caim».

Tal como Caim foi rejeitado por Deus e se tornou imortal por via do caminho das trevas, (Génesis 4, 10-15), também o bruxo é marcado pelo exemplo de Caim. Assim se acredita que todo aquele que entrou em pacto com e demónio, possui esse «selo» na carne, a «marca de Caim» ( Génesis 4,15).

Pois como o destino da vida de Caim, também é o destino da vida do bruxo, e por isso a «procissão de Caim» é representativa desse percurso de vida.

A procissão representa tanto a vida do bruxo, ( o seu caminho de vida dedicado á bruxaria e á submissão aos espíritos), como a sua morte, uma vez que depois de mortos os espíritos dos bruxos não abandonam este mundo terreno e aqui permanecem vagueando eternamente, aliciando novos bruxos, alimentando-se da carnalidade, semeando a feitiçaria, apadrinhando outros seguidores do oculto. Pois a procissão também representa esse caminho no mundo terreno, que se perpetua na vida eterna.

A procissão é feita em nome de Caim, aquele que sendo filho de Eva e Lúcifer foi desprezado e assim induzido ao pecado. Por ser um filho de Lúcifer e de uma humana, Caim foi humilhado, renegado  e condenado á desolação. Sobre Caim caiu a maldição da vida eterna, uma vida eterna a vaguear pelos caminhos deste mundo. Assim como Caim é eterno, também o bruxo alcança a eternidade espiritual neste mundo pela sua aliança infernal. Caim é o padroeiro deste ritual.

II

A ceia dos 21:

Precede a procissão, a consumação de uma ceia demoníaca, ou seja: um grandioso banquete celebrado com os mais tortuosos excessos. No banquete, pão azeite e sal estão totalmente proibidos, pois são substancias detestadas pelo diabo, e todo e pecado da gula é celebrado ao excesso mais pervertido.

Neste ritual simboliza-se a eterna união e a infernal aliança, estabelecida desde o início dos tempos, entre os demónios e as bruxas.

Da mesma forma como Jesus se uniu em aliança aos seus 12 discípulos na última ceia, também bruxas e demónios se unem pela carne e pelo sangue nesta ceia. Este banquete é realizado numa mesa cerimonial, na qual se encontram 21 sacerdotes e sacerdotisas.

Ao centro da mesa, a ceia é presidida por um demónio encarnado.

O demónio é possuidor do cálice de Lúcifer, por onde cada um dos 21 sacerdotes e sacerdotisas beberão a essência da vida eterna através da bruxaria

.Com esse cálice e essa essência liquida, é celebrado o dia em que cada um dos 21 assumiu o seu pacto com o demónio e assim passou a ser embaixador dos espíritos neste mundo, através da aliança Luciferiana.

O filho do Diabo, é o padroeiro deste ritual.

III

A Missa Negra

Ao banquete  segue-se  uma missa negra.

A mesma celebrada é em missais satânicos orados em  Latim, acompanhada de liturgias infernais realizadas sob os corpos nus de acólitos femininos ou jovens indicadas nas artes satânicas.

È neste momento que é realizada a admissão e iniciação, na sociedade infernal,  denovas bruxas recém recrutadas e já instruídas nas artes da bruxaria. Na missa negra são conjurados os espíritos demoníacos, e a hóstia de Satã é servida numa  forma de grande perversão.

Na missa negra lêem-se as escrituras Luciferianas, Satânicas e Infernais, assim como os oráculos do príncipe deste mundo revelados pela boca dos seus profetas infernais. Ancestrais fórmulas de invocação demoníaca são recitadas, velhos oráculos são relidos, místicas liturgias são celebradas, profanas orações são proferidas, tudo para agrado dos espíritos.

A missa negra representa o momento em que Lúcifer desejou Eva, e por isso a contactou. Em troca do prazer, Lúcifer ofereceu a Eva o fruto da árvore do conhecimento. A Missa Negra representa o momento em que Lúcifer e Eva se contactaram, em que Lúcifer possuiu Eva e em que o Homem recebeu em troca a sabedoria sobre a ciência e a magia. A Missa Negra representa por isso o contacto com os espíritos, e através dela os espíritos são chamados a contactar com as bruxas.

Lúcifer é o padroeiro deste ritual, e por isso nele está presente Baphomet. Compreenda o motivo, lendo sobre: o demonio Baphomet e a Santa Trindade do Inferno

IV

O Festim da possessão

Finalmente o o sabat negro ou sabbat satânico termina em êxtase carnal, numa celebração ritualista do pecado manifestada em todos os envolvidos na Missa.

Nesse festim de pecados, os demónios conjurados ao longo de todo o Sabbath incorporam nos fiéis demoníacos, e tanto na forma de corpo humano masculino, como de corpo humano feminino, eles praticam a carnalidade mais pecaminosa, celebrando assim a corrupção e perversão que os demónios tanto amam.

Este é o momento da possessão, no qual os demónios entram no corpo daqueles que voluntariamente se lhes oferecem. Este é um momento altamente perigoso, pois uma possessão que não seja adequadamente produzida, conduzida e depois desencarnada de uma pessoa, tem terríveis e totalmente irreversíveis efeitos, sendo que a pessoa jamais conseguirá abandonar o estado de possessão demoníaca,  podendo acabar em condições psicológicas miseráveis ou mesmo morta. Por isso, apenas os filhos das trevas podem participar neste tipo de festim, uma vez que pessoas normais não possuem força espiritual para conseguir aguentar uma possessão demoníaca e controlar o processo. No entanto, pela boa celebração deste perigoso ritual, os demónios concedem os seus favores aos fiéis de Satã, ou seja: as bruxas.

O festim da possessão representa o momento em que Satã e os seus 199 anjos abandonaram os céus e amaram as filhas dos homens, (Génesis 6) no acto de bruxaria e possessão primordial. A padroeiro deste ritual é Astaroth, demónio do desejo e da luxúria que conduziram tanto Lúcifer e o seu exercito seguidor , como mais tarde Satã e os seus 199 anjos,  ao exílio e condenação.

V

O convénio dos 200 anjos

Por ultimo, após a realização de todos os citados processos, ( a Procissão de Caim, A Ceia dos 21, a Missa Negra e o Festim da Possessão ), os bruxos reúnem-se em convénio para trocar entre si e com os seus novos membro iniciados, conhecimentos, ensinamentos, Grimórios e saber oculto.

Assim se cumpre a perpetuação das artes ocultas, sendo o conhecimento partilhado, renovado e eternizado tanto pela tradição escrita como pela tradição oral.

O convénio representa o momento da queda dos 200 anjos que se unindo ás mulheres dos homens, em troca ofereceram á humanidade o conhecimento, ou seja: tanto as ciências, como a bruxaria.

O padroeiro deste ritual é Satã, o demónio que por desejo da mulher desceu á terra e se condenou á perdição.

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