magia negra e Satanás

Magia negra e Satanás 

Foi no quarto Concilio de Laterano em 1215, que se tornou oficial a distinção entre o Diabo e os demais demónios. Porem, o estudo desta entidade espiritual, das suas aparições e do seu perturbador poder, já havia vindo a ser feito á séculos e séculos. Aquele que a Igreja chamava de diabolus, já estava sob observação ao longo dos tempos. A palavra Diabo vem da palavra grega diabolus, e foi aplicada no sentido de o caluniador, o difamatório, o mentiroso, assim como no sentido da inimizade, do hostil, daquele que é o adversário.

No Grimório de magia negra do século XVII Lemegeton, ou a chave menor de Salomão, o Diabo é chamado de Focalor.

Já porem, a palavra «Satanás», tal como «Faraó», não começou por ser um nome, mas sim um título. No Antigo Testamento, Satanás é o anjo que desempenha o papel análogo ao de um advogado de acusação, num tribunal celestial no qual Deus é o Juiz. Mas também assume a forma de um anjo tentador e castigador, conforme se pode observar no caso de Job e todas as misérias que Satanás lhe infligiu, assim como no episódio o rei David que por sua tentação mandou fazer um recenseamento a Israel, para depois  – por ordem de Deus – se assumir como um anjo destruidor e castigador. No entanto, no Novo Testamento, já Satanás é visto numa perspectiva diferente, na figura de um espírito opositor a Deus, ou seja, do Diabo.

As manifestações do Diabo, da magia negra e dos trabalhos de magia negra, tem sido registados, observados e documentados ao longo da historia.

No Concilio de Toledo realizado em 447 dC, todas as observações de Satanás permitiram concluir – e registar em documento – que o Diabo  tende a fazer-se manifestar na forma de uma aparição monstruosa com cornos na cabeça, pelo menos um casco fendido, olhos que parecem flamejar fogo, dentes terríveis, um falo imenso, e destilando um nauseabundo cheiro a enxofre.

Sobre a questão fálica do Diabo, o demonologista francês Nicholas Remy fez notar nas suas obras, que num julgamento de uma bruxa chamada Alexée Drigie em 1568, essa mesma bruxa confessou sobre os vorazes e animalescos apetites da luxuria do Diabo, sendo esse o meio através do qual o demónio estabelece pacto satânico com a mulher, possuindo-a, e assim convertendo-a numa serva do Diabo, ou uma bruxa.

O próprio Malleus Maleficarum confirma esta tese, acrescendo-lhe que este apetite voraz para possuir mulheres – e até homens – , é a forma preferida dos demonios para conseguir a sua perversão e conversão á servidão para com Satanás. O Malleus Maleficarum defende mesmo a tese que tal fenómeno remonta mesmo aos tempos das aparições dos Faunos e dos Pan’s, que na verdade não eram senão predadores íncubos e súcubos vindos a este mundo – fazendo-se passar por deuses e semi-deuses – , para alimentarem-se de almas humanas através da luxuria, da devassidão e do pecado, e muitas das vezes convertendo as próprias vitimas em bruxas ou servos dos demónio, muito conforme hoje em dia se tem a ideia cinematográfica dos vampiros alimentando-se de humanos, e por esse meio transformando alguns em vampiros.

Já no século XVII, foi unanimemente aceite que Satanás pode aparecer na forma tanto de uma inocente criança, como de um jovem homem , como de uma bela mulher. Por vezes, apresenta-se até num corpo que tem uma certa ou ligeira deformidade.  Seja em que corpo se apresente, porem Satanás tem regra-geral um gosto requintado pelas finas roupas da última moda, apresenta-se com fino-trato, é bem-falante. Sublinhava-se que as suas roupas tinham sempre o preto. Podiam até estar adornadas com outras cores, porem o preto era sempre a cor que imperava nas suas roupas. Foi por isso observado que o preto é a cor preferida do Diabo. Foi também observado através de centenas e centenas de relatos obtidos em julgamentos de bruxas, que Satanás tem a capacidade de se manifestar aos humanos através de certas visões, seja na forma de um animal, ou – inesperadamente – de um padre, ou da virgem-Maria, ou de um anjo de luz, ou até de Jesus. Também foi observado que alguns dos deuses e deusas venerados pelos pagãos, eram na verdade manifestações de demónios, com o objectivo que desviar as almas do caminho da adoração a Deus, trocando a Deus pelas deusas e deuses da antiguidade.

De tal forma o poder do Diabo e dos deuses pagãos é temido pela Igreja, que no Concilio de Leptina, em 774 dC, foi acrescida uma nova cláusula ao rito de baptismo, segundo a qual se diria «renuncia a todas as obras do demónio, e a todas as suas palavras, assim como a todos os deuses como Thor, Odin, e todos esses seres do mal, e que são do Diabo»

Já no Canon Episcopi de 906 dC, fala-se das bruxas , mulheres que foram pervertidas pelo Diabo, e que em certos ritos de sabbath satânico praticados em florestas, cavalgam nuas em animais, juntamente com o demónio e a deusa Diana, uma das deusas dos Pagãos, e tão malévola como o demónio.

Ainda hoje em dia, o poder da magia negra, dos trabalhos de magia negra e de Satanás é temido.

O nome do Diabo aparece em certos grimórios da Idade Média associado a um outro demónio de nome Mephistopheles.

Mephistopheles, é um dos chefes dos demónios do inferno. Há quem afirme que em grego, o seu nome significa «aquele que não ama a luz», quando na verdade o significado do seu nome é muito mais oculto, sinistro e misterioso que isso, pois na verdade significa «aquele que ama a não luz». Amar a «não luz», não significa amar as «trevas», porque se fosse para se dizer aquele que este demónio ama as «trevas», então não se teria escrito «aquele que ama a não luz». Nas obras do espírito, as palavras são da maior importância, pois tem significados ocultos com consequências e implicações muito importantes. Logo: a «não luz» não significa «trevas», mas sim uma luz que é diferente da luz tal como a concebemos, ou seja: é como se fosse uma «luz negra», algo que ilumina com negrume, ou seja, algo impossível para a mente humana sequer compreender. Dai o mistério que ronda este demónio, que ilumina com trevas, ao passo que Lucifer significa precisamente «o portador da luz». Este demónio foi uma divindade venerada na religião da Mesopotâmia, na forma de uma entidade que era metade humano, metade animal. Na Alemanha e territórios germânicos da antiguidade, era conhecido pelo cavaleiro com cascos de cavalo. Mephistopheles tornou-se famoso devido á lenda de Fausto conforme narrada na obra de Goethe ( 1749 – 1832)  onde oferece á personagem principal uma vida de prazeres e sabedoria em troca da sua alma. O demónio Mephistopheles está também intimamente associado ao demónio Lucifuge, cujo o nome significa «aquele que foge da luz», ao mesmo tempo que Lucifuge é o nome Lucifer escrito ao contrário. São os mistérios do oculto…

Aparições famosas do Diabo

O Diabo já fez a sua aparição a várias personalidades famosas. Um delas, é lendária. Um dos mais sinistros e lendários casos de aparições do Diabo, ocorreu com Mozart ( 1756 – 1791), o celebre compositor Austríaco. A certo momento da sua vida, Amadeus Wolfgang Mozart andava caído numa estranha melancolia. Certo dia ouviu uma charrete parar á porta da sua casa, e o seu empregado anunciou um desconhecido que vinha visita-lo,  e desejava falar-lhe. O homem desconhecido apresentava-se vestido aristocraticamente, os seus modos eram impecáveis, e a sua educação era irrepressível. Claramente um cavalheiro de posses, e elevada posição social. Sem nunca anunciar a sua identidade, assim disse o desconhecido a Mozart «Trago ordens de um ilustre senhor para o encontrar…» – disse o desconhecido… «ele perdeu alguém que lhe é muito querido, e desejava por isso celebrar o seu falecimento com um serviço fúnebre solene, e solicita-lhe que componha um Requiem para ser escutado nesse funeral» Espantado com a inesperada encomenda de uma peça musical para um funeral, mesmo assim Mozart aceitou compor o Requiem. Lançou mãos á obra, e trabalhou arduamente noite e dia. Porem, o seu corpo já não era capaz de acompanhar o ritmo da sua inspiração, e começou a fraquejar. Certo dia, sabe-se que ele confessou á sua esposa «Tenho a certeza que estou a escrever este Requiem para o meu próprio funeral». A dado momento, Mozart estava convencido que o desconhecido que lhe aparecera á porta trazendo aquela encomenda, não era um homem, mas sim alguém do mundo do além-túmulo, anunciando a sua morte para breve. Mozart trabalhou arduamente no Requiem, que considerou ser a sua grande obra final. Quando finalmente a obra estava terminada, o homem desconhecido regressou. Mozart tinha falecido. E o desconhecido também se esfumou. Nunca ninguém soube quem era o misterioso mensageiro, pois o desconhecido e a sua carruagem desapareçam para nunca mais serem vistos. Nos círculos do oculto, sabe-se que era um servo do Diabo, ou provavelmente… ele mesmo em pessoa, para vir buscar a alma do lendário musico para o mundo-dos-mortos, ou o mundo do além-túmulo.

Deus e o Diabo: a doutrina do Satanismo

Houve um caso sucedido em França por volta do ano de 1330/35, que foi historicamente documentado, e que retrata a própria teologia satânica, ou teologia das bruxas. Isso foi observado no célebre caso da bruxa Catherine Derlot. A bruxa Catherine Derlot participou em memoráveis Sabbats Satanicos, onde os mais fortes de trabalhos d magia negra eram celebrados. Catherine Derlot tornou-se bruxa quando estando nos seus afazeres domésticos numa localidade de nome Pech-David em Toulouse, ela foi abordada por um homem de elevada estatura. O homem encantou-a com o seu olhar, e seduzindo-a, convidou-a a participar num Sabbat Satanico. Na próximo noite de sábado, Catherine Derlot compareceu á reunião de bruxas, onde viu o Diabo incorporar num enorme bode negro. Depois de o saudar, Catherine Derlot submeteu-se-lhe, dando-lhe os prazeres que o Diabo queria. Em troca, o Diabo ensinava-lhe todo o tipo de bruxedos para todo o tipo de assuntos, cada um deles sempre eficaz e de efeitos visíveis. O Diabo pedia-lhe também que frequentasse missas negras onde se profanavam as missas da Igreja, e se honrava a Satanás. Na sua iniciação, a bruxa Catherine Derlot recebeu um caldeirão como presente do Diabo, assim como ensinamentos sobre a forma como acender um fogo amaldiçoado que fosse chamamento ao próprio fogo dos infernos, assim realizando as mais fortes magias negras nesse caldeirão. Aprendeu também os ingredientes para os mais poderoso bruxedos feitos no caldeirão oferecido pelo Diabo, tais como ervas venenosas, órgãos de animais, e certas partes de defuntos que não houvessem sido baptizados, ou até obtidos por meio de sacrilégio ao solo consagrado dos cemitérios. Desses defuntos, usavam-se pedaços de unhas, pedaços de cabelo, pedaços de roupa, dedos, orelhas, línguas, cada coisa apropriada ao tido de bruxaria que ia celebrar. A bruxa Catherine Derlot muitas vezes afirmava para grande escândalo dos padres, que:

«Deus e o Diabo eram deuses iguais, um reinando sobre o reino do Céu, e outro reinando sobre o reino da Terra. Todas as almas que o Diabo conseguia seduzir, eram almas perdidas para o Altíssimo Deus do céu, e viveriam  perpétuamente na terra e no ar deste mundo, indo todas as noites visitar as casas onde habitaram em vida, e inspirar os vivos a servir ao Diabo ao invés de servir a Deus. Essas almas de antigas bruxas vagueando a terra, seriam por isso angariadoras de novas bruxas, num círculo que se perpetuava sem cessar. Afirmava a bruxa que recebeu estes ensinamentos do próprio Diabo, e que a luta entre Deus e o Diabo tem existido desde o início da eternidade, continuará a existir até ao fim da eternidade, e nunca deixou nem deixará de existir, porque é eterna, sem início, nem fim. Umas vezes um sai vitorioso, outras vezes o outro sai vitorioso, num ciclo sem fim, que sempre existiu, e sempre existirá. E é deste ciclo eterno e desta disputa sem fim que nasceu a própria Criação, e é esta contenda entre opostos que alimenta e sustenta a existência da própria criação. Sem esta luta entre um e outro, nada existiria.»

Era esta a doutrina que o próprio Diabo ensinara á bruxa Catherine Derlot, que é a doutrina do Satanismo que perdura viva até aos nossos dias.

Diabo: casos verídicos e comprovados

Nos dias de hoje, os demónios, o diabo e as possessões demoníacas tendem a ser por muitos catalogadas enquanto apenas meros episódios provenientes de doenças mentais, e logo atirados para o fundo da gaveta das doenças psiquiátricas, relegados como superstições e crendices, resquícios de crenças ignorantes de tempos idos e esquecidos. Porem, aqueles que lidaram directamente com tais fenómenos de possessões demónicas, de assombrações e demónios… esses já tem uma opinião bem diferente.

Os psiquiatras dr. M. Scott Peck e dr Richard E. Gallagher, ambos chegaram á conclusão que o fenómeno é real, seguindo-se a inevitável conclusão de quem devem mesmo haver demónios e o Diabo. Escreveu o dr Peck, depois de ter entrado em contacto com um caso real de possessão demoníaca: «Eu nunca mais duvidei da existência do Diabo». Já o dr  Gallagher afirmou «Ate aqueles que duvidam que  o fenómeno exista, poderão convir que este exemplo é bastante persuasivo», e ao afirma-lo, mostrou documentação e provas que atestavam de casos em que sucederam os mais inexplicáveis e sobrenaturais eventos, tais como levitação de pessoas e objectos, psicocinese e clarividência. Tais casos foram apresentados na New Oxford Review, em Março 2008, num artigo com o titulo «A Case od Demonic Possession» – «Um caso de possessão demoníaca»

Depois de anos a trabalhar em casos de pessoas com graves perturbações, também o professor Rex Beaber – professor de medicina na Universidade da Califórnia – , começou a chegar á conclusão que – de facto – existem forças ocultas e de trevas que agem no ser humano.

Logo: são cada vez mais aqueles que tendo entrado em contacto directo com os fenómenos da possessão demoníaca e da magia negra, chegam á inevitável conclusão que se trata de uma realidade.

Disse o padre Walter Halloran á imprensa, em 1995, quando perguntado sobre um exorcismo que tinha sido celebrado em 1949, em Mayland, St Louis, – Estados Unidos da América – : «Acredito piamente que foi um caso genuíno de possessão demoníaca». O padre estava – nem mais, nem menos – a referir-se ao caso que inspirou William Peter Blatty a escrever o guião do filme «O Exorcista». Afinal, ao contrário daquilo que os mais descrentes pensavam, não se tratou apenas de um filme, nem de uma fantasia inventada, mas sim de um caso verídico, e de factos reais.

Por isso, ao longo da historia tem sendo incontáveis as observações e casos reais que comprovam a existência dos demónios, da magia negra, dos trabalhos de magia negra e de Satanás . Por isso: Quem quer é livre de não acreditar nem em Deus, nem no Diabo, e de procurar todo o tipo de justificações lógicas para os mais ilógicos e sobrenaturais eventos. Quando se quer, a lógica consegue até explicar porque é que uma cadeira é um cavalo. Porem: que os espíritos existem, eles existem. E a prova-lo, está o facto que a ciência já conseguiu provar muita coisa… mas nunca conseguiu provar que não existem espíritos,  e que não existem aparições, e que não existe Deus, e que não existe o Diabo.

Mas ao contrario, os trabalhos de magia negra ao longo de séculos e séculos tem dado prova que funcionam.

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