Amarrações de magia negra

Amarrações de magia negra

No capitulo III do Livro III do célebre grimório Demonology (1597) do Rei James I de Inglaterra ( 1566 –1625), dá-se nota que a influencia do Diabo pode manipular os desejos, ardências e tentações carnais seja de homem ou mulher, e que para isso a magia negra usa de demónios que tem particular poder nessas seduções. E afirma o influente grimório que tal como esses demónios das categorias sucubbus e incubbus seduzem aqueles que querem converter em bruxos e bruxas, ( levando-os a celebrar pacto com o Diabo), depois também ficam ao serviço das bruxas, para através das suas bruxarias, ir acossar os homens e mulheres que se embruxarem, levando-os a cair das tentações da luxuria. E é desse modo, que fazem as mais poderosas amarrações.

Nicolas Remy( 1530 – 1612), o notório demonologista Francês, autor do célebre grimório «Demonolatreiae», publicado em 1595, revela na sua obra como as bruxas invocando a demónios nos seus Sabbat, depois se lhes entregam em lascivos ritos, deixando-se tomar carnalmente em devassas heresias para regozijo do Diabo, sendo depois recompensadas com ensinamentos ocultos com os quais celebram os seus poderosos trabalhos de magia negra. Alguns desses trabalhos, eram as lendárias amarrações de magia negra.

Na obra «compendium maleficarum» , ou o «COMPENDIO DAS BRUXAS» de 1608, do padre e demonologista Italiano Francesco-Maria Guazo (n. 1570)  , o notório demonologista afirmava que nestes assuntos as bruxas eram para ser temidas, pois os seus trabalhos tinham o poder dos demónios, e relembrava o caso de Sara e do demonio Asmodeus, ( retratado na Bíblia, no Livro de Tobias), em que Asmodeus matou sete maridos a Sara nas noites de núpcias, pois o demónio queria tomar Sara carnalmente para sí mesmo. Relembra assim o notório demonologista que em assuntos amorosos, a intervenção dos demonios é incomparável, e eles não olham a meios para que a pessoa amada vá cair pelos caminhos que se deseja. Por isso mesmo, é que as amarrações de magia negra são as mais lendárias e poderosas.

No século XVII,  existiu uma celebre bruxa em França, de nome Catherine Deshayes.(f. 22 Fevereiro 1680) O nome pelo qual era comummente conhecida, era «La Voisin». A bruxa Catherine Deshayes era famosa pelos trabalhos de magia negra amorosos. Todas as figuras da alta-sociedade eram seus clientes frequentes, e no decurso da sua carreira, a bruxa Catherine Deshayes enriqueceu. Com parte da sua fortuna, comprou uma propriedade e nos jardins mandou erguer uma capela. A capela era secreta, privada, e nela eram celebradas missas negras. Apenas um círculo muito restrito de pessoas tinha acesso ás cerimonias de magia negra ali oficiadas, e onde a bruxa fazia o culto dos antigos deuses pagãos, agora tidos como demónios pelo cristianismo. Catherine celebrava culto a Astaroth e Asmodeus, dois demónios particularmente poderosos em assuntos de luxuria. A verdade dos factos demonstrava que os seus trabalhos de magia negra eram fortíssimos, pois a sua clientela era vasta, exclusiva, e sempre disposta a pagar qualquer preço, pois os seus resultados eram surpreendentes. Sabe-se que entre os seus clientes estavam princesas, membros da família real, alta-aristocracia, frequentadores da corte do Rei Luís XIV (1638 – 1715), e até o Georges Villiers, Duque de Buckingham (1592 – 1628), que através dos trabalhos de magia negra da bruxa conseguiu tornar-se amante de uma nobre que sempre se recusara aos seus avanços e galanteios. Porem, depois da bruxaria, passados tempos a senhora da alta-nobreza cedeu ao duque, e entregou-se-lhe arrebatadamente apaixonada.Os seus trabalhos de amarração da bruxa tornaram-se lendários.

Outra das famosas bruxas de Connecticut foi Mary Johnson. Em 1647, a própria bruxa Mary Johnson  admitiu ter sido visitada e seduzida pelo Diabo que lhe apareceu primeiramente incorporado na forma de um gato preto, e depois manifestando-se – através de possessão demoníaca – num homem. Mary Johnson teve relações luxuriosas com o demonio, celebrando Pacto com o Diabo, e entregando-se aos caminhos da magia negra. O sangue usado na celebração de um pacto, torna-se sangue de bruxa, por contacto com o pacto. Usando de gotas do seu próprio sangue com que havia celebrado pacto, derramadas no seu caldeirão onde eram mergulhadas efígies representativas das vítimas, e lançado um encantamento em Latim sobre as figuras que ardiam no fogo do caldeirão, a bruxa conseguia contaminar fosse quem fosse de forte bruxedo. Era como se as labaredas do próprio inferno fossem chamadas a entrar nas criaturas embruxadas. A bruxa Mary Johnson celebrou diversos trabalhos de amarração, uns dos quais deixou o homem num estado de tal forma hipnótico, que o embruxado não conseguia ver nem pensar noutra pessoa senão a mulher que o tinha mandado embruxar. Era como se não houvesse outra pessoa á face da terra, e o homem andava sempre mansamente ás ordens da mulher. A transformação do homem foi de tal forma espantosa, que a amarração se tornou lendária.

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