Magia negra e são Cipriano

Magia negra e são Cipriano

O Grand Grimoire é o titulo de um famosos grimório mencionado pelo místico e demonologista Norte-Americano Arthur Edward Waite ( 1857 – 1942), autor do notório Book of Black Magic and Pacts ( 1910), ou «Livro da Magia Negra e Pactos». A mais antiga publicação do Grand Grimoire, remonta a 1421. O Grand Grimoire é descrito por Waite como um dos mais fantásticos dispositivos infernais para invocar demónios, até os mais relutantes em se manifestarem. Também conhecido como «Le Dragon Rouge», ou «o Dragão Vermelho», este grimório de magia negra concentra um importante capítulo sobre os procedimentos ocultos para invocar o demónio Lucifuge Rofocale. O nome «Lucifuge» significa «mosca-luz», e certos demonologistas atribuem-lhe uma relação directa a Lúcifer, que significa «portador de luz». Acredita-se por isso que Lucifuge seja um dos nomes atribuídos a Lúcifer, já depois da sua queda, e de ter assumido plenamente o seu estatuto de demónio, associando-a á «mosca», coisa que também o demónio Beelzebub o fez, cujo o nome na verdade significa «senhor das moscas», o príncipe do submundo.

São com estes e muitos outros saberes ocultos, que as bruxas invocam aos demónios e espíritos de trevas que lhes concedem as sabedorias de magia negra, com as quais  elas executam as suas bruxarias. E uma das mais poderosas bruxarias, eram as amarrações.

Cipriano (f. 258 d.C),  foi um dos maiores bruxos de todos os tempos, e isso está historicamente comprovado nos fabulosos textos encontrados sobre esse bruxo. Não admira por isso, que Cipriano apareça sempre mencionado pelos maiores autores dos mais célebres grimórios da história. E há vários exemplos disso:

O famoso «Compendium Maleficarum» , ou o «Compêndio das Bruxas» de 1608, do notório padre e demonologista Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570), no capitulo VI do Livro I,  faz nota sobre os famosos trabalhos de magia negra de são Cipriano (f. 258 d.C), e como eles foram suportados pelo pacto que o bruxo Cipriano fez com o Diabo, e que lhe concedeu preciosos conhecimentos ocultos. São Cipriano consta do «Martyrologium Romanum» assinalado no dia 26 de Setembro, e porem aquilo que tornou este santo célebre não foi a sua curta carreira eclesiástica, mas sim a sua extensa e profícua vida de bruxo, e obra de magia negra.

Jacques Collin de Plancy ( 1793 – 1881) célebre ocultista e demonologista Francês, autor do influente «Dictionnaire Infernal», um tratado de demonologia publicado em 1818, também faz nota sobre a existência de Cipriano enumerando algumas das suas formulas para exconjurar demónios.

Lewis Spence  (1874 – 1955), notório ocultista escocês e autor da «Enciclopaedia of Occultism» ( 1920), também faz referencia a Cipriano citando uma bruxaria na qual sangue de cabra derramado num diamante conforme um certo procedimento oculto, podia fazer amolecer o mais duro dos corações de um homem.

O notório ocultista Montagne Summers (1880- 1948), também faz menção ao bruxo Cipriano.

Outro célebre autor que menciona são Cipriano, foi um dos mais reputados teólogos e demonologistas medievais, que foi o notório abade germânico Joahannes Trithemius ( 1462 – 1516). O abade beneditino foi autor de mais de oitenta títulos versando sobre preciosos saberes ocultos, e leu todos os grandes grimórios. Entre esses famosos grimórios, estava o «The Book of the Four Kings», ao qual Trithemius chamou de uma obra «pestilenta», e que atribui a origem destes «trabalhos amaldiçoados» a são Cipriano. A fama duradoura de são Cipriano vem não da sua vida religiosa, mas sim do facto dele ter sido um grande bruxo antes da sua conversão, e ter celebrado um Pacto com o Diabo.

E foi através desse pacto e dos auxílios do demónio, que o bruxo Cipriano realizou alguns dos mais espantosos bruxedos, cujos os efeitos lhe deram reputação pelos quatro cantos do mundo. Alguns desses trabalhos de magia negra eram fortes amarrações.

O poeta Romano nascido em Espanha, Prudentius ( 348 – 410 d.C), menciona o bruxo Cipriano, assim como relata os seus poderosos trabalhos de magia negra, e deixa notas sobre como tais bruxedos eram feitos em cemitério, junto de túmulos. Nos seus textos, o poeta fala abertamente das poderosas amarrações do bruxo Cipriano, e dos meios usados para «aumentar a paixão de uma esposa, e faze-la violar a lei do casamento». No período medieval, o famoso grimório do bruxo Cipriano encontrava-se dividido em três livros: um em Grego, outro em Latim, e outro com textos siríacos, coptas e árabes. Os textos circularam pela Europa, e médio-oriente. O próprio bruxo deixou uma confissão na qual conta como quando em criança, havia sido devoto do Deus Pagão Apolo, e apresentado aos mistérios de Mitras. No Monte Olimpo, Cipriano viu hordas de demónios e exércitos de Deuses. Depois, viajou pelo Egipto e Babilónia, onde foi instruído na magia dos Caldeus e Fenícios.

Houve um importante texto que sobreviveu aos tempos, e que se chamava «A arte de Cipriano». Na Arte de Cipriano, é fornecida uma série de cinco selos mágicos que desenhados num espelho com uma tinta vermelha especialmente preparada para a finalidade, e acompanhados dos correctos encantamentos de magia negra, permitiam fazer com que um demónio invocado permanecesse reflectido naquele espelho pelo tempo desejado, e aceitasse as missões que lhe fossem incumbidas.  Até mesmo missões de amarrações, o que as tornava tão poderosas como lendárias. A obra «A Arte de Cipriano» foi preservada num manuscrito de Frederick Hockley ( 1809-1885), um importante coleccionador de material oculto.

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