Amarrações de são Cipriano

Amarrações de são Cipriano

Uma das obras mais notórias em Portugal e Espanha, ( terras onde os ensinamentos de magia negra e bruxaria de s. Cipriano, o bruxo (f. 258 d.C) se enraizaram profundamente) , foi o Opus de Magica Superstitione , impresso em 1521 e traduzido em 1539, de Pedro Cirvelo, clérigo de Saragossa Esta obra era tao importante em Espanha quanto era em França a obra de Jean Bodin (1520-96),  um jurista e filosofo francês, autor da notória obra «De lá Demonomanie des Sorcieres» , publicada em Paris, no ano de 1580 . As obras deste celebre demonologista descreveram as suas observações pessoais sobre casos verídicos de bruxas, de bruxaria, de magia negra e de trabalhos de magia negra.

Outros importantes grimórios também existiram, tais como o Pandaemonium, 1684, do demonologista Inglês Richard Bovet ( n. 1641); Pneumalogia, 1587, do frei dominicano e demonologista  francês Sebastien Michaelis ( 1543 – 1618), De Spectris, 1559, do clérigo e demonologista Suíço Ludwig Lavater (1527 – 1586); o Fortalicium Fidei, 1467, do Bispo e autor Alfonso de Spina, ( 1400-1491), De lamiis et Phitonicis Mulieribus, 1489, de Heinrich Molitor, um discípulo Jacob Sprenger ( 1438 – 1495), e Heinrich Kramer,  ( 1430 – 1505), , autores do célebre Malleus Maleficarum ( 1486). Em todos estes grimórios, acaba sempre por haver um vestígio dos saberes ocultos de magia negra de s. Cipriano, o bruxo (f. 258 d.C), tal foi a dimensão da sua influência na história do oculto.

E onde a influencia da obra de s. Cipriano se manifestou mais arreigadamente, foi na Península Ibérica, especialmente no norte de Portugal que fazia fronteira com a Galiza, assim como no Norte de Espanha que fazia fronteira com a Franca, mais concretamente na zona do território Basco. E foi nessa zona que esteve um dos mais notórios demonologistas Europeus, a fim de investigar a presença de bruxas e a prática de magia negra naquelas terras.

A zona Basca do Pirenéus, é uma área onde em 1609, através dos relatos históricos e documentados do célebre jurista eclesiástico e demonologista Francês Pierre de Lancre ( 1553 – 1631), soube-se ocorrerem a celebração de Sabbats de bruxas e Missas Negras celebrados por um padre de nome Pierre Bocal. A zona Basca do Pirenéus, foi desde sempre uma zona famosa e reconhecida pela sua reputação relativamente á existência de bruxos e bruxaria naquelas terras distantes. A sua geografia tornava a zona Basca uma área remota e por vezes inacessível tanto á cultura de Espanha como de França, tornando as autoridades de ambas as nações desconfiadas relativamente ao povo daquela área. Os povos bascos absorveram algumas das influências culturais dos celtas, e porem passaram relativamente intocados a outras invasões civilizacionais. Aquando das invasões Romanas de Júlio César, a zona Basca permaneceu praticamente intocada e inacessível, mantendo a sua própria linguagem e costumes. Quando o cristianismo chegou, o povo basco combinou as novas crenças que lhe eram trazidas pelos missionários, com as suas próprias ancestrais crenças. Por isso, naquela zona era frequente saber-se de casos de padres que ao domingo celebravam a Eucaristia, e durante a semana prestavam culto aos velhos Deuses e Deusas Pagãos das antigas religiões daquelas longínquas terras. Era uma zona que tinha sobrevivido relativamente incólume ás perseguições religiosas da Igreja de Roma, e onde muitos bruxos se foram abrigar, ali prosperando em paz. Alguns deles, trouxeram consigo pergaminhos e textos da obra de s. Cipriano, o bruxo, que a seu tempo, e devido aos espantosos resultados daqueles bruxedos, acabou por se arreigar nas praticas ocultas daqueles territórios. De tal forma a zona Basca vivia livre das perseguições, que em certas áreas do território em que se praticava o culto aos mortos, nem aos Bispos da Igreja lhe era permitido ali entrar. E nesse culto aos mortos, muitos bruxos podiam executa, sem serem incomodados, a sua magia negra de s. Cipriano que tinham trazido consigo de outras terras. Outras áreas praticavam o culto a misteriosa Deusa, a quem chamavam «La Dama». Por volta do século XIV a fama dos bruxos que viviam naquela zona e praticavam as bruxarias de s. Cipriano tornou-se de tal forma lendária, que atraiu a atenção das autoridades. A atenção da inquisição virou-se seriamente para os bascos Espanhóis. Soube-se de relatos sobre ritos onde o Diabo se fazia manifestar e aparecer, incorporando num bode, ou numa mula, e por vezes até num homem. Eram os famosos ritos de s. Cipriano, que se havendo enraizado naquelas terras Bascas, já era praticado em toda a sua força. No século XVII, o jurista eclesiástico Pierre de Lancre foi enviado para a zona Basca, a fim de investigar o que ali se passava. Em 1608, descobriu-se a existência de um jovem padre chamado Pierre Bocal, que aos domingos celebrava a missa cristã, e porem durante as restantes noites da semana realizava ritos nos quais usava uma cabeça de bode enquanto oficiava veneração aos velhos deuses pagãos. Estava assim comprovada a existência de padres satânicos e bruxas na região, e ficou-se assim a saber que naquela zona eram celebradas Missas Negras, assim como realizados Sabbats de bruxas.  O demonologista Pierre de Lancre testemunhou todas estas realidades, e foi com fundamento nas suas observações e notas pessoais que o demonologista escreveu varias obras influentes, tais como Tableau de L’Constance de Mauvais Anges de 1612, L’Incredulité et Mescréance du Sortilége de 1622, e De Sortilége de 1627. Porem, nem Lancre estava fora do alcance da magia negra. Numa noite de Setembro de 1609, Lancre viu pelos seus próprios olhos uma Missa Negra ser recitada e oficiada no seu próprio quarto de cama, apesar dele estar de tal forma embruxado, que assistiu a tudo paralisado e impedido de qualquer reacção.

Nestas regiões da Península Ibérica como a área do território Basco, a Galiza, e o norte de Portugal, a obra de s. Cipriano, o bruxo, acabou por aparecer misteriosamente, e secretamente enraizar-se nas práticas místicas de bruxas e bruxos. Era com esses saberes que se faziam as mais lendárias amarrações, a quem ninguém escapava. Inúmeros são os relatos de pessoas que uma vez embruxadas por uma amarração de são Cipriano, acabavam por alterar-se inexplicavelmente, indo-se entregar ardentemente apaixonadas e arrebatadamente enamoradas a quem tinha encomendado o bruxedo. E tal como sucedia há séculos atrás, tais ensinamentos de são Cipriano continuam a ser praticados em Portugal com igual sucesso ainda nos dias de hoje, por quem sabe tais segredos.

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